Wednesday, November 26, 2014

Mamãe não sabe tudo



- Quanto tempo eu vou ficar lá? Ela me perguntou.

- A princípio 3 meses, respondi...mas na sexta (feira) eu vou te buscar, e se você não gostar é só me ligar que eu vou te buscar imediatamente, eu ligo pro seu pai, pegamos o carro, e vamos.
(Já tinha feito com antecedência uma agenda de endereços de A-Z dessas de capa dura mesmo, bonitinha...para anotar meu telefone celular, o fixo de casa, do irmão, do celular do pai, da casa do pai, avô...etc. Ela não tem celular, não sabe usar smartphone.) Talvez aprenda lá, um mais simples.

Depois se tudo der certo, você ficará por mais 3 meses ou prorrogados por mais 6 meses (nem usei a palavra prorrogação nem avaliação), e você ficará lá, mas em outro prédio, ou talvez teremos que procurar outro lugar pra você (se não tiver vaga), ou talvez você voltará para casa, ou vai morar lá de vez, e se não der pra morar lá será em outro lugar semelhante (não usei o termo semelhante), ou talvez uma semana em casa, outra em outro lugar. Não se preocupe, vai dar tudo certo! E blablabla...
falei demais, expliquei demais, compliquei demais.

E engulo em seco o choro porque era já a segunda, ou seria a terceira vez que ela me fazia a mesma pergunta e a insensata aqui deveria ter respondido de uma maneira mais simples, com mais clareza para realmente informar por A + B, que ela ficará a partir dessa data (24/11/2014) morando lá (temporariamente), por 3 meses, portanto, até 24 de fevereiro. E em 24 de fevereiro será marcado com todos os assistentes, médico, auxiliares, pedagogos, para uma avaliação desses três meses.
Uma das especialistas tinha feito um calendário NOVEMBRO/DEZEMBRO - para informá-la das diversas atividades nestes dois meses. Infelizmente ela não olha (esquece) não sente necessidade, não há propósito, não há interesse, cada vez mais confinada na própria mente em ebulição, cada vez mais confusa com tudo e com todos ao redor.

A resposta que eu gostaria de ter dado, seria: EU NÃO SEI, o que vai acontecer com o seu futuro, mamãe não sabe tudo.
Se dependesse de mim, você não iria, se dependesse de mim, você nem seria autista, nem estaria passando por essa fase horrível da adolescência, você não sofreria como você sofre, você teria muitas amigas, estaria saíndo agora, indo pra balada, e eu estaria me preocupando no horário que você voltasse pra casa, no telefone desligado se você se atrasasse. Ou talvez você tivesse um namorado, e algo mais íntimo estaria começando entre vocês, e a mãe te levaria no médico para pedir uma pílula, essa mesmo que você toma agora, mas porque é para regular o seu ciclo menstrual que é muito longo e muito intenso, e você entenderia o porquê de tomar uma pílula anticoncepcional. E você teria na escola, aulas sobre sexualidade para jovens, workshops, palestras.
Ou talvez você fosse como eu, nessa idade...nada de namorados, feminista, gostaria de futebol, ia querer ser, agir que nem os meninos, usaria seu cérebro mais do que maquiagens ou unicórnios cor de rosa. (Esse que você ganhou de seu único amigo, Jeroen)...ou seria uma menina dessas bem chatas, más.
Unicórnio que ganhou do Jeroen (único amigo)

Mas você não é uma menina 'normal', nem anormal...você apenas é um doce de criatura, que eles chamam de autista, e além de tudo, tem uma 'capacidade intelectual limitada', que te faz você não ver a maldade nas pessoas, você não manipula, você é quem é, e antigamente mesmo com tudo isso, você sorria e muito. Agora você chora do nada...e eu pergunto o que foi? E você diz, NADA. porque não sabe expressar o que você está sentindo, essa prisão que é o seu corpo.

