Tuesday, May 29, 2007

Inland Empire de Lynch


Por que a gente escreve?

Como dizia Anais Nin, a gente escreve pra construir o "nosso Mundo", não o mundo que nos é imposto, o mundo real, o mundo diário, o mundo - pra mim - chato.

Dizem que sou uma sonhadora, e assim é bom, construo o meu mundinho nessas pequenas e mal traçadas linhas e esse mundo é só meu, apesar de dividir com as (poucas) pessoas que lêem isso.


Escrevendo a gente pode ir pra cima e pra baixo, ser pobre e ter jeito de rico, ser inteligente e preguiçoso ao mesmo tempo, fazer de conta, brincar com as pessoas, sonhar, divagar, ir além do nosso consciente, da ética, dos valores morais, o relógio é mero enfeite.


Escrevendo a gente questiona tudo e todos, não propriamente critica, mas almeja nem que seja em palavras um mundo que gostaríamos que existisse, o mundo nosso do jeito e com a cara que a gente quer.
Ai, porque inventaram o trabalho obrigatório, e eu que nem tenho trabalho tenho várias obrigações como se fosse trabalho, mas outra hora escreverei sobre isso.
Eu seria a eterna estudante, nada pra fazer só o compromisso de estudar o que quisesse, filosofia, cinema, antropologia, sociologia...
Porque os sistemas políticos nunca funcionam direito, como tem incompetente liderando, no poder, garanto que todos tem pinto pequeno, fora o Bill Clinton. Sei lá não li o livro da Monica Levinsky e nem sei se ela menciona isso lá.


Por que há tão poucas mulheres no poder, será porque seria que muitas mulheres não querem entrar em barca furada? Incompetência eu não acredito.
Será que é porque somos nós que damos a luz, e esse mundo ainda é dos homens?
Enfim, esse mundo chato....deles, nosso, mas não aqui...e digo chato, porque não fui eu que criei.




Sábado fui ao cinema, e adoro ir ao cinema, detalhe...viajei pra ir ao cinema, fui em Amsterdã, já que tinha companhia pra ir e voltar, e que também estava imensamente a fins de ver o filme (novo) de David Lynch, Inland Empire.
O que significa esse título, ele foi senão me engano mencionado uma vez no filme, é uma região na Califórnia, com vários vales.
O filme tem duas horas e setenta minutos de duração, ou seja é bem longo.
E eu até pensei que ia ter pausa, não teve, porque a sessão começou às 21:15...a última.


Primeiro fomos jantar num restaurante italiano (turco), aliás eles até não são tão cara de pau, o próprio restaurante é denominado assim, normalmente existem uns restaurantes "caça níquel"(falando que a cozinha é tal mas não é). O restaurante fica perto do cinema Kriterion em Amsterdã, aqueles cinemas bem legais, cineclubs cheio de "gente alternativa", estudantes (aqui se fala estudante quando é estudante universitário, gente que faz pós, doutorados, mestrados...tudo estudante...cheio de flyers e a camiseta da fofa que pegou os tickets tinha os dizeres "fast food". Acho que ela era a fast food pros garotos.
Pelo menos a comida estava boa no restaurante, mas eu ultimamente estou achando tudo muito parecido, aliás tô pra lá de chata, eu não estou achando nada em COMIDA, enchi o saco de comida de restaurante, eu gosto de comer em casa, e feito pelos outros, pois há 10 anos que cozinho e minha criatividade foi pro beleléu. Só vou em restaurante meia boca, que o cardápio se parece, e comer bem mesmo, só comida de fora, ou em outro país.

Acho que estou voltando a infância, quando comia obrigada só pra não cair tonta.


Minha mãe sempre dizia:
- Saco vazio não pára em pé...

Mas o filme foi bom, apesar de eu achar muito longo, e estava morrendo de sede no meio do filme, "comida salgada"*argh). Eu já sabia muita coisa do filme, porque já tinha visto o trailer, e tinha visto uma entrevista com o diretor na net, e sabia dos coelhos (que pelo amor de Deus - foi uma coisa que me deixou mais louca do que sou, COELHO povoa meu subconsciente há anos. aliás meu id ego e super ego, né?), aquela situação família Coelho, a mãe coelha passando roupa, e as risadas de comédia no fundo, e a cor da sala da família..., ele fez muito bem, poucos elementos, e eu até agora pensando sobre o significado daqueles coelhos e a conexão entre os outros personagens, pára pára...senão fico mais louca ainda, é tudo coisa do subconsciente do próprio Lynch, assim como isso aqui, ele faz filmes.


E também do vômito de sangue na calçada da fama...junto com os homeless, e aqueles momentos nonsense com as prostitutas dançando, e batendo palminhas. E o catchup na camiseta do marido da LD no BBQ. Dizem que o David Lynch é um gênio com Alzheimer, e que foi longe demais...eu acho que iria ficar decepcionada se ele não tivesse ido "longe demais".

Tenho simpatia pela Laura Dern desde o tempo de Blue Velvet (alguém lembra aquele choro horroroso dela), a boca dela fica completamente torta pra baixo, com cara de palhaço, nunca vi um choro tão feio em toda a minha vida de cinema como o choro da Laura Dern em Blue Velvet.


O filme é uma doidera só, eu achei que tinha muito momento de suspense e que perde um pouco o suspense quando tem muitos momentos de suspense, mas quem sou eu pra falar isso diante do Monstro Lynch. E principalmente que filme retratando a psiqué de uma pessoa, ou seja, uma atriz de Holywood, é pedir pra ficar boiando boa parte do tempo, se você não colocar no seu consciente que tudo pode acontecer, e diferente do jeito que você supostamente gostaria, aliás o truque do filme é esse, sair de lá pensando.

A meu ver, não é um filme que você sai do cinema e diz, entendi(pra quem não conhece DL), e cria conexões...no momento que você está lá, tem que usar a cabeça e os olhos o tempo todo, pra não ficar muito por fora, e pra poder aproveitar todas as cenas, quando era real(estória), quando era filme(filmando), quando era pensamento, quando era passado, presente, na América, na Polônia, e curtir cada ..longo momento.

Claro que o filme é genial, porque ele desafia tudo e todos, e principalmente a montanha de bosta que é Holywood. O filme foi produzido com dinheiro de órgãos de cinema da França.
Na América eles não investem nisso... Sei lá, não sou eu que faço cinema, eu gosto é de ver filmes, não importa a procedência, não sendo dinheiro sujo de trabalho infantil, máfia barra pesada.

E demais a mais, David Lynch também faz parte de um grupo de meditação transcendental, o caro gosta de mostrar pro público, que existe "mais coisas entre o céu e a terra...", sabe cumé né? Ele coloca isso em sua arte. Elefala de hipnose...uma coisa que nunca confiei muito, imagina eu dizer coisa que não quero, só porque um louco (médico) me hipnotizou....eu hein Rosa, eu falo por livre e espontânea vontade o que escolhi pra falar, que perigo.


Sou control freak e não nego.

