Wednesday, December 31, 2008

Cartas de Barcelona


Os índios Aymara, que habitam há séculos as margens do lago Titicaca, nos
Andes, defendem a necessidade de sete diferentes tipos de paz.

A primeira é para dentro de si.
Consigo próprio, na saúde do corpo, na lucidez da mente, no prazer do seu
trabalho, na correspondência de seus amores.

A segunda é para cima.
Com os espíritos de seus antepassados, com a vontade de Deus.

A terceira paz é para frente, com seu passado.
Nossa cultura ocidental põe o passado para trás. Já os Aymara põem o
passado
à frente, porque ele é o conhecido, o visto, o vivido.

A quarta é para trás, com seu futuro, o que não podemos ver.

A quinta é para o lado esquerdo, com seus próximos.

A sexta paz é para o lado direito, com seus vizinhos.

A última paz é para baixo, com a terra em que você pisa, de onde virá seu
sustento.

Paz em 2009!

Amor em 2009!

Beijos Vilma (de Barcelona)



Querida Vilma,

Estou indo para Amsterdã hoje - na casa de uma amiga...
e iremos numa festa de amigos num local onde era uma loja brasileira de artesanatos indígenas, A PATROPI...coincidentemente ou não, essa minha amiga dona da loja, possui uma porcentagem de sangue indígena, e eu também...tribos diferentes, sabedorias semelhantes, assim como esses índios ai dos Andes.
A vida de índio às vezes condiz mais com a minha realidade guerreira, mutante, livre.

A dona fechou a loja e está indo p/ uma temporada na India...fazer yoga...por quatro meses, deixará o filho de 12 anos com o pai...

Faz um bom tempo que faço yoga, depois que recebi o diagnóstico da Bipolaridade...mas faço numa escola em Leiden
e em casa, os resultados são fantásticos, e é um tempo pra mim mesma...e pro meu equilíbrio emocional, pra minha paz interior...pra cuidar da minha vida de índio.

Estou em paz agora...sei lá qual delas, mas como dizia Drummond...

- Tem uma pedra no meio do caminho...sempre....

Minha filha Dominique ficou com cachumba (mesmo vacinada) mas ficará com o pai...volto amanhã...com dor no coração
irei nessa festa...tão estranho isso. Logo nesse ano que vou pra outra cidade, sempre passo por aqui...assistindo os fogos na praça em frente a minha casa.


Te desejo uma virada de ano, de muita PAZ, alegria, e que no ano de 2009...em todos os dias, vc encontre a saúde o suficiente para seguir em frente...o resto todo vem.

Então pra mim essas são as pazes:

- paz consigo, paz física, paz espiritual, paz na mente
- paz com os outros, e com a família, pessoas ao seu redor...e diferentes relacionamentos com elas...
- paz e esperança sempre num PRESENTE melhor
- paz em saber que temos tudo o que queremos e assim...somos agradecidos pelo universo...e nossa luz é eterna.


Um explêndido 2009 pra você e para os seus!


Bebete (que um dia pertenceu como um grão de areia na terra Basca, que um dia foi índia, que um dia foi o que é agora, luz e bicho humano)...


PAZ - Gernika coloquei isso de uma rapariga mais vermelha do que eu...

Saturday, December 13, 2008

Bandeira branca ao AMOR PRÓPRIO


Há cinco anos atrás eu conheci uma pessoa que entrou na minha vida de sopetão e permanece até hoje, SIM 13 de dezembro de 2009, eu fui jantar com essa pessoa pela primeira vez na minha vida, e como já falei nesse blog, ele foi muito honesto no primeiro encontro, mas pela maneira de falar eu senti que era um garoto "problema"..
Sim, hoje fariam 5 anos de relacionamento. Mas oficialmente acabou dia 9 de setembro do corrente.
Conheci com essa pessoa que foi mais um tipo de montanha russa. Minhas relações amorosas, normalmente são um desastre, oops foram, mas nem todas, tive muito bons momentos, com pessoas que passaram pela minha vida.