E isso me corta o coração. Mas como eu sou que nem você, eu sou feliz, pois você mesmo assim, sendo quem você é, você me dá muitas alegrias, sempre deu, desde o dia em que você nasceu, o meu primeiro bebê, depois veio o 'Broertje" (Maninho), mas você sempre será meu primeiro bebê.

No mancebo (kapstok) do hall de entrada (onde se colocam os casacos, chapéus, cachecóis), o primeiro gancho é sempre pra ela, que religiosamente chega da escola, tira o casaco, o cachecol e os sapatos, entra na sala e coloca a mochila da escola na mesma cadeira, perto da cozinha (pois lá estão o tupperware do lunchbox, da fruta...alguma coisa feita na escola, uma carta, um trabalho manual), a chave dela de ursinho da KLM (quando a tia Joyce ainda trabalhava na KLM, a madrinha dela no Brasil, grande amiga que esteve presente no parto aqui na Holanda), naquele dia lindo de sol, 19 de maio de 1998. Demorou, mas ela aprendeu a abrir a porta de casa, o problema era teria que virar a chave para a esquerda, ou para a direita. Por ela, eu nunca dava duas voltas, pra facilitar, porque duas voltas complicava demais. Ela já entrava em pânico no início com uma.

Tudo era tão lindo anos atrás, eu era a grávida mais feliz desse mundo, a futura mãe cheia de sonhos, esperanças afinal pelo teste já sabia que realizaria o sonho de ter uma menina, uma amiga futura talvez...como tentava ser de minha mãe. O principal era que fosse saudável...e lá nasceu você, com todos os dedinhos, 2 olhos, um nariz, duas pernas...etc, magrinha mas perfeita.

Depois de colocar o casaco e a mochila, religiosamente também vai ao lavabo, treinada desde os 8 anos quando deixou as fraldas à noite..., em determinados momentos, incontinência urinária chama-se, o cérebro manda o sinal tarde? A parte do cérebro que funciona de outra maneira...mas o treino deu certo, apesar da pergunta ser diária, ano após ano. E às vezes nem preciso mais perguntar, ela vai por si, naqueles momentos ao toilete, pela manhã, na escola (uma ou duas vezes), ao chegar em casa, mais uma vez (antes/depois do jantar), e antes de dormir. Lavou as mãos? Aquelas perguntas de mãe.

Daqui por diante, aquele gancho será preenchido por mais um dos meus tantos casacos, os mínimos detalhes de educação de uma criança especial, que não é mais uma criancinha, mas continua a agir como uma criança, e até diferente de uma criança. O silêncio que vai imperar nessa casa, não o silêncio pela falta de música, mas aqueles ruídos de sempre, alguém chegando...que ultimamente eram cada vez menos, sobrara apenas os ruídos dos passos na escada, os 'tiques' no quarto, os pulos (lá em cima tem carpete)...o barulho debaixo do chuveiro...as raríssimas aparições no andar de baixo.
Essa casa enorme...vazia, comigo, mudança, ninguém mais pra cuidar, pra dizer...o jantar está servido, lava as mãos, bom apetite em português e holandês!
Antigamente meditávamos. Mas Dimitri se foi para o pai, de vez em quando aparece...e a casa se enche de sol, apesar dele não largar o iPhone...a presença dele enche o ambiente de calor. Ano passado o convívio estava insuportável, o menino estava indo muito mal na escola, o estresse com a irmã, ela não suportava a presença dele. E ele se enfiava mais ainda nos jogos do computador. A escolha de Sofia. Escolhi ela, ela sempre foi minha prioridade número um, e ele coitado, no segundo lugar.


Não perguntarei mais: como foi na escola hoje? Tentando pescar alguma frase. No que ela muitas vezes (nos últimos tempos respondia: leuk (legal). E tudo era 'leuk', mesmo que não era 'leuk'. A pressa para retornar à seu refúgio, o quarto, 2 garfadas na comida, prato na pia da cozinha...e ciao!
Não curtia mais nada,  eram fugas, agressões, gritos, isolamento.
Imagina o ano inteiro trancada no quarto depois da escola, se não fosse Tamara (assistente) vir 2 vezes por semana, por 2 horas, ela nem veria a cor de uma folha de árvore. Mas amigos (as) ninguém, ano após ano...solitária na rotina, estática, aliás no retrocesso.