Mas seria sem problemas hipnotizada por uma tribo indígena qualquer, contanto que eles não entendessem a língua que eu falo.
Pra assistir esse filme, tem que ser uma pessoa que gosta do estilo do cara, ou curioso pra conhecer, pessoa mente aberta. Apesar de que parecia só ter gente "mente aberta" no cinema.
Ledo engano, em um determinado momento uma menina do meu lado...começou a rir, e conversar sussurrando daqueles sussurros -qué qué qué qué - que atrapa. Peguei o braço dela e falei pra ela falar BAIXO (pra não ser grossa e mandar HOU JE MOND JO - cala a boca meu!


Minutos mais tarde ela e os dois amigos sairam da sala, minutos mais tarde também metade de uma fila saiu pé sob pé....acho que eles preferiram tomar uns copos, no bar do Kriterion, deviam estar com sede de cerveja.
Enfim, acho bom comprar o DVD e ver novamente, assim posso ir na cozinha tomar água, pegar uma cerveja, ir ao WC....e tentar entender o que a máfia polonesa tinha a ver, será que foram eles que mataram os protagonistas do primeiro filme?
Porque eu matei minha curiosidade, depois de tanto tempo, desde Mulholland Drive.


Me sinto aliviada, parece que sou exagerada, mas como tenho ido pouquíssimo ao cinema, pelo menos assisto só as pérolas que quero, já que em Leiden dessa vez eu acho que o Mr Lynch não ia passar tão cedo, é pra público mundinho dele, gente como a gente, gente como eu.


Monday, May 28, 2007

Lars von Trier com depressão


Lars Von Trier em depressão...


Depressão ameaça carreira de diretor, diz jornal Sábado, 12 de maio de 2007.



Uma profunda depressão mantém o cineasta Lars von Trier incapaz de trabalhar e ameaça sua carreira, informou o jornal dinamarquês Politiken neste sábado. "É muito estranho para mim, porque sempre tive pelo menos três projetos na minha cabeça de cada vez", disse ele. "Mas agora estou completamente em branco." Von Trier ajudou a fundar o movimento Dogma, um conjunto de regras que exigia que os cineastas filmassem só em locação, com câmeras na mão, luz natural e som direto. Conhecido por filmes como Dogville (2003), estrelado por Nicole Kidman, ele ganhou o principal prêmio no festival de Cannes em 2000 por Dançando no Escuro, melodrama musical protagonizado pela cantora islandesa Bjork. Seu trabalho mais recente, no ano passado, foi uma comédia, The Boss of it All. O jornal diz que Von Trier se internou em um hospital de Copenhague na época do Natal para tratar da depressão. Ele teria dito não saber se poderá completar seu próximo filme, o terror Anticristo, que deveria começar a ser produzido neste ano. "Imagino que Anticristo será meu próximo filme. Mas neste momento não sei", disse Von Trier ao jornal. "Após minha débâcle, me sinto como uma folha em branco."







De Deense regisseur Lars Von Trier (Breaking the Waves, Dogville) kampt met de nasleep van een depressie. In een interview met de Deense krant Politiken zei hij gisteren dat hij na een zware depressie eerder dit jaar, waarvoor hij in een ziekenhuis behandeld werd, geen plezier meer in zijn werk heeft. 'Je kunt niet tegelijkertijd een film maken en depressief zijn,' zei hij. 'Ze zeggen dat het een paar jaar kan duren voor je van een depressie hersteld bent. Maar we zullen zien.' Volgens Von Trier is het nog onzeker of hij begint aan de horrorfilm Antichrist die hij voor dit jaar gepland heeft. 'Ik denk dat Antichrist mijn volgende film zal zijn. Maar op het moment weet ik het niet.'

Porisso que eu disse lá no orkut....Bipolar, um dia você vai ser!

E agora "Depressão" um dia você vai ter.
Não, não estou brincando...é uma nova era que está chegando.

Vivemos em DOGVILLE Lars, te estimo as melhoras!






Friday, May 25, 2007

Fofoca virtual


Pois é, uma coisa é fofoca, outra desabafo.


Às vezes a fofoca fica ali ali no limite entre o desabafo.


Hoje minha garganta dói muito, peguei uma gripe horrorosa, que ainda posso fazer algumas coisas, principalmente as virtuais.


Ultimamente estou ocupada com outras coisas - virtuais também, como meu brinquedo novo que é o My Space, queria dar um esclarecimento de minha ausência, não satisfação tá?


Estou gostando de lá, até mais do que o orkut, porque chega um determinado momento que se você não se cuidar, fica acomodado, não procura mais amigos, as comunidades legais viraram casas fantasmas, muita coisa já foi dita.


Não querer mais fazer amizades, não postar nas comunidades porque muitas estão jogada as traças, e acima de tudo, a quantidade de de spams que estão aparecendo por lá, fazem perder toda a graça na brincadeira. É dietas pra emagrecer, safadinhas da net, convites de festas e exposições, parece a peste, e quanto mais amigo "cool" você tem pior.




A moda do apaga scrap (recado) no orkut pegou, pra evitar de as pessoas lerem scraps alheios, de amigos, conhecidos, nunca vistos...mas que no mundo virtual tem algum significado, e importância relacionada a vida real da pessoal originando muitas vezes, inveja, fofoca, brigas, desavenças.


Complicado???


Não.




O povo brasileiro é fofoqueiro e nossa fofoca veio de Portugal, pois a fofoca existe desde o princípio da humanidade, não é propriamente uma palavra de nosso vocabulário.


Meu irmão me explicou muito bem, o significado desse "fato social histórico", e do que cada conto aumenta um ponto, está lá em Portugal. Sim o meu irmão morou anos em Portugal, e depois morou em Londres e depois voltou pra Portugal, é um atento observador, interessado na arte do conhecimento.


Quando acontece um acidente de trânsito, "eles" estão lá para saberem o que ocorreu, não necessariamente pra ajudar os moribumdos, mas pra ter assunto pra contar, em casa, no barbeiro, na padaria, etc...era assim que vinham as informações antigamente.

Quando existe uma fila grande, eles falam fila agora em Portugal por causa das novelas brasileiras, e acontece algo no início da fila, o rumor chega bem rápido ao final da fila.

No filme Greese quando a mocinha número dois fica grávida, todo mundo fica sabendo quando ela chega no fim do papo, todos os carros e galera já estava a par do assunto.




Já no Brasil as lavadeiras de antigamente contavam suas vidas privadas no tanque coletivo, que era a "sanga" onde lavavam. Talvez até devia rolar muita fofoca, mas muito desabafo, porque fofoca não é um tipo de assunto que só se fala nisso, todos os dias...tem de ser de vez em quando "pra ser legal".

Os brasileiros fofocam e falam mal no orkut, mas falam mal e fofocam dos brasileiros quando eles falam português em comunidade de outro idioma, esses "brasileiros".



Mas estou aqui pra dizer que a fofoca corrói, a nossa fofoca é típica de países em que a palavra malícia existe. Países como a Holanda que são abertos ao diálogo, onde o progresso social chegou até o cúmulo de proteger até a privacidade de partido político de pedófilos, por causa da lei de privacidade, é assim na Holanda.


Esse respeito a individualidade de uma pessoa estou aprendendo até hoje. E principalmente eu que sempre tive minha "lingua solta"(seria por causa da bipolaridade?), faz parte do meu caráter? Estou aprendendo também a fechar uma questão, ignorando, calando.