A minha primeira relação longa quando era jovem, foi uma exceção.
Tive muitos namorados, muitos mesmo, uns duraram uma noite, um dia, um mês, três, seis meses, 5 anos, 6 anos, 6 anos e meio, 7 anos...mas agora parece que toda aquela cortina de quantidades e anos em minha vida divididos com alguém, se fecharam...é sempre um novo, diferente, expectativas, corpos, almas, vozes, mentes.

Agora tudo é novo pra mim, eu deixo a corrente me levar.
Quebrei sem querer todos os padrões nesses últimos anos, aliás desde que comecei a ter um relacionamento atrás do outro.

Antigamente, sem questionar estava a procura de homens, namorados, querendo que alguém me achasse legal, e que eu achasse legal também, era muito normal sair pra dançar e catar uma vítima, e pelo visual e jeito, a gente via se ia rolar algo ou não..
A máscara caiu....os anos passaram.
Hoje felizmente, com 48 anos de idade...me sinto completa, querida, e não como Cristina, "eu não sei o quero, mas sei o que não quero"do último filme de Woody Alle (Vicky Cristina Barcelona)...eu sei o que quero e sei o que não quero.
E não quero ninguém. Não quero ninguém atrapalhando meus projetos, minha vida, meus sonhos, meu sono, minha beleza como ser humano completo, minha família.

Não quero mais me apaixonar como já aconteceu, não quero um corpo pra me esquentar, não quero marido, não quero mais filhos, já tenho.
Quero um amigo, só isso - um amigo.
E o que acontecer depois, e se acontecer é lucro.
E se aparecer fast love também está ótimo.
E vou saber reconhecer, quando for só sexo, e quando for alguém especial e pronto.

As pessoas entram na vida da gente de mansinho, aliás...a gente dá a chance e busca a oportunidade pra colocar pessoas em nossas vidas, que projetamos todas nossas carências, frustações, dores do passado mal resolvidas e muitas vezes pelo temor de se ficar sozinho (até a morte os separe), ou no inverno frio.

De preferência quero pessoas pertos de mim que digam:

- Você é muito legal.

Mas seria uma grande besteira dizer:

- Sem você eu não vivo, vou morrer...ninguém morre assim, a não ser que tenha uma depressão profunda e se mate ou que um carro passe por cima, bala perdida também se perde vidas.

A outra grande besteira, a imaturidade romantizada...de um futuro pra todo o sempre até que a última chama se apague, e tem gente que acredita.
Eu mesmo acreditei...
E a chama se apaga de qualquer forma, não só porque se deixa de amar, ou porque nos desapaixonamos, ou porque temos incompatibilidades de "gênios", mas porque simplesmente acontece, quando não é pra ser não será e pronto.

Quando relações turbulentas acabam simplesmente, morremos, nos afastamos de nosso propósito individual, exigindo do outro algo, que ele nunca nos dará, que é a nossa própria felicidade e auto-conhecimento. Ficamos na guerra entre egos, e ninguém quer ceder, porque mesmo que um ceda, o outro não, a distância entre mentes é muito grande.
Ficar sózinho é muito relativo.
Não ter companhia pra fazer o que se gosta é outro papo.
Sonhar ter alguém do lado, como idealizamos...eu não acredito mais.
Não que esteja sendo despeitada e querendo falar daqueles que estão namorando ou casados e estão felizes juntos, se respeitam, crescem juntos e são companhias amigáveis recíprocas...se amam e se gostam e se admiram. Estou falando de mim, e do padrão de relacionamentos que tive em toda minha vida.
E fique bem claro que eu não me arrependendo de todos os relacionamentos que tive, não...porque senão estaria escrevendo aqui sobre superficialidades, celebridades(leia-se vida dos outros), e outras bobagens mais.