Gostaria de não chorar, de ser forte e pensar, preciso confiar que tudo será para o bem dela, que tudo vai 'continuar bem' como era antigamente e até melhor. Quando ela mesmo com todos os impecilhos intelectuais/hormonais, era uma criança muito alegre, daquelas que vê o copo sempre cheio.

- Wat een mooie dag. (Que dia lindo).
E eu olhava pra fora e via aquele cinza holandês. Eu era feliz e não sabia...normalmente eu sempre sei se sou, ou não.

Me abasteço de lenços de papel do supermercado Albert heijn, (zakdoekjes) 4 camadas de mentol...
Embora sabendo de todas as vantagens, a manteiga derretida aqui não consegue fechar a torneira.
Se choro pelo drama alheio, como não chorar pelo meu próprio? Como não me emocionar, mesmo sabendo que a razão diz, isso é fase, vai passar, será melhor. Confie.

Ah! Como seria mais fácil se eu ainda fumasse, ou se fosse chegada num álcool, ou usasse uma droga qualquer que me levasse para o Nepal, Katmandu, nas montanhas do Himalaia, numa casinha com alguns nativos, sem comunicação verbal, assim...numa peregrinação solitária, procuraria alento, hospedagem, e a família me acolheria, me daria um canto quentinho pra dormir, me serviriam um chá, e talvez até tivesse uma comida por lá, uma sopa, um pão, para esquentar a alma e o corpo do cansaço. Poderia ir também para um lugar nos Alpes Suíços, naqueles campos floridos, com aquelas flores do campo minúsculas, aquela grama verde, aquelas roupas de propaganda de chocolate Milka...numa tarde ensolarada de verão.
Mas não, o dia "D" chegou...hoje, o dia que eu achava antigamente que seria lá depois dos anos 2020, quando eu nos altos dos meus 70 anos, mais velha e cansada, sentiria essa necessidade...

Cena em 2014 - Robin diria...

"Foi Deus quem quis ...______________________assim...

E Batman Impaciente daria uma boa de uma bofetada no menino prodígio e responderia.

E lá você é mãe pra sentir o que ela sente?


Tutto a posto. Não quero mais ser vítima. Minha história é sempre diferente.
Desde que sai de casa naquele 1979. Antes toda a família reunida, os 8 filhos, a mesma mãe e o mesmo pai. Aquele tédio gostoso do sossego na adolescência, aquela harmonia...desde que deixei aquilo, minha vida nunca mais foi como as vidas que vejo por ai, pareço que não mereço a paz por muito tempo, parece que a escola sempre vai continuar pra mim, todas as lições de casa, uma atrás da outra, Eu tinha medo de provas na escola, mesmo estando preparada, o nervosismo me carcumia, e agora todo dia é uma prova de fogo. Ah! Essa é a vida, bem sei.
Éramos três, unidos...hoje somos 3, cada num ambiente distinto. Nada a fazer, tudo melhorou desde que Dimitri foi morar no pai, digo, o nosso relacionamento, mãe e filho.


O silêncio que essa casa vai exalar, a comida só para uma pessoa depois de anos...o ritual de acordar todo o santo dia 06:45, snooze à 7, levantar, chamá-la às 7 horas.

- Está na hora!

Queres a luz acesa ou apagada?

- Acesa ou apagada. Ela respondia...às vezes acesa, às vezes apagada.