Se tenho a necessidade de falar algo que não estou muito certa se deveria, falo pras paredes, comigo no espelho, que nem uma louca mesmo, mas funciona.




Escrevo emails e não mando, coloco na pasta de concept/draft, e assim desabafo, e também funciona.


Claro que continuo dando minhas alfinetadas aqui e ali, porque ninguém é de ferro.


Mas fofoca, principalmente de orkut, dessas estou livre, ninguém mais me pega.


Privacidade aqui é assunto sério.


E fofoca aqui, é coisa de índio, claro o índio no sentido de não civilizado.


As brasileiras, mulheres fofocam muito, eis porque eu sempre procurei, ficar longe das panelas de mulheres brasileiras no exterior. Até andei me engraçando uns tempos atrás no início do orkut: mas só me dei mal, aliás ME DEI BEM, porque há males que vêm pra bem.


E nesse caso me dei bem...sempre falei o que quis falar, muitas pessoas não querem ouvir, mas que eu falava, eu falava......mas não pelas costas, na frente.


E quem gosta? As pessoas gostam dos três beijinhos, tapinho nas costas, falar que o visual é "tudo", mas realmente o conteúdo, os problemas, ninguém quer saber. A maioria das pessoas estão ocupadas com os egos próprios, e quanto mais você receber o aval de "boa gente" tanto melhor pra você(elas no caso), e nas costas, ela tá gorda, ela tá desempregada, casou por dinheiro, é louca, o marido dela é um banana, etc.




Só estou moderada hoje, porque tomo lítio, porque senão estaria fazendo a mesma coisa.


A gente sofre, amizades dúbias vão pelos ares, mas é tudo pra aprender quem são os verdadeiros amigos, e saber que as pessoas jogam joguinhos o tempo todo, querem ganhar e assim vamos levando nossa vidinha no primeiro mundo (que os holandeses não chamam de primeiro mundo).




Eu acredito que a fofoca começa dentro de uma mente ingênua, ignorante, sem percepção do mundo ao redor, ou com uma percepção limitada, e mesmo com uma pitada de más intenções, que seriam as segundas intenções, e acaba virando boato, e o que é pior de tudo difamação, quando os limites são estrapolados.


O score( que comparo aos minutos de alegria e contentamento quando se conta algo dito como fofoca, ou que acaba virando fofoca que dura por pouco tempo), mas o efeito negativo, pode durar uma vida inteira, ou no mínimo te causar uma bruta dor de cabeça.


Eu prefiro assistir futebol na televisão com uma cerveja Palm na mão.

Wednesday, May 16, 2007

Dancer in the dark...BRAZIL


Cá estou eu novamente, no interessante mês de maio.
Dominique vai fazer nove anos no dia 19, no sábado.
Comprei uma bicicleta cor de rosa pra ela como presente, a outra estava pequena.
E mais uma vez uma festa, um ano para celebrar.
Nove anos atrás estava nessa época com um barrigão imenso, louca pra ser mãe, e apesar da dificuldade pra dormir e caminhar no último mês, nunca deixei em todos os nove meses a peteca cair.

Já no mês de junho é o mês do meu aniversário. Este ano completarei 47 primaveras.


Credo, apesar de sempre ter em mente que só é velho quem se sente velho, me dá um medinho, porque daqui há três anos terei 50, sim cinquenta anos, metade de um século inteiro.
O ano do meu nascimento é 1960, eu e Brasília - capital do Brasil que foi inaugurada em abril de 1960, sempre gostava de lembrar dessa bobagem.

Há pouco tempo atrás alguém disse pra mim:

- Por que você está com "essa" cara de braba?

Braba, eu? respondi.

- Não, só estou precisando de um face lift...uma puxadinha de leve aqui, e mais as pálpebras, e lá se vai a "brabeza"...falei em tom de brincadeira.

A força da gravidade chega pra todos. Pra alguns até mais tarde que os outros.
Muitos homens não se preocupam com isso. Os problemas estéticos do homens pode ser calvície e uma barriga de cerveja, aliás a natureza poupou tanto os homens.
Já com a mulher do ocidente, o buraco é bem mais em baixo.
Nunca leventei bandeiras nem contra e nem a favor da cirurgia plástica. Mas não há como negar que agora que a idade está avançando, penso nisso. Porque simplesmente não quero ter uma cara de "braba" e um aspecto de cansaço, principalmente quando não estou nem cansada nem braba.

Uma amiga me confidenciou que irá ao Brasil, e fará umas "reformas faciais", já que o corpinho está todo em dia. Ela completou 50 anos no ano passado. E também ouve queixas de "brabeza" vinda das pessoas conhecidas até, que não percebem que um rosto de 30 é diferente de um de 40 e um de 50 e assim por diante. Tentei consolá-la, mas ela me disse que eu tinha o meu sorriso, que me tirava uns anos.

Minha pobre mãe, depois de dar a luz a 8 filhos, tinha uma barriga constante- que para ela era horrível e lhe causava a maior baixo-estima. Mesmo não estando grávida, as pessoas comentavam e achavam que ela estava grávida. Sempre ouvi de minha mãe, esse desejo profundo de fazer uma "plástica na barriga", que anos depois foi aparecer como lipo-aspiração, lipo-escultura, e sei lá como é o nome hoje em dia. Também se queixava que o seguro de saúde não cobria o que ela queria fazer na época. Acho que ela devia estar informada sobre esse assunto.

Recentemente fui numa festa aqui na Holanda, aniversário de uma amiga brasileira.
A maioria das mulheres lá eram turbinadas. Face lifting, botox, lipo, implante nos seios, etc...

Até me considerei privilegiada com minha aparência física, porque a maioria, exceto uma psicóloga praticante por aqui, eram de idades inferiores a minha.
Uma mais entusiasmada falou que eu deveria esperar uns "3 anos" pra mexer com o meu rosto, mas que eu já poderia fazer uma lipo (como ela fizera) nos culotes agora. Porque eu fui falar que tinha culotes pra puxar assunto. Eu sei como são as mulheres brasileiras em geral no quisito VAIDADE e cabeça vazia, e a aparência é mais importante que inteligência, muitas deixam a inteligência a carga do homem, claro há muita brasileira inteligente e também vaidosa, mas nos Estados Unidos e no Brasil a coisa é exagerada.

Achei aquilo tudo descabido, porque até posso dizer que sou uma pessoa vaidosa e isso pros cuidados normais e diários, já acho um trabalhão, como hidratar a pele, consultar regularmente e dentista, pintar os cabelos, passar uma máscara no cabelo, no rosto, fazer depilação, unha dos pés e das mãos, sendo que as do pé só faço no verão...
Entrei na dança delas, porque é o que elas acreditam, e a forma que elas encontraram de mudar algo e assim se sentirem mais felizes, mas eu sempre VOU PRA CASA, e tiro minhas próprias conclusões referentes as minhas necessidades e prioridades, porque não faço parte desse universo de gente que acha que cirurgia é uma coisa normal, natural, banal.
Epa, péra ai eu vi um documentário de plásticas nos seios que deram errado, e também a famosa modelo e atriz Cláudia Liz ficou em coma numa das lipos, e fora ficar com cara de Elza Soares, Dercy Gonçalves quando tudo que você queria era ser Brigitte Bardot(na época de Roger Vadim).
Valha-me Lord!