O amor chegou muito cedo na minha vida, o verdadeiro amor.
Aquele que todos sonham e ouvem falar.
Aquele de encontrar o amigo o amante o protetor o professor, e mesmo na separação de corpos...a admiração mútua se prossegue e a felicidade do outro em questão é muito mais importante do que FICAR JUNTOS.
A importância que se dá ao outro, e o dharma é para sempre, aliás agora que eu entendo o significado da palavra DHARMA, que aprendi nesse ano, e pela minha sede de compreensão e entendimento prático da espiritualidade que me encontro desde que me conheço por gente.
Mas como me mãe fofa sempre dizia, "há o momento certo pra tudo, cada coisa tem sua hora".

Como isso me aconteceu muito cedo(amor), e por imaturidade...achei que isso era o normal, o natural...fui aos poucos crescendo, e evoluindo e percebendo que não é tão "assim" como eu achava.
Nunca encontrei nenhuma, mas nenhuma pessoa com a mesma intensidade de amor, no mesmo nível de comunicação, afeição, deslumbramento, entendimento intelectual e espiritual, NUNCA.

E busquei, busquei inconscientemente...a mesma pessoa em diferentes rostos e corpos, mas nunca fui amada e amei com a mesma intensidade, nunca.
Por que seria, me perguntava?
Existe aquela besteira "one love"?
O universo se fechou, se abrindo pra experiências diversas, onde aprendi e como posso garantir.
Aprendi, esqueci, errei, cai, levantei, levante, cai de novo...e assim vou até os 100 anos acho, lá no asilo, cega e surda, mas creio que as burradas vão diminuir daqui pra frente.
Consecutivos dramas se desenrolaram na minha vida.
Consecutivas formas de encontrar no outro o vácuo que estava me faltando com o tal de outro.

Recentemente encontrei um moço, muito mas muito carinhoso, uma pessoa fantástica. Motivo pelo qual não estou emotiva hoje. Não sinto que amo meu ex mais, como o amava, aceitando tudo dele. Eu o amei, mas a falta de sensibilidade pra ele entender a minha pessoa, deixou muito a desejar...então ainda estou tentando entender que tipo de amor era aquele, e se é realmente amor, ou equívoco.

Agora é a hora de deixá-lo falando sozinho, porque ele ainda quer guerra.
Hoje mesmo recebi um email gigante dele, sobre todas as ASNEIRAS, CULPAS, e péssimas atitudes que tive nesses quase cinco anos, segundo o próprio.
Como se ele fosse um santo, e com a conduta impecável.
Como se adiantasse fazer agora uma análise do que já passou, como se mudasse o já feito, como se eu não fosse uma boa pessoa, igual a tantas outras que tentam acertar num relacionamento, se envolvem mas cometem falhas porque todo mundo comete.
A situação e as palavras das correspondências dele eram quase que patéticas, porque ele diz que vai me dar até $, pros últimos dois anos que não contribuiu...como se eu o tivesse cobrando, gosto de presentes, mas também gosto muito de dar, e não quero em troca, principalmente coisas materiais. Talvez seja a forma que ele encontrou de se redimir do que me fez.
Mas creio que não passa na cabeça do sujeito a palavra:

- Desculpa se te magoei, se não te entendi, me perdoa por o mal que te causei.

A inteligência emocional dessa pessoa é quase zero, em termos de AMOR, uma das palavras mais difíceis de serem interpretadas, faladas...porque todo mundo sabe, o amor simplesmente EXISTE, ou não.
E a maneira de ele expressar o AMOR dele é com palavras ríspidas, você é uma DOENTE, precisa fazer terapia. (Minha psiquiatra só não me deu alta porque eu nunca fui internada, e estou há mais de 1 ano ESTÁVEL)...

Eu tento não pensar com o ego, e devolver a altura, porque até bem sei que ele não teve amor materna, um lar conturbado, cheio de atritos, ou seja, me baixar ao nível de egoísmo e incompreensão dele, não, tenho dó...porque apesar de tudo, foi comevente o final, ele dizendo que eu sou a número 1 no coração dele, como se eu fosse me comover que esse blablabla.
O que significa isso?
Deve ter "trepado" com outra e confundiu as coisas, agora que ele não me TEM mais à sua disposição.

