Showing posts with label casamento. Show all posts
Showing posts with label casamento. Show all posts

Wednesday, April 13, 2011

Rua Visconde Duprat e o nosso jardim atual



canteiro da frente da casa tomando forma
Sempre gostei de plantas, flores, especialmente de árvores.
Talvez porque tenha crescido em casas grandes e tenha me dado aquela sensação de imensidão e liberdade, e só fui morar em apartamento aos 14 anos de idade na adolescência, quando o que me interessava era ampliar meu círculo de amizades, expandir meu 'network', conhecer pessoas, viver minha juventude sem pensar no futuro.

A segunda casa que morei (dos 6 aos 14) foi uma enorme casa de madeira na Visconde Duprat, 68 em Porto Alegre, creio que tive a infância mais feliz que muitos por ai, por ter nascido na capital do Rio Grande do Sul, mas numa época de pouquíssima criminalidade, e as casas não tinha grades e nem sistemas complicados de segurança, tínhamos um pastor alemão, chamado Diana, e só.  Impossível pois não recordar tudo isso com saudosismo, por causa do quintal, jardim, do imenso pomar, escadarias a bela e imponente fachada lá no alto, apesar de às vezes estar melancólica e pensativa, e gostava muito da companhia de livros. Achava que a infância não era lá aquela alegria que os adultos falavam, e um tanto solitária pois só tinha irmãos homens, e pouquíssimas primas e nenhuma de minha idade pra brincar.

O terreno era gigantesco e a casa ficava no alto como já falei, parecida com a casa do filme Psycho (Psicose no Brasil), mas a nossa tinha uma fachada bem larga, e uma calçada imensa. adentrando o portão tinha uma escada com dezoito degraus...e depois se passava por um caminho de pedras e mais uns 6 ou 8 até chegar na varanda de alvenaria, e na varanda a vista era magnânima pro "morros" de Porto Alegre completamente VERDES, o que infelizmente não é o que se vê hoje em dia segundo esse vídeo abaixo, que diz que dentro de 50 anos eles não terão mais nenhum verde.

Meu querido pai teve a sorte de ter um cunhado português o tio Manoel que era corretor de imóveis, casado com a Tia Maria (única irmã de meu pai), tia magra, esguia e elegante, e achara aquela pérola pra ele, aliás pra nossa numerosa família e lá no alto à pedido de minha mãe, porque ela já sofrera problemas com enchentes/inundações quando morava na rua Barão do Amazonas na parte plana, entre o bairro Petrópolis e Jardim Botânico, nos anos 50, e eu ainda não era nascida, que ficava perto do arroio do Ipiranga na famosa Avenida Ipiranga de Porto Alegre, que se assemelha com as marginais de São Paulo, cortando boa parte da cidade.

A casa era mista mas primordialmente de madeira, e tinha uma porta de estrutura de ferro, madeira e vidro crespo todo trabalhado com ferros também trabalhados na entrada principal. No alpendre tinha duas entradas, a principal e a lateral que dava para o quarto de meus pais e esta porta raramente se abria e claro, o lado dos fundos da casa com a lavanderia (coberta), um pátio acimentado e mais uma escada, também era outra entrada, sem portas nas laterais da casa.

Mas não quero falar da casa em si, quero falar do quintal, jardim e pomar, superficialmente porque assunto é o que não me falta referente as 'aventuras' naquele endereço que guardo na minha memória com muito carinho.
Apesar do pomar ter quase todas as frutas possíveis e imagináveis (figo, 4 abacateiros, bananeira, pereira, bergamoteira, tangerina, laranjeira, parreira, pessegueiro, fora a pequena horta com tomateiros, xuxu 'na cerca', temperos, etc etc.

Tínhamos também uma pequena pitangueira ao lado direito da casa, que era mais estreiro que o lado esquerdo, onde estava situado o jardim lateral, mais imponente e variado, e a fachada com aquelas plantas gigantes cactus, ilustrando o paisagismo típico de grandes jardins de casarões do início do século passado. Tínhamos muitas hortências (que funcionavam como muro, típicas no Rio Grande do Sul), margaridas, e várias flores que juro...não sei o nome, mas não tínhamos nenhuma ROSEIRA. Sonhava que um dia teria uma roseira...

pintando de verde, já estava na minha cabeça
Apesar de comentar sobre essa casa, o terreno todo foi que nunca saiu da minha memória completamente, queria evidenciar ai, meu gosto e amor às plantas e a vida ao ar livre, de chinelo de dedo no calor, depois de voltar da escola, tempo suficiente pra fazer a lição de casa, e só brincar, brincar e brincar.