E também sei, que minha situação financeira...não me permitiria um "extreme-makeover" desse porte, mas uma coisa eu tenho certeza, entraria na faca agora, aliás no LASER pra poder voltar a enxergar como antes, e assim até me ver melhor no espelho, e ver realmente se a minha cara é de braba, ou se os outros estão exagerando.

Sim, o tempo é implacável com todos, e todos querem ser mais jovens...aparentar mais jovens e desejáveis, eu basicamente quero enxergar, tudo e todos, jovens e velhos e a mim no espelho e não quero dançar no escuro, só numa pista de dança qualquer.

Thursday, May 10, 2007

Dias das mães


O "dia das mães" está chegando.

Todo sagrado segundo domingo de maio...no Brasil e na Holanda, as propagandas, o comércio, a induzão ao consumo. Ame sua mãe, compre um presente pra ela.
Bom, a minha já se foi há 10 anos, e o único presente que ela queria, era abraço.

Bom...eu como mãe, e muitas outras mães sabemos, que educar filhos, aguentar, criar, aturar, consolar, nutrir, limpar, divertir, se dedicar é uma tarefa contínua, desgastante, e dependendo das circunstâncias até angustiantes e desesperadoras.
Aquela de sempre: "Filhos melhor não tê-los...(...)"
Sou sózinha, e ser mãe sózinha de dois, é puxado e ponto, se você acha que eu estou reclamando, venha aqui trocar comigo por uns tempos.
E eu reclamo pra não ficar louca, porque eles brigam a maior parte do tempo em que estão juntos, como cão e gato.
Ah! Isso é normal...todo mundo diz.

- Pára!
- Você que começou.
- Eu não sou burra.
- Hoje você serve meu prato primeiro.
- Não, hoje sou eu o primeiro.
- Não sou eu.
- Eu.

Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh manhê.

Naturalmente existem aqueles momentos maravilhosos, por exemplo quando eles estão dormindo, hahahahaha.
E no meu caso quando eles vão para casa de papai.
(Toma que o filho é teu).

Hoje chegou minha filha da escola com o "presente de dia das mães".
Imediatamente ela abriu a mochila e colocou o pacote dentro da geladeira - sim dentro da geladeira, e eu fingi que não percebi nada.

Meu filho chegou ontem com um canudo enrolado e uma fita, dizendo:
- Só abre no domingo, tá?

Conversando mais tarde com minha filha, ela sem querer falou que o que tinha dentro do pacote (chocolates), e imediatamente disse:
- Eu não falei nada né mãe?

- Claro que não filha, eu pelo menos não ouvi nada.

Hahahahaha....porisso a geladeira, então.
Maria Sílvia, uma amiga que tem três filhas "lindas", quanda alguém as elogia ela diz:
- Quer comprar? Tô vendendo.

Ao buscar meu filho na escola hoje havia prometido de ver o horário do filme na internet que ele tanto quer ver, SPIDER MAN 3 - onde o homem aranha tem uma versão preta também (deve ser o vilão, o mal).
Como um dos cinemas que passam filmes blockbuster, é perto da escola do meu filho, achei mas prático ir até lá, e ver os horários e se era dublado em holandês, nos cartazes nas vitrines.
Chegando lá, me deparei com a realidade dura.

- Idade: a partir dos 12 anos.

Expliquei pra ele que só a partir dos 12 anos, e que também era inglês.

Ele começou ficar em pânico e perguntou:

- Por que? Quantos anos são 12(doze), twaalf - falei em holandês, porque quando ele "não quer" entender português ele se faz de salame (como diziam "lá em casa"), fazer de salame pra ser cortado. E eu falei que era somente para crianças maiores, nada a fazer.

- Mas por quê?

Porque tem violência, agressividade, maldade, cenas impróprias pra sua idade, etc...

Ele responde:

- Eu gosto de VIOLÊNCIA mãe, digo, do Spider man.

A violência fantasiosa, do Nintendo e do jogo do Spider man, comprado por mim.
Da televisão, e de todos os vídeos, com armas de fogos, combatendo os inimigos, pra colecionar pontos(score), da roupa de spider man que ele tem, do livro de spider man (com fotos - livros de lembrança dos coleguinhas), com a mochila do Batman, com a roupa de xerife, as armas de xerife, com as espadas e roupas de cavaleiro, com os vários brinquedos pra menino que fazem menção a uma violência subjetiva porque é no mundo da fantasia...ah! é o mundo da fantasia, uma preparação para o homem do futuro. E pras guerras do futuro..., as agressões do futuro, a violência, a competição, a força, a vitória, OPODER!
Fucking hell...será que uma mãe merece?


Chorou, chorou muito....falou que o mundo não era justo, que ia usar um sapato pra ficar alto.
E eu disse:

- Depois compramos o DVD...(assim que sair), mas ele quer ir ao cinema.

Até que eu pensei em falar com o porteiro.
Quem sabe aqui na Holanda, não é "impróprio" para menores...
Quem sabe algum jeitinho brasileiro qualquer???

Só para fazê-lo FELIZ.

E isso é ser mãe.

Ter o coração cortado, quando a infelicidade bate na porta dos nossos "pequenos" bebês, nas primeiras frustações, inevitáveis, na (espero) longa jornada da vida.
Enquanto isso minha filha pergunta a todo instante:

- Heb je mijn cadeautje niet gezien, hè? (Você não viu meu presente, né?)

e eu respondo:

- Claro que não filha.

Wednesday, May 9, 2007

Acreditar


É impressionante o quanto uma palavra contém como essa, porisso que a escolhi.

Tem dias que eu estou tão pessimista ou down, que me fecho pra

certas palavras, nem quero saber que elas existem, é quando o monstro

que habita em mim tá acordado, e o eu bom tá adormecido.

Estou desenvolvendo um método, que posso chamar de método espiritual anti-cármico.(no caso o carma ruim).

É muito simples, não tem nada a ver com neuro-linguística, mas com o uso preciso das palavras
corretas, ou seja, usar uma palavra "boa", e pensar e agir conforme seu significado no sentido positivo, e perceber como isso gera um carma positivo.
Pra exemplificar agora vou usar a palavra "acreditar", que me identifico bastante.

Acreditar pode ser tudo, se você acredita, mas vamos falar da parte positiva do acreditar.
Se você acredita que pode "mudar o mundo", tomar decisões, mudar de casa, mudar de roupa,
mudar de país, mudar de penteado, mudar uma situação desagradável, evitar uma situação indesejável.
Acreditar numa religião, ou em Deus, Khrisna, Buda, Maomé, Alá. Num pensamento, numa frase, numa filosofia de vida compatível com suas ansiedades perante a vida, acreditar que a oração tem poder, e tendo poder terá forças e tendo forças saberá ser sábio, independente da idade, porque idade não significa muito...pode se nascer sábio, e morrer tolo. Quando falo em oração não quero me referir a papagaiada católica que aprendi na infância.
Acreditar que você é o dono do mundo sem ser possessivo, mas que você pode ser tão leve, que poderá voar, sem ter asas, sem ser de avião...assim na imaginação.