Eu cansei.
Eu cansei de tentar entender.
Eu até poderia dizer que eu cansei de AMAR, de entender...e de tentar entender, uma pessoa tão contraditória, que me desequilibrou drasticamente, me humilhou, diminuiu, e me fez ficar com raiva de mim mesma, de quase me odiar...o que não fiz, mas fiquei doente, sim...ADOECI.
Adoeci, e lembro muito bem, quando meu médico me receitou uns calmantes, e eu fiquei BOAZINHA, ele voltou...porque eu estava BOAZINHA, uma planta, um vegetal, sem opinião
ficava sentada na poltrona, e não ousava dizer muito, pra não contrariá-lo, para ele ficar, só porque o "amava"...e não queria perdê-lo.
Viciei nele, viciei no sexo...viciei no corpo...como se fosse heroína...e em cada briga, em cada afastamento, distãncia...ficava doente, entrava em pânico, fazia loucuras...sem a minha droga.
Até que no ano passado, 31 de dezembro de 2008...quando foi a última vez que ele me deu o fora, caiu a ficha. Eu levantei. Eu levantei e fui festear...e me arrumei, e coloquei o meu sorriso e minha vontade de viver, com a promessa que 2008 seria assim. Lágrimas secas, e fui me fechando, fui me fechando, me encolhendo, me adorando, me descobrindo, me conhecendo e me amando. Até aparecer alguém muito doce, mas muito mesmo, ao natural...que disse que eu também era um doce.
Que eu era legal, muito legal.
E eu de repente, acreditei nisso porque vi nessa pessoa, uma outra...mas muito legal.
Me deixei levar.
Somos amigos.
Gostei e percebi que quero ficar comigo, só ou acompanhada, quero fazer tudo o que quero e não quero mais cair no conto do vigário, nem do bispo nem do papa.
O que vier, não me interessa.
O que me importa agora é como estou, onde cheguei, aqui...junto de mim.

E não quero mais me perder nesse bloco do Amor, porque definitivamente achei novamente a máscara real do amor próprio.

Wednesday, December 3, 2008

Blindness


Tá difícil de sair de casa pra ir ao cinema nesse final de ano.
Só tava passando coisa que não estou muito interessada de ver nos cinemas da minha cidade, e com esse frio, não tenho o mínimo ânimo de ir pra Haia, ou Amsterdã...sózinha.
Sim, porque vou ao cinema só sem nenhum problema, mas se é pra ir ao cinema por ir, fico em casa assistindo um DVD ou mesmo na net, que estou me divertindo bastante.
No Brasil nem dava pra ir só, sempre tinha companhia, sempre tinha coisa boa passando, mas isso também já passou...porque eu tô escrevendo isso?
Bom, essa é as desvantagens de morar no frio, e em cidade pequena...mas não posso nem colocar a culpa na cidade, porque até tem bastante atividades culturais, meu tempo livre que é escasso, sexta ou sábado a noite...então em média, são 6 dias no mês que tenho livre pra ir ao cinema a noite.

Sábado passado descobri um filme bom pra ver, Blindness. Mas estava me sentindo um pouco envergonhada pois não li o livro em que o filme foi baseado, o livro que quase todos que se interessam por literatura da língua portuguesa deveriam ler, o Ensaio sobre a Cegueira, que quase todo mundo sabe foi o primeiro romance na língua portuguesa a ganhar o prêmio Nobel de literatura.Eu fiquei toda arrepiada com a notícia na época, e queria correndo ler, mas acabei deixando pra depois, e o depois não chegou.

Como assistir o filme antes de ler o livro?
Facinho fui mesmo assim, porque queria mostrar pro meu novo amigo, que o diretor era um brasileiro, e que era baseado no livro em português, pra holandês iniciante é uma aula de cultura estrangeira, e ele agora está tendo contato direto com a minha cultura, a minha língua por enquanto não, porque só conheceu duas amigas portuguesas que falam inglês. Mas está interessado em sair comigo, em ficar comigo nos finais de semana. Nos dias de semanas ficamos namorando por SMS, apesar de morarmos na mesma cidade, e já é bem-vindo no meu mundo, de cinema, na minha música, meus amigos, minhas festas, no meu coração porque é uma pessoa ímpar...(filhos vou deixar pra mais tarde).