E assim era a nossa vida, poucas perguntas e respostas, mesmas perguntas e respostas, nunca era uma novidade, era tudo tão HOJE, do momento, os rituais,

Ai ela descia, a mesa do café da manhã já posta, muesli/cornflakes, pão...leite/suco, ultimamente com lactose free (sem caseína a proteína do leite). E no lunchbox: 3 fatias de pão de centeio (diferentes recheios, num saquinho pra pães), 1 fruta, 1 biscoito muesli, ou Liga, 2 pacotes de suco (cada dia um diferente para não enjoar).
O que toda mãe holandesa ou que mora na Holanda faz...fazia desde os 4 anos, praticamente a mesma coisa, mudava a fruta, o biscoito, o suquinho de pacote.
Lembre que uma vez só, coloquei um pote de geléia do nada (dentro da mochila), acho que foi a única vez que errei.


- Dormiu bem?

Ja - pronuncia-se iá. (sim).

E no final, ela escova os dentes na pia da cozinha (um jeito holandês de ser), tem 2 pias...e sentava no banquinho para esperar a van (táxi), mas antes pegava o casaco, o cachecol, calçava as botas...e dizia:

O táxi chegou. De taxi is er (mama).

Acompanhava-a até a porta, dava um beijo e dizia: Doe je best op school! (tipo faça o seu melhor hoje na escola).

E 'corria' para a janela da cozinha, e acenava, para ela, para o educado motorista.

Até mais tarde e tenha um bom dia na escola!

Até mais tarde Dominique, no fim de semana a mãe vai te buscar! Não, nesse será seu pai.
Ah! Despedidas, ser mãe é se despedir o tempo todo das fases dos filhos, e eu ainda mais pois ela já passou por tantas escolas diferentes.

Um dia talvez será tudo como era antes, ou melhor...será tudo melhor.
Lembro da música holandesa, 'Despedidas não existem'. É uma música cafoninha, acho que de um casal que tem uma filha, o pai se foi...

E é por ai, despedidas não existem, um coração de mãe não deixa. Mamãe pode não saber tudo,
mas uma coisa eu sei. Eu te amo muito doce Dominique.

Tot ziens!










Saturday, November 22, 2014

O luto eterno



Não sei se as pessoas fizeram a egípcia pra mim na rua hoje ou não me reconheceram, na verdade um 'casal' conhecido são essas pessoas, a mulher me olhou mas evitou o contato no olhar, talvez seja porque vestia PRETO da cabeça aos pés, e o chapelão meio que tapava o meu rosto parcialmente.
Talvez sim, talvez não. Eu parecia chamar atenção no meio daquela multidão do mercado de rua.
Encontrando o Luciano (conhecido) mais tarde na frente da biblioteca pública o confidenciei.
Ele como um bom louco disse que eu estava muito elegante e talvez as pessoas tenham exatamente o medo de se aproximar.
Só que eu sei que a minha elegância, nem seria por estar magra, muito pelo contrário, os 15 quilos a mais...já estão fazendo parte do meu corpo praticamente, a minha elegância era urubótica mesmo, assusta e associa à algo negativo digamos assim.

Resolvi sair de saia longa de lã (que eu comprei de segunda mão acho que por € 5 ano passado, numa 'kringloopwinkel/charity shop/brechó sem ser bonitinho). Uso muito essa saia de malha com uma pequena fenda na lateral, com sapato preto 'brogues', botas de canela e tênis... e depois aqueles casacos fluflus, nem sei o nome que nem era pra comprar, mas ano passado estava em Harlem entrei numa loja que eu adoro, e a vendedora de 16 anos estava usando um, e vendia na loja, não consegui ficar longe, é tão bom de usar quando está frio, mas não tão frio, porque dependendo do frio, depende do casaco, e de passagem tenho vários pretos, vários mesmo, de todos os tipos, modelagens, materiais, mas sempre tem os favoritos.

Esse ano vc encontra quase em qualquer esquina, digo, esses casacos peludinhos...e o meu chapeau preto (um deles), pois a coleção está aumentando, sem querer, também. Descobri aqui na Holanda que sou uma pessoa de caráter colecionador. 
Ao longo da minha vida coleciono COISAS, me desfaço, e começo a colecionar novamente...se estou com 54, acho que isso não vai acabar assim.