Acreditar em si mesmo, nos outros, eles não podem te fazer mal.
Acreditar que os outros não te odeiam, aliás eles nem pensam muito em você, pensam?
Acreditar que você vai fazer tempo bom nas férias.

Acreditar que você é uma pessoa importante, nem melhor nem pior do que ninguém.
Acreditar que você merece ser feliz, acreditar e esperar que você vai pagar suas contas.
Acreditar que se vai passar no exame, na entrevista de emprego, o projeto vai ser aprovado, acreditar que eles não vão jogar pedras na sua janela, ou te chamar de feia, ou gorda, ou burra, ou ignorante, pedante, arrogante.

Em uma idéia, num plano, num produto, acreditar.
Acreditar que se você se deu mal ontem, pode se dar bem amanhã, acreditar.
Acreditar que o pensamento positivo funciona.
E que o negativo é passageiro, se acredita.
Se vai acreditando que a vida é possível, aprendendo que o pensamento
move montanhas ...porque se acredita, na fé em si mesmo,
na ousadia, se acredita porque se ouve a voz da coração e
quem acredita, tem o mundo a seus pés.

Mas antes de tudo acreditar que a palavra funciona.

E que as palavras tem força própria.

E se você tomar cuidado com elas.

Sua vida vai ser bem melhor...agora
me pergunto, será que eu acredito nisso?


Dia de cão



Acordei super bem hoje, aprontei os rebentos pra ir pra escola. Levei o Dimitri como de costume pra escola de bicicleta...antes disso percebi que havia deixado 4 velas grandes acesas a noite inteira, que é um perigo mortal de incêndio, não suporto esse tipo de desatenção, porque sou responsável não só pela minha vida, mas pelas pessoinhas que moram comigo. Felizmente nada aconteceu, e prometi prestar mais atenção na próxima vez, esses pequenos detalhes são aviso de coisas piores que podem acontecer.

Nessa semana o "tempo"(temperatura) mudou aqui na Holanda, mais frio, chuva, ventania...céu cinza. Semana passada estava tudo tão lindo que eu sabia que não iria durar pra sempre, ai que droga porque de inverno a única coisa que gosto agora são os casacos e botas, de resto, foi-se o tempo que achava inverno chique, e a palavra intimista um interessante termo pra combinar com inverno.
O tempo infelizmente influencia meu estado de espírito, sim. Claro, já me senti muito infeliz num dia de sol, blablabla. Mas hoje em dia, prefiro ficar triste num dia de sol de rachar (porque nunca mais vi um), o sol não só me aquece, como me acorda, me dá energia pra batalha, me faz sentir melhor comigo mesmo, coisas de quem nasceu em clima tropical, e esse céu cinza e a cara de desinteresse dos holandeses me aborrece e entristece mais ainda. Sinto falta de pessoas sorridentes, o sorriso aqui é econômico, amarelo, sinto falta de amigos por perto, fico nostálgica, sinto a falta até de ex namorado, pela solidão que é isso aqui.

Sentindo dentro de mim um ar de MELANCOLIA (e antes que essa melancolia virasse depressão leve, ou coisa pior valhe-me Buda) fui pro parque "fazer ginástica e correr atrás da serotonina, endorfinas,", desde que descobri que MEXER O CORPO, correr, praticar esportes, dançar, nos ajuda de uma forma curativa à sermos mais felizes e faz bem a nossa saúde física e mental - eu sempre soube aliás, quero fazer disso uma rotina diária pra mandar a tristeza às favas, e o mesmo clima holandês de altos índices pluviométricos me impedem, e descobri que não gosto de academia, então só me resta correr ao ar livre (porque gosto).
Corri várias voltas, felizmente não estava chovendo, ouvindo meu ipod, quando numa das voltas um cão solto grande e preto- eu acho que a raça era labrador, saiu correndo e raivoso atrás de mim. Tive que correr acelerado - se bem que ele era mais rápido que eu, e se não fosse a intervenção da dona, eu estaria neste momento em picadinhos, pois cara de bons amigos ele não tinha, e como ele era rápido e veio direto na minha caneca.

No meu reflexo só o que conseguir falar era "fucking dog"...e disse pra dona mantê-lo com a coleira na linha, mas ela já estava longe, felizmente como se nada tivesse acontecido, tudo aconteceu muito rapidamente.
Ufa, sobrevivi, fiz mais ginástica e mais voltas no parque e não só catei as serotoninas como a adrenalina foi a mil e o coração quase saíndo pela boca. Voltei pra casa fazer chanting e gongyo (orações do budismo), minha meditação diária pra focar minha energia espiritual, preciso disso como bússola e nesse caso, depois do susto...pude orar pra coisas melhores acontecerem.

Fico fula da vida porque aqui na Holanda os cães grandes vão "passear" no parque, detalhe - soltos, eles não parecem amistosos, por aqui não se vê muitos poodles por exemplo, não é cachorrinho de madame, é cachorrão....e cara de cachorrão correndo atrás de você assusta.
Quando tinha cachorro (Paloma) ela sofria muito pelos cachorrões que viviam atrás dela.
O povo não se toca, e quer deixar o bichinho a vontade pra se exercitar, na maior liberdade, o que acho até correto, mas tem muito cachorrão e muitos talvez nem sejam perigosos, mas que assustam assustam e o que é pior monopolizam o parque e defecam por tudo...que não é só um nojo, mas uma falta de educação do dono, pois existe vários lugares que você pode pegar sacos plásticos para colocar as fezes, quem não faz é preguiçoso.
Às vezes penso que até foi bom a Paloma ter morrido, porque cada vez que íamos passear no parque era um estresse pra ela, pequeninha, coitadinha tentando se defender, latindo e mostrando os dentes, e eu jámais deixei as fezes dela a Deus dará, engraçado vim de um país menos desenvolvido, mas já vi que o desenvolvimento está na cabeça das pessoas, não num território determinado chamado país. Acho também que ela foi ficando cada vez mais doente aqui, e que odiou a Europa.

Felizmente meu dia de cão passou, até um solzinho apareceu timidamente entre as nuvens, a oração funcionou.
Ao chegar em casa, depois de buscar meu filho na escola, percebi que deixei a porta dos fundos aberta.
Acorda Alice, aliás Bebete, não foi a primeira vez e acho que não será a última.
Nessas horas de desatenção(dupla), é bom não estar no Brasil, porque já imagino o estrago mas aqui a probabilidade é pequena de alguém entrar na sua casa, a maior é de ser mordido por um cão furioso solto pelo parque.
Agora tenho mais um motivo pra correr.

Tuesday, May 8, 2007

Amor não se recicla


Ontem tive uma recaída das brabas.

Aliás há coisas em nossa vida que fogem de nosso controle.

O amor é uma delas. Ou você ama ou não ama. Um relacionamento pode acabar, pode ser "péssimo", como se todos um relacionamento pudesse ser de TODO péssimo. Não acredito nisso.
Há sempre dois lados da estória, e sempre há algo de bom dentro de uma relação, mesmo que seja o mínimo, é que a gente esquece.