Na vida adulta, nunca fui muito de jardinagem, principalmente porque nunca tive tempo e interesse e porque morei anos em apartamentos, apesar de ter uma plantinha aqui e acolá, plantas de interiores, flores em vasos, cactus, etc. Uma vez fui na Holambra (perto de Campinas) já com meu marido holandês e voltamos com o carro cheio de plantas vasos de cimento, parecia a Amazônia, e assim comecei a virar holandesa de verdade, ainda no Brasil.
esses bulbos de tulipas comprei em outubro do ano passado, era pra ter plantado até janeiro, plantei em março, fazer o que?
o que não páro de comprar é terra fertil pra potes e canteiro, tudo na base da bicicleta
se eu pudesse compraria potes maiores, mas é impossível carregar na bicicleta


Na Holanda minha vida mudou, sempre morei em casa, aliás no primeiro ano num prédio de 300 anos todo reformado com 2 apartamentos, mas não prédio moderno e tinha um terraço na parte de trás que dava para outros terraços e telhados antigos da minha cidade.

Se pudesse teria uma casa enorme com um jardim maior ainda. Mas é muito difícil morar no centro da cidade e ter um jardim grande, devo me confessar afortunada e grata.

Eu tenho pátio nessa casa nova, e estava completamente 'careca', tenho menos sol que na casa anterior, ele não cobre o pátio todo, mas na primavera começa a ficar ensolarado parcialmente às 10 da manhã e lá pelas quatro tenho ainda um restinho de sol, sendo que o sol aparece mais na parte da frente, no térreo, no primeiro andar, e no segundo...mas também não dura muito tempo por causa do prédio antigo e razoavelmente alto na frente do meu, ou seja, eu tenho que ser feliz no horário que o sol brilha no quintal e quando não brilha, também não acho ruim, pois às vezes na Holanda tem uns dias quentes demais, e aqui o calor é abafado, difícil de explicar pra quem não conhece valor desses insuportáveis como na região amazônica.
também no supermercado eu compro umas plantinhas que não duram muito, mas alegram os meus dias...
tinta pra madeira de exterior, comprei a cor Quenia, cheguei em casa achei muito 'cheguei' ai misturei  com preto e deu o tom correto do vermelho que queria, e dá-lhe fita crepe
A primeira coisa que me deixou incomodada era a cerca, que estava pintada de marrom...pintei de verde e as colunas de vermelho, dando um ar um pouco exótico, mas é muito melhor olhar pro verde do que pro marrom, dá já a impressão de natureza. O verde descansa os olhos.

Semanas atrás plantei as duas primeiras roseiras, na parte de trás, e tenho vários potes com tulipas, plantei também tulipas no chão, e tenho vários hibiscus plantados na casa velha em potes que trouxe. Sábado passado fizemos um canteiro na parte da sombra e plantei 5 tipos diferentes de plantas e flores, e comprei mais 5 lavandas, duas serão plantadas entre as roseiras. E 3 foram plantadas no canteirinho pequeno da parte   fronteira da casa, junto com 5 roseiras e dois arbustos...
Minha idéia é ter uma pergola então plantei as duas roseiras com uma certa distância para que no futuro possa colocar a pergola e as roseiras poderão crescer acompanhando a pergola, se bem que as rosas que comprei não são altas, dizem a etiqueta. A variedade de rosas e nomes é absurda.

essa cadeira ainda quero lixar e pintar, talvez de branco...ai alguns apetrechos de jardinagem
esse canteiro da frente tava um desastre, os cachorros faziam cocô aqui, e tive que remover  o cimento em pó de vários centímetros de profundidade, achei cobras e lagartos e muitos tijolos, pronto pro plantio.
O que mais me deixa feliz, é trabalhar com a terra, levantando chão, de joelhos, tenho luvas e vários apetrechos de jardinagem, adoro tirar ervas daninhas, e meu namorado comprou um pulverizador porque as ervas daninhas tomam conta no meio das lajotas. Você arranca, dá uma chuvinha e lá elas crescem novamente, na verdade eu não tenho tanto problemas com elas, mas se deixar fica mesmo um 'matagal' e estraga o efeito estético de tranquilidade, como se algo tivesse incomodando o ambiente, infelizmente vivemos em cidades, onde o cimento assassinam as pobres das ervas daninhas, na verdade as cidades e seus cimentos é que são daninhos.