O visual URUBU é pra manter mesmo o povo longe (às vezes), não que seja intencional, assim só se aproxima quem realmente tiver interesse (quem vê através das aparências), é um código particular, uma maneira de comunicação, não verbal, afinal a 'moda'/roupa é uma excelente forma de expressar nossos humores, o que achamos, ou não, quem queremos na nossa vida, ou não, quem chega perto, quem fica onde está.
Claro que adoro certas padronagens e uso cores, algumas delas.

Sou 'urubu'  desde os anos 80. Um belo dia eu lembro bem, cortei o meu cabelo super curto, pintei de preto...e usava uma calça de malha (nem lembro muito bem de onde saiu, e nem usava maquiagem, não se usava calça de malha no início dos anos 80)...desde aquele momento, o preto virou uma COR QUE ME DEIXAVA MUITO FELIZ, muito mesmo, uma sensação de poder, de força.  Usar preto, não é só usar preto, querer ficar magra, ou parecer enigmática, de mal com a vida, ou sei lá o que as pessoas que não entendem esse 'statement'. É uma questão indie digamos assim, independente de qualquer coisa, de rótulos que a sociedade quer te impor. 
E cada vez mais me sinto uma pessoa 'indie', porque posso ser tudo que sempre fui, ou sou...eu.
Antigamente eu sentia uma certo desconforto em não pertencer 100% a um determinado 'grupo'. Eu gostava de determinada 'coisa', mas também gostava de outras coisas, e isso na JUVENTUDE é uma grande paranóia, pois é a fase que precisamos (pela nossa insegurança) ainda nos situar no mundo, estamos nos 'transformando' em nós mesmos, nos descobrindo.



O PRETO, usar preto, carrega em si, vários mundos, tem vários tons de preto literalmente, conforme a textura do tecido (fabric), o tipo...tem aquele preto 'russo' que a minha mãe falava, que por sinal...eu poderia usar o preto como LUTO pois hoje o mundo completa 18 anos sem a minha querida mãe, e eu acho que nunca vi a minha mãe usar preto, o preto brilhando, verniz...o preto fosco, o preto puxando pro grafite, ébano, azulado...e por ai vai...e os diferentes significados e intenções de usar preto.
O preto da viuvez e do luto, com seus simbolismos nas diferentes culturas, se aplica hoje, aniversário da morte da minha mãe, o preto da burka.

Não estou de luto pela minha mãe, acho que nunca estive, ou sempre estive.
Lembro foi a oportunidade de ver a minha mãe filha no enterro da mãe dela. Quando lá cheguei, estava minha mãe aos prantos, completamente vulnerável. "Dedeti (como era o meu apelido em 'casa') a minha mãe se foi, a minha mãezinha".) Ver a minha mãe naquele estado, me cortou mais o coração do que a morte de minha avó em si.

Pois, o interessante é que eu MORRIA de medo, que minha mãe morresse um dia, eu tinha mais medo da idéia da morte do que a morte em si. E talvez esse seja meu luto, antes do luto, sem luto. E quando ela morreu, eu estava longe e perdi o enterro (no Brasil eles enterram o morto muito rápido).
Perder a mãe, ninguém perde a mãe, também já escrevi isso.
Chorei muito, chorei o dia inteiro, enquanto o vôo para o Brasil não vinha...mas parece que lá onde 'a energia' da minha mãe está, se é que é um lugar, uma outra esfera, dimensão, pluralidade do multiverso, ela não deixa eu chorar, ela me faz sempre forte.
Talvez por eu ser mãe também, agora...e essa é a força das mães, elas sempre protegem os filhos onde quer que estejam, mesmo quando não mais
estão.
E por essas e por muitas, que uso gosto de usar preto...uma cor que conforta e colore a minha alma, 
sempre há um bom motivo para ser eu mesma.