Antes eu acreditava, mas como já tive quatro relacionamentos LONGOS (6 - 6,5- 7- 3 anos respectivamente) sei do que estou falando, porque todos eles foram importantes e diferentes.
E coincidentemente os que duraram mais, foram as pessoas que "eu menos amei", ou tive menos conexão de espírito. O amor é amor não existe quantidade e nem mesmo densidade, mas mesmo um relacionamento "sem esse amor" vale a pena.

Amar é assim que nem diz minha sobrinha Cláudia, a pessoa pode ter 100 defeitos, e uma qualidade...e você a ama do mesmo jeito.

E praticamente foi isso que aconteceu comigo.

Depois que nos separamos a queima roupa, briga, desaforos, agressão...nunca tivemos a oportunidade de conversar, sem colocar a culpa no outro, assim simplesmente conversar.
E cá entre nós, eu sou uma pessoa que não guardo mágoas, e não vivo de ódio, nem energia negativa pra cima de moi, porque sou sensível e frágil às maldades humanas, porque uso mais o coração do que a razão, porque não suporto viver com um peso no estômago.


Ontem depois de muito titubear tomei uma iniciativa, que foi muito difícil, mas me preparei e perguntei a mim mesmo, aliás tive um importante diálogo interno e recebi o aval do meu eu interior, e me preparei serenamente prum "não"...telefone na cara, rispidez.
Quando um relacionamento acaba, e já acabei muitos, é uma MORTE abrupta da pessoa na sua vida, mas dependendo da pessoa e da relação que você teve com ela, o "relacionamento" continua, quando se têm filhos em comum por exemplo. Assim a vida toma seu curso manso, e fica menos difícil de superar uma separação, a tristeza vem e um dia vai.

E quando não se tem filhos, e nem amizade aparente, porque parece impossível. Essa pessoa sai da sua vida física, do espaço pra sempre, e vira uma imagem ou várias de lembranças, no início um tipo de ódio em relação ao outro e com o passar do tempo as lembranças vêm (normalmente as boas imperam), e se é amor (nem preciso dizer "amor de verdade", porque AMOR é AMOR e pronto como já enfatizei anteriormente). Amor é perdão, amor é perceber também que temos defeitos e responsabilidades pra dar certo dentro de uma relação nada é de mão beijada e de graça em busca do auto-conhecimento e da felicidade própria e do outro, mas o AMOR existe ou não existe, ou se teve uma conexão profunda de alma com a pessoa, ou não. E quando essa pessoa não faz mais parte do seu universo material do seu dia-a-dia e se o amor permanece vai aparecendo um vazio muito grande dentro do seu ser, e mesmo que você se refaça porque todos nós temos esse instinto de sobrevivência, o vazio permanece em forma de saudade, falta do outro...e pode corroer o coração, e a ferida fica lá aberta...através dos anos, você sonha com a pessoa, no seu inconsciente ela está presente, no sub...sempre, quando lembra dela nos momentos mais improváveis, ouvindo uma música ou passando por algum lugar, vendo alguma foto só pra citar alguns.

Me sinto muito afortunada por sentir o amor dentro de mim, e por não ser uma pessoa orgulhosa, apesar de saber que os limites de respeito, eu mesma delimito e isso é outro assunto.


Nem estaria escrevendo, dividindo isso aqui nesse blog ...mas na minha recaída, liguei pra pessoa em questão(uma coisa que jamais pensara em fazer), temerosa que ele me ignorasse, porque a única coisa que queria era ouvi-lo, saber se não me odiava mais, se estava tudo bem, se pensava em mim de vez em quando, ouvir a voz e não é pieguice, porque quem já passou porisso sabe que é doloroso, perder alguém, sentir falta, e não ter feedback algum.

Ele atendeu, com uma voz muito doce, minha voz também estava "doce" segundo ele, me recebeu bem, o que eu não imaginava, porque estava sem expectativas.

E ficamos conversando durante horas, chorando, se despedindo, se separando "sem brigas".


E tive a oportunidade de falar, botar pra fora, e não importa o que "mundo" pense de mim, estou me sentindo uma "eu mesmo nova" nessas últimas semanas, sem medo, sem angústias, tranqüila, percebo que gastei muita energia com minha agressividade, meus repentes, minhas fugas de mim mesma, quis preencher a lacuna da separação com outro "amor inventando", mas isso não funciona quando se ainda está ligado de alguma forma, não se acha no supermercado.

Estava com medo de me arrepender com o telefonema, de me sentir idiota, mendigando atenção, com pinta de Amélia, masoquista, mas fui muito bem recebida e fiz o que devia ter feito, procurando não manipular e sem cobranças, segui a voz do meu coração.
Não sei o que vai acontecer, praticamente procurei não pensar no futuro.
Mas pude dizer o que tava entalado na garganta, de coração.

Het spijt me zeer, maar ik hou nog steeds van jou.

Monday, May 7, 2007

Danuza Leão. Quem?


A Danuza Leão sempre foi o tipo de pessoa que me interessou.
Era jovem e vi uma foto dela acho que foi numa revista, só não lembro o nome, mas foi em Porto Alegre. Ela saíra do mar, toda molhada é óbvio e com um corpo esguio e uma cinturinha de pilão.
A silhueta dela marcou no meu imaginário. Diziam que era a irmã "manequim" de Nara Leão e o resto não me interessava, porque parecia um ninguém e alguém e pouco importava, mas o sobrenome Leão combinava muito com o cabelo, que parecia uma juba, e os olhos verdes e expressão facial faziam-na uma pessoa exótica, uma bocarra que abria bem quando dava risadas...ai que alegria.

Anos mais tarde ficou conhecida como a "diretrice" da boite privé Regine's, e depois do Hippopotamus (nunca fui)...acho que ai que mostrou mais a bocarra e a juba, era a tal hype da época.
A torcida do Coríntias sabe que trabalhei anos na noite de São Paulo, fiz e aconteci por lá, e de uma certa maneira Danuza Leão ficou conhecida também na noite do Rio de Janeiro, mas numa época anterior a minha.
Sem querer me comparar a Danuza, mas são poucas mulheres que "lidam" com a noite, e menos ainda as que ficam conhecidas e ou fazem algo diferente, só que a "fama" dela começou bem antes da noite, e o círculo social dela era completamente diferente do meu, ou o da minha época.

Conheci o jornalista Eduardo Logullo em São Paulo e um belo dia entrei no Frevinho da rua Augusta e lá estava ele e Danuza sentados juntos a mesa.
Logullo como sempre muito educado levantou pra me cumprimentar e me apresentou aquela leoa da Danuza. Não sou daquelas pessoas deslumbradas, sempre soube me comportar em qualquer lugar por onde passei, mas confesso que fiquei honrada em conhecer aquela mulher, mesmo que de relance, claro a palavra deslumbrada é demais pra minha cabeça. Passado alguns dias, nos reencontramos no mesmo aniversário de Logullo e dividimos o mesmo sofá. Gostaria de puxar papo com ela, mas eu senti que era um tipo de pessoa discreta (porque estava em território estranho "São Paulo")...e troquei algumas poucas palavras sobre trivilialidades, ela estava de mini-saia de tweed, eu de shortinho preto da Glória Coelho, quando eu ainda ousava e podia mostrar minhas pernas em público.