Tenho as crianças, ele tem o trabalho, enfim.

É estranho se ir ao cinema quando se está assim como eu tranquilamente apaixonada...sim é assim que me vejo.
Se vai de mãos dadas, fica-se junto, grudado...de vez em quando um olhar no escuro, só não rolou beijo que o filme não tem nada que combina com beijo, só no intervalo no meio do filme, muito comum aqui onde moro, pára tudo, se toma café, cerveja, vinho, chocomel, fuma-se um cigarro lá fora...e fumar junto é tão romântico.

Um certo desconforto inicial, me lembrou Dogville...aquela tela esbranquiçada, aquele povo sem enxergar nada, como eles se sentiram?
Qual o tipo de laboratório que fizeram?
Que cidades eram aquelas?
No livro era Lisboa, mas reconheci algumas partes de São Paulo, seria Itália também?
Não sou tão viajada assim pra reconhecer o background daquele caos todo.

M A G N í F I C O, incrível...e depois de vários dias, ainda estou com tudo aquilo dentro da minha corrente sanguínea.
Fernando Meirelles cometeu umas gafes, li depois ...mas o todo, ficou divino.
E a vontade louca de sair lendo o livro, o original em Português luso, que vou ganhar do meu irmão quando ele vier pro Natal.
Obra de arte total, aquilo que você raramente vê nos dias de hoje no cinema, que criatividade, que pathwork de temas, político, social, humano.
Que raiva que me deu, que sensação estranha, gosto disso, porque chega uma parte da história que tudo fica redondinho.
E não poderia ser de outro jeito, que mente.
Não sou lá boa crítica...mas é diferente, de quase tudo que já vi, mas ainda me lembra Dogville, no lado da maldade que emanada de certas pessoas, em situações conflitantes, de poder, de sobrevivência - salve-se quem puder, only the strongs will survive, mas não na força física, na clareza de poder ver, depois li que o Saramago mora numa ilha por 14 anos, mora ilhado...com a mulher, numa ilha vulcânica lá nas Canárias...

Como essa metafóra da cegueira, ilustrou bem o que se passa ao nosso redor, dentro de nós.
Lembrei-me dos meus tempos de infância, quando faltava luz, nos reuníamos ao redor de uma vela, ou lampião...e ficávamos contando causos...no nosso alpendre lá no alto da Visconde Duprat, olhávamos as luzes ao longe, contávamos estrelas, estávamos unidos, e inconscientemente dáva-mos vazão ao nosso lado caloroso,contávamos anedotas, minha mãe sempre na retaguarda, ouvindo neutra, na minha grande família do sul do Brasil, unidos, éramos felizes quando faltava luz...mas logo ela vinha, e alguém dizia.

Chegou a luz, e aquele elo criado no escuro entre a gente, se evaporava com a claridade...ficava até um constrangimento no ar, não era a mesma coisa, tinha que ser melhor com a luz, era melhor aquela eletricidade toda, mas nos distanciávamos.
Cada um ia pro seu canto, achando que assim era melhor, na nossa cegueira.
E diz o ditado popular: o maior cego é aquele que não quer ver...
Mas eu acho até que nem é uma questão de querer, ele é cego porque só quer enxergar com os olhos, mas só os olhos é muito pouco.
Meu óculos novo ficará pronto em duas semanas. Meu novo amado, ajudou a escolher com muita paciência a armação em várias lojas, aliás eu escolhi...e depois levei-o pra confirmar, se tinha o aval dele ou não. E ele não pode negar a sobriedade e sofisticação de Paloma Picasso e rendeu-se.

Quanto ao filme, meus amigos.

Vejam com vossos próprios olhos!