Apesar do quintal ser pequeno, vejo um potencial bem grande nele...ainda quero plantar umas clematis (trepadeiras com flores grandes lindas) e tenho mais duas roseiras que não resisti e comprei, procurei ficar dentro das cores: vermelha e branco, se bem que comprei uma roseira rosa pálido, porque simplesmente adoro.
adoro regadores vintages, gaiolas de passarinhos, casinhas de passarinhos, e anão de jardim...tenho que comprar um novo, porque abandonei o anão na casa velha
com sol tudo fica mais bonito, e 'caliente'
um lugar 'no' sol
essa é a pergola que eu quero ter no futuro, mais uma cadeira de balanço, e  uma mesa de pic nic
esse é o canteiro novo, eu removi as pedras e plantei o Jurgen fez o arremate, ficou bom.
ainda vou comprar mais terra e plantar mais algumas plantas já cultivadas
nada como olhar pra diferentes tons de VERDE que te quero verde
O que mais me deixa triste, ou diria, frustrada é que não posso plantar árvore, porque ocuparia muito espaço e daria sombra, e sombra eu não quero, então tenho que me contentar em olhar as árvores dos vizinhos e da rua, mas isso não chega a ser um problema, porque não preciso ter uma árvore pra chamar de minha, já tive, fica pro meu sonho, e ter uma árvore em espaço pequeno, também não funciona.

mais duas roseiras...que serão plantadas nesse final de semana
Plantas, flores, exigem um cuidado bem grande, não dá pra usar a varinha de condão, é na verdade um hobby, tem que gostar de fazer.
Sou amadora ainda...mas a cada ano aprendo ainda mais como plantar, onde, quando e os cuidados que devo ter em todas as estações.
Ficando de fora as plantar de interior...mas o que eu acho mais importante, é ficar mexendo com isso, esqueço completamente de tudo ao redor, só páro para uma pausa pra beber um bom chá e colocar as pernas pro ar, uma terapia e tanto, já que sou uma pessoa super mental, e isso me acalma muito.

O resultado demora anos, eu sei que esse meu quintal é até uma piada pra quem realmente tem um JARDIM, mas pouco importa o tamanho agora, o importante é que nas próximas primaveras e verões, eu tenha verde e cores pra olhar e tempo pra sonhar, ler, fazer nada, somente colher os frutos de um pequeno trabalho.
E nas próximas estações frias de outono e inverno estarei ocupada no resto da casa, fazendo uma mudança aqui e ali, escrevendo, na internet, cuidando dos meus queridos filhos que também como eu, tiveram uma infância em casa, não tão grande como a da minha infância, mas o país inteiro é um grande JARDIM na primavera, e esse pertence à todos.







Wednesday, July 28, 2010

Tia avó de São Paulo


Foi-se o dia que eu era uma pessoa multi-tasker e que gostava de estar em todas. Aliás quando o fui, nem pensava sobre isso. Hoje em dia, meu ritmo de agir, de executar tarefas, obrigações, e também diversão (como me divirto) mudou, aliás, não acho isso nem bom, nem ruim, mas estou ciente das minhas limitações da minha vidinha de quase 14 anos de Europa, 12 anos como mãe, e 8 anos de divórcio, e também das prioridades de vida, eu não preciso estar em todas.


Não gosto de multidões, de sempre ESTAR NA FESTA, de beber champagne todos os dias, estar de salto, toda maquiada todos os dia...coisas que antigamente eu fazia sem problemas, hoje custa pra mim muita energia, e fora que faço questão de ser assim, fora de MODA. Malas e viagens o tempo inteiro me cansam, aeroporto me cansa, porque só posso viajar em épocas de alta temporada, e quem trabalhou em turismo como eu, sabe o quão chato é aeroportos lotados, vôos lotados, overbooking, criança chorando em classe econômica, trem de segunda classe...barraca de camping a dois, só com o soulmate quando se tem/teve 20 anos...


Aliás meu estilo de vida atual, está muito virtual, zen, mental, e também contraditório que me ajuda muito a nunca ter tédio de minha própria companhia, sair da minha casa, só se tiver o mesmo conforto que tenho aqui.


Tenho que apenas ter paciência, mais 10 anos...e minha vida vai mudar, e minha independência e liberdade vai voltar, eu digo na independência de ir pra Paris no primeiro convite numa quarta feira (né Plínio?), de participar de um workshop de yoga na Grécia em abril, de esquiar ou tomar chocolate quente em fevereiro na Áustria ou fazer uma visita pra Zanetta na Eslovênia, de ir ao Brasil em março...será uma grande vitória se a saúde estiver ao meu lado. Ainda estou na fase da formiga...trabalhando no verão. Diga-se "cuidando e educando duas crianças de 10 e 12 anos...apesar de que idade, não conta muito no caso da minha filha. E nessa luta diária, praticamente sózinha, sem família, sem marido...minha responsabilidade se duplica. E assim sou feliz.