Dias mais tarde fiquei sabendo pelo mesmo Logullo (todo mundo gosta de chamá-lo pelo sobrenome) que ela escrevera um livro "diferente" de boas maneiras, e que ele faria o prefácio, já que inicialmente ele seria o ghost writer. E o mais me interessou foi que ele falou que ela escrevera o livro todo, e tinha um estilo próprio pra isso, e as modificações feitas foram mínimas.
Aquilo ficou na minha cabeça, se ela pode eu também posso, mesmo que não tenha escrito livro nenhum até agora, mas me deu uma idéia já naquela época muito grande, porque escrevi umas colunas pra revista "The Journal"...e já estava me sentindo a tal, porque o editor da revista Cláudio Schleder (ou coisa assim, nunca soube escrever o nome dele direito), gostava do que eu escrevia, mas pensando bem eu tava na moda, ai vende, né?
Eduardo Logullo também era conhecido como grande diretor de shows(concertos), e inclusive havia proposto para dirigir meu show "Bebete - cantando pelos cotovelos", que nunca foi realizado pela agenda cheia de ambos. O que foi uma lástima, pois seria com certeza mais um grande sucesso meu, modéstia a parte.

Quando o livro "Na sala com Danuza"foi lançado, fui correndo comprar e li do início ao fim e fiquei fã daquela mulher meio picareta assim de carteirinha, sem profissão definida, do tipo o que vier eu traço, e agora tenho até um livro, completamente inovador em termos de "etiqueta e boas maneiras", super moderno, sem aquele ranço decadente de nouveau riche, livro foi um sucesso, depois veio outro de crônicas, que eu também li...e depois mais dois, que eu não li e agora esse novo.
Talvez porque tenha me identificado muito com ela como mulher, talvez porque seja pau pra toda obra também como ela, feminista e feminina, apaixonada, e porque sigo meu instinto e intuição e só faço o que gosto, ou pelo menos tento...pra mim ela é uma daquelas pessoas necessárias no Brasil, e agora trabalha na imprensa, e assim precisamos de gente por lá, que têm uma maneira diferente de ver as coisas, uma forma sincera, sem azedume da elite, que não faz nada, e ajudando aos poucos mudar a mentalidade feminina do país, e falando uma linguagem clara pras massas.

Claro minha vida não teve nem a metade do "glamour" da dela, mas quando se lê sobre as perdas que essa mulher teve, também gostaria de não as tê-la...principalmente a perda abrupta do filho num acidente de automóvel. E também sou de outra geração..."nossos ídolos não são os mesmos". Somos felizmente muito diferentes. E se for ver de perto um livro da Companhia das Letras é sempre muito bem editado, acho que até uma vida comum ia ficar bonitinho...
Será?

Existe a inspiração e a cópia. A cópia é querer ser o outro, a inspiração é que mulheres como Danuza me inspiram. Claro se eu tivesse também aquele pescoço longo, aquela cinturinha de pilão não iria recusar, e tivesse sido casado com intelectual também não ia reclamar, ou sim?

E uma irmã, princesinha da Bossa Nova também não. Sem dúvida ela teve uma vida bem fora dos parâmetros normais e uma pessoa movida à paixões. Adoro isso.

Meu amigo Antonio me emprestou o quinto livro dela "Quase tudo" e já li quase tudo em Bruxelas e na viagem de trem terminei-o.
É preciso se despir muito pra escrever um livro como esse. Ela nunca se despiu pra Playboy, o que faz ficar ainda melhor. Porque ficar nua numa dessas revistas toscas, queima muito o filme, salvo algumas exceções algumas não ficam marcadas como "peladona", a única vantagem é garantir um apartamento num bairro nobre de uma grande capital...mas e o condomínio?
Com a elegância de Danuza, a melhor coisa era ficar vestida...ou de bikini nas praias do Rio de Janeiro, sua marca registrada.

Tiro o chapéu pra ela mais uma vez.

Feliz Aniversário Antonio!


Antonio é um amigo meu, brasileiro que morou em vários lugares do mundo, e também em Amsterdã.
Domingo, foi seu aniversário, e agora ele está morando em Bruxelas na capital da União Européia.
Lá fui eu, visitá-lo pela segunda vez. Antonio mora com Mattia o namorado dele. Me sinto muito a vontade na casa dos dois, e eles são pessoas que recebem muito bem, talento pra poucos, e também ser hóspede requer talento. Sou daquelas que "não gosto de incomodar" de jeito nenhum, pois entrar na rotina dos outros já é por si um estorvo, nesse sentido também tenho talento pra ser hóspede, ou assim me considero.

O que eu queria escrever aqui, não é um relato do que fiz, porque foram momentos quase indescritíveis, e prefiro deixá-los guardados na memória. Às vezes pra mim é difícil retratar a felicidade e contentamento com as coisas simples. Reunião de amigos, aniversário, pequena viagem, comidinhas e bebidinhas gostosas, sol, simplicidade e despojamento, outra arquitetura, outro idioma, outro tipo de hábitos dos habitantes, outra tonalidade de cores no ar, até os mendigos são diferentes, e a moda de rua também. Eu viajo pouco, mas fotografo com meus olhos, o máximo possível, e observo atentamente as sutilezas de um lugar que nunca fui, ou mesmo já fui, mas cada vez é diferente.

Sou uma "nova Bebete", e essa Bebete ainda quer continuar meio treslocada, mas está bem desacelerada, e estou gostando dessa novidade, porque já fui assim um dia.
Em um ano muita coisa pode acontecer, não é mesmo?

Em um ano, Antonio saiu de Amsterdã e foi morar em Madri(d) com Mattia, as coisas não fluíram pra eles em Madri e foram pra Barcelona. Em Barcelona a coisa também não funcionou, afinal, mudar de cidade é muito complicado, procurar casa nova, mudança, papeladas de banco e etcetera, procurar empregos. Que canseira e desgaste. Antonio sempre me mantinha a par dos fatos, por emails, não somente pra mim como para os amigos chegados também.
E felizmente acabaram em Bruxelas onde Mattia havia morado anteriormente e tinha uma network, considerável. (O que eu achei muito bom porque é mais perto da Holanda).
Lá se estabeleceram primeiramente na casa de "conhecidos", e depois de "amigos"...até conseguirem no ano novo 2007 se mudar. Empregos arranjados. Agora é tempo de relaxar, e fazer as coisas simples tão necessárias, já que os dois conseguiram emprego na "Comissão Européia", e a vida com sua rotina diária continua.

Eu moro há dez anos em Leiden (quem diria), e só moro aqui porque pra mim é prático...por causa das crianças. Mas me mudaria e moraria sim numa grande cidade, mas o importante pra mim é ter amigos por perto, quanto mais os anos passam mais a importância dos amigos se torna evidente, sorte que Leiden é pertinho de Amsterdã.
Percebo que ainda estou com um "coração partido"da minha relação anterior, apareceu uma pessoa "ótima" que achei que poderia preencher o vão, mas foi uma tentativa frustrada, sou daquelas pessoas que é tudo ou nada, apaixonada por me apaixonar.
Minha relação acabou(nesse ano também como muitos sabem), e por mais que eu sinta que a "coisa foi destrutiva etc e tal", também deixou saudades(partes boas), e o luto permanece. No aniversário do ano passado do Antonio, ELE que deu a dica do restaurante do portuga "De Portugees" pra comemorar o aniversário lá...em Amsterdã, pequenos detalhes que eu não esqueço.
Estávamos (eu e o dito cujo) saindo de Leiden pegando um trem pra ir pra "Blijburg"(um local de praia cheio de hippies e famílias), atrasados...quando Antonio ligou no celular e disse que não precisaria ir, porque o lugar era horrível, e fomos dar "todos" no restaurante português.
Os planos foram mudados de última hora, mas no final tudo deu certo, e mesmo com os "basfonds" da noite, foi inesquecível.

Em um ano, Anna (que também é amiga do Antonio) e trabalharam juntos em São Paulo na Air France, e eram coincidentemente vizinhos de bairro em Amsterdã, se casa com Akira, Antonio e Mattia como padrinhos. E assim parece que o círculo de amizades de nós estrangeiros, vai ficando cada vez mais conectado, unido.

Em um ano meu pai falece no Brasil, em um ano recebo um diagnóstico de BIP(bipolar)...engordo ou incho sete quilos (em menos de um ano).
Em um ano muita coisa pode acontecer, como aconteceu pra mim, e pra eles.
Com as rupturas, separações, tentativas fracassadas (cidade pra morar, ou local pra comemorar o aniversário) e também as uniões, casamento, promessas de um "presente" e futuro feliz, mais tranqüilo, medicação correta e psico educação para curar um "problema"...penso que sempre há uma solução, há sempre um momento pro coração sossegar, um porto seguro, uma "penthouse", um ombro amigo, a proximidade do amado, e momentos agradáveis juntos, cura pras dores da vida.

Só o meu coração partido ainda não curou, e acho que não vai curar tão cedo.
Ou talvez seja melhor ser otimista e paciente esperar o próximo ano, pra ver no que vai dar e até lá, tentar ser feliz com os amigos por perto, e quem sabe estarei que nem o Jorge Mautner dizia, "tudo é uma questão de manter, a mente quieta, a espinha ereta...e coração tranqüilo"...

Feliz aniversário Antonio!
E logo logo te devolvo o livro da Danuza, tá?

Tuesday, May 1, 2007

As mães no picnic de lama


Hoje foi mais um dia "geslaagd" (bem sucedido).

As crianças estão de férias, e tarefa difícil é entreter crianças em tempo livre, mas como estamos muito afortunados nessa época do ano na Holanda, os dias estão lindos pra fazer atividades ao ar livre.

Ano passado sugeri em fazer um piquenique, e a moda pegou. Também porque na Holanda é bem comum fazer picnics, com aquelas cestas típicas, pano no chão e também formigas, ou com a bolsa que quiser, o pano que quiser, só não pode faltar muita comida e bebida, pra criançada, e pra nós "café"...(açúcar pra quem bebe com açúcar e "koffiemelk" leite concentrado pro café), claro chá e água também. No ano passado tinha vinho, porque a Diana (ausente este ano) estava fazendo anos, mas este ano ela não foi, trabalha. Nem a marroquina mãe do Hassan (nunca sei o nome dela), o pai faleceu no Marrocos e ela estava lá.


O parque escolhido foi o mesmo do ano passado, é no meio do bosque e ao lado de um grande canal, tem um lago cheio de brincadeiras e pontes de madeiras pras crianças brincarem de "Jerônimo" a vontade, só que tem um detalhe o fundo é repleto de lama, lamaçal, lodo PRETO, e claro eles ficam completamente cheios de lamas por todos os poros. Lavar a roupa depois é uma tortura...bom, ainda nem fiz...é quando sinto saudades do bom e velho "tanque"do Brasil que aqui entrou em extinção há muito tempo.


Nesse parque que fica nos arrabaldes da cidade, tem muito verde e também tem um sistema de água, que a criança bombeia e depois de um tempo a água aparece e passa por uma via crucis até chegar a lugar nenhum, ou seja uma poça enorme de lama.


É incrível como eles se divertem, até mesmo minha filha Dominique que gosta de brincadeiras femininas, ela entrou na guerra de lama, e eu de vez em quando intermediava, porque lama no olho do outro é refresco. E eles iam com uma "jangada" pra lá e pra cá...brincam com pedra, com paus, galhos de árvores, bichos, insetos...uma festa.


Lá também não tem WC, e lá fui eu a Maria Chiquinha fazer xixi no mato, o que é sempre muito engraçado, porque parece que vai aparecer alguém e rir da sua cara, por um ato tão natural, mas

tão privado, aqui na Holanda não existe latrina, o que é bem melhor porque "latrina" é coisa mais nojenta do mundo, cheia de mosca varejeira, e me pergunto quem limpa aquela coleção de bosta que ficam pelas latrinas no mundo afora.

É país pequeno não pode se dar ao luxo de ter uma coisa assim.

Sorte que já aprendi a identificar uma planta que queima"brandnetel"...em português seria "urticária", "urticão"? A sensação é horrível, e não some em quinze minutos, imagina sentar com o fiofó lá...


Fora as 3 holandesas, apenas eu (brasileira) e minha amiga Ade(Indonésia)...éramos estrangeiras claro, todas as mães que lá estavam têm muita coisa em comum. Há três anos que estou convivendo com essas mulheres diariamente, e nos conhecemos a fundo o suficiente pelos nossos filhos, nada pra nós é estranho, porque as crianças estão na mesma fase de desenvolvimento, pra mim é uma experiência peculiar, porque desde que meus filhos, e especialmente Dimitri foi pra escola "primária", meu universo aqui na Holanda se abriu, bem como a minha casa ficou mais cheia (de pestinhas mas ficou), meu telefone toca mais, tenho mais pessoas pra dividir meus temores, minhas saudades, minhas alegrias, conhecimentos, tudo isso sem fofoca, e várias atividades pra fazer mais condizentes com a minha vida de mãe.


Infelizmente Dominique está em escola especial (em outra cidade, longe) e o contato com outros pais são escassos, só de vez em quando. E ela vai de "táxi"(uma van) pra escola, e não faço o mesmo que meu filho, levo todos os dias, busco todos os dias...vejo as várias crianças, os vários pais toda a santa manhã, e a santa tarde.


Segundo uma amiga (que já tem filha grande de 17 anos), isso vai mudar no futuro, quando eles próprios forem pra escola sózinhos, e nós como pais ficarem pra segundo plano. Claro vai mudar, mas eu ainda não quero pensar, de uma certa forma, quando escolhemos pela maternidade, esquecemos ou desconhecemos o universo e dia a dia que está por vir, claro não temos bola de cristal, mas quando não tinha filha, jamais pensei que meus dias iam ser tão estruturados, acordar, fazer a mochila da escola das crianças, acordá-los, vesti-los (todo dia uma roupa conforme a temperatura lá fora), é dia da natação na escola, da ginástica, da aula de artes cêninas, é dia aberto pra levar brinquedo, dia do fotógrafo da escola, dia especial qualquer (páscoa/natal/SinterKlaas/aniversário, blablabla).



Pois é,

é a tal vida de mãe.

E dizem que "apenas" o segundo domingo de maio é o dia das mães.

Que piada.

Mas que o picnic tava engraçado e bom, isso tava...mesmo com a lama.

Tchau querida!

Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as gue...