Conversando com uma senhora, intitulada tia-avó do noivo no casamento semana passada, deparei-me com possível futuro, ou um futuro semelhante pra mim, na dita terceira idade.

Estávamos nós amigos e familiares comportados no City Hall de Amsterdã, em nossas cadeiras, numa sala...sem janelas, que de uma certa maneira nos fez mais centrados na cerimônia oficial, e nas belas palavras da representante legal da cerimônia.

A sacerdotisa exclamou num determinado momento:


- Vocês estão tão quietos.


E sim, estávamos, todos arrumadinhos, bonitinhos...esperando a próxima palavra proferida por aquela mulher loira lá na frente, como se fosse um padre.


Sendo o primeiro casamento gay de minha vida e parece que por sê-lo assim, senti a maior necessidade de seriedade, e talvez as pessoas estivessem pensando a mesma coisa. Nada de brincadeirinhas esdrúxulas sobre o mundo gay, piadinhas clichés inadequadas risadinhas no momento errado, eram apenas dois homens dizendo sim, não personagens que fazem trejeitos com as mãos, e tem voz de Pee Wee Hermann, não, não foi um casamento camp. Foi um ritual belo, raro.


Como ia dizendo no city hall, no exato momento onde muitos estavam fazendo fotos do sim, foto das testemunhas, fotos da troca de alianças, eis que lá veio a "velhinha" bem baixinha, com seus 75 anos já passados, toda bonitinha de vestido azul marinho de poás brancas, pegando sua câmera digital saindo do lugar que estava acomodada, e começou a fazer fotos junto com outras pessoas "jovens" digamos assim. Eu, no local de testemunha, não podia sair do lugar, e infelizmente minha câmera estava junto com o meu namorado, e tive que fazer sinais pra ver, se ele tomava uma atitude e fizesse fotos.

Senti que aquela mulher tinha uma coisa de especial, toda saidinha, fazendo foto, "na idade dela"...e me perguntei, seria a avó de A. Vinda especialmente do Brasil, em Amsterdã, naquela prefeitura. Quem seria essa vovozinha, toda prosa. Vou saber mais tarde.


E algo me dizia, essa senhora tem a cara de São Paulo, a cara cosmopolita, de quem sabe curtir a vida, e fazer o que quer e se diverte, mesmo dentro das limitações de idade, e sorte dela, a saúde parecia estar bem assim como a aparência e o astral. Sinto que pessoas verdadeiras, quanto mais velhas, mais interessantes, e elas mesmas o são. E como aprecio isso.


Mais tarde no barco, fui conversar com a vovozinha...no que ela me disse. Eu sou a tia avó, a tia mãe do Cacá (apelido de A), aguentei-o vários anos na minha casa em São Paulo, adoro o Cacá, e adoro viajar. Tenho netos, mas viajar é uma paixão, estava também em maio aqui na Europa minha filha, fui a tal e tal lugares.

Ficar em casa, cuidando de netos, oops....bisnetos, nao é o meu negócio.

Quero aproveitar a vida, fazendo o que gosto.

Sim, minha filha...sou de Belém e moro em São Paulo.


Sim, fui casada, com um gaúcho...durou 15 anos, e depois o mandei pastar, mandão, machão, já foi tarde.

Que maravilha, me diverti muito batendo aquele papinho íntimo, trocamos figurinhas, até o momento dos discursos, ela me disse: quero FALAR também, eu falo um pouco inglês e a encaminhei pro discurso.


Foi incrível, eu poder anunciar o discurso da granny, e que discurso bonitinho que ela deu.

Era a pessoa de idade mais avançada no barco (festa) e nem porisso a menos festiva.

Pensei, quando eu "crescer" também quero isso, estar nos lugares, assim bonitinha, fazer fotos, dançar, não chamar nem muita, nem pouca atenção, ter esse tipo de atitude.


Gostei imensamente de saber que ela morava em São Paulo, pois já sabia anteriormente...ela é a cara de São Paulo, a independência e liberdade que São Paulo dá pra pessoas que vêm de outros lugares do Brasil, se expressarem e de se descobrirem donas do mundo.


Agora a formiga está aqui, tecendo pensamentos nesse verão de 2010 na Holanda, quem sabe em 2030, lá nos meus 80 anos, estarei (num barco) em Amsterdã, Veneza, Nova Deli, ou em outra parte do mundo qualquer dando um discurso sobre o AMOR...e suas diversas formas.








Tuesday, July 13, 2010

yes, I do.


Amiguinho vai casar, vamos comer bolo...beber champagne...brindar, celebrar.


Não vai ter vestido de noiva, porque é casamento de amigo com amigo, e estou claro...me sentindo a Carrie do Sex and the city 2 (the movie), experiência emocionante, serei testemunha ainda por cima, que nem no filme. Será que terá bouquet? hehehe...


Não vai ter cisnes nem Liza Minelli....mas vai ser show, tenho certeza...porque será um casamento em Amsterdã, no coração da Holanda, na Veneza do norte...e eu além de ser madrinha de um dos noivos, estarei bem acompanhada do meu fofíssimo Jurgen, ai serão muitas emoções, e a contagem regressiva já começou. Passeio de barco, todos lindos e perfumados.


Às vezes é difícil de aceitar que conheci alguém, que levanta meu astral, que me aceita exatamente como sou, mutante, mau e bem humorada, com 50 aninhos, acima do peso ideal, e ainda por cima essa louca que mora de dentro de mim, que os amigos íntimos bem conhecem...mas eu mesmo me desconheço, pois tenho que conviver comigo todos os dias.

Ele ainda por cima faz tudo pra mim com a maior boa vontade, e assim se passaram 5 meses, e eu sempre como uma desconfiada tentando achar defeitos pra acabar essa relação. Preciso de liberdade, de espaço...e de amor, compreensão...mas sou ainda (muito) realista em termos de "amor e uma cabana da mãe (são) Tomé".
Mas é tanto amor e dedicação...pra fazer o outro feliz, sem muitos esforços, e às vezes me pego, me sentindo como se tivesse 20 anos, em intermináveis beijos apaixonados.

Quando o pergunto, por que você gosta tanto de mim? Tenho como resposta...porque você é a pessoa mais incrível que conheci, a que mais me levanta o astral, a que me aceita como sou, a que me acha lindo mesmo com esse nariz de tucano, e ainda me "ensina" muitas coisas...seu mundo é fantástico, você é várias em UMA, blablabla...mas ao mesmo tempo eu, conheci poucas pessoas tão boa quant ele; sabe a pessoa tão boa que até parece panaca? E lá tenho eu que mudar meu pensamento, porque anda tudo tão perfeito ultimamente nos assuntos do coração e estragar é que não vou, posso me concentrar em coisas mais importantes na minha vida, estando em paz comigo e com a pessoa que me acompanha e me deixa crescer, evoluir, etc.
....

Eu hein? Percebo que muitas pessoas são, inacabadas...eu me sinto que estou muito acabada e chata, e queria fazer uns rascunhos de mim mesma pra parar de me levar (tão) à sério. Sei que sou várias, e ser eu já é complicado o suficiente. Há muito que não sou mais a DRAMA (QUEEN), ...confio em mim, e não preciso ser o OUTRO, meu grande desafio é não me perder, ser segura e livre. Portanto, estou alerta...você é querido, mas ainda é um rascunho, ainda bem, porque eu não quero MAIS OUVIR:

- Você sempre!

- Você nunca!

- você fez isso e aquilo, brigas e culpas colocadas no outro...gritos...

- pisar em ovos, ter que se desculpar por ser quem se é...


Não quero, não quero, não quero...porisso que minhas palavras são importantes, quero que você seja como eu: ALERTA...e não se deixe levar pela correnteza da rotina, da vidinha de casal que sempre abominei, ALERTA, acordado...e ainda apaixonado.


Mas isso tudo é outro papo, estarei bem acompanhada no casório. E me divertirei muito, até preparei um speech no caso de alguém querer ouvir...um speech sobre o AMOR e a desnecessidade de explicação.


Quase ninguém nesse mundo de Deus casa hoje em dia...


Claro claro, mas casamento me deixa assim: com a boca aberta cheia de dentes...que posso dizer?

Nada mais, apenas desejar que tudo seja perfeito e infinito enquanto dure e que eles sejam muito felizes como já são agora, antes do SIM...depois do sim, até a eternidade.







A tranquilidade das manhãs de domingo

Na verdade a manhã se passou, a manhã de domingo. Acordei antes do despertador. Não acho ruim, com essas musiquinhas bacanas de celu...