Wednesday, February 28, 2007

Fumando espero


FUMANDO ESPERO

Letra de J. Villadomat Masanas
Musica de Felix Garzó

versão de Eugênio Paes

Fumar é um prazer que me faz sonhar
Fumando espero aquele a quem mais quero
Se ele não vem, então me desespero
E, enquanto eu fumo, depressa a vida passa
E a sombra da fumaça me faz adormecer

E assim sempre a sonhar, fumar, amar
Por todo instante aquele a quem mais quero
Sentir seus lábios, beijar com desespero
Seu coração bater juntinho ao meu
Sentindo entre carícias seu corpo estremecer.

Antes de adormecer é o fumar um prazer
Dá-me, dá-me a tua boca
Beija até que eu fique louca
Quero assim enlouquecer de prazer
Sentindo esse calor do beijo embriagador
Que acaba por prender a chama ardente desse amor!


(Canta: Angela Maria)

Adoro essa canção, obrigada Farinacci.

"Mr. Goodbar" -evite-os!


Sempre gostei de cinema e obviamente de filmes. Nos anos 70, como era novinha, ir ao cinema era um passatempo divertido e muito esperado, e para uma escolar que esporadicamente ia ao cinema, uma diversão certa e assunto pra muitos dias na escola,
mas somente filmes permitidos, próprio para menores.

Um filme que me recordo, precisamente 1977 que me chamou a atenção, não foi visto por mim no cinema, porque não tinha idade na época, mas foi contado por minha irmã
mais velha, eu pude somente assisti-lo na TV anos depois, acho que na sessão coruja ou algo do gênero, bem tarde da noite porque o tema era pesado.

Este filme é "Looking for Mr. Goodbar", Procurando Mr. Goodbar...com a estrela da época Diane Keaton e o gatíssimo desconhecido Richard Gere.
A tragédia do filme, sempre ficou na minha cabeça, e lembro-me que na minha vida, convivi com um certo tipo de Mr. Goodbar mais à distância, com os meus amigos gays.

Era muito comum, ou é...no mundo gay, a figura do michê (garoto de programa), e mesmo um one-night-stand, você leva pra casa, o cara quebra, te enforca, te mata, ou te rouba, e por ai vai depois de alguns minutos de prazer.
Ironicamente Diane tinha uma vida dupla - adoro vidas duplas - durante o dia professora de crianças deficientes, durante a noite/madrugada...habitué de um bar noturno, no bar catava os bofes e levava-os pro seu apartamento studio (no Brasil chamamos de kitchinete.

Imagina levar uma pessoa, que você conheceu naquele dia, pra ir pra sua própria casa...realmente é corrir um risco muito grande, e não se faz, e parece até uma coisa de moralista, não aceite bala de estranhos.

Mas como é que se faz então? Quando se quer ter uma vida emancipada, e e ter aversão ao tédio, a mesmice do cotidiano como Diane.

Peguem meu exemplo estou inscrita em um dating site, e eu mesma, anos atrás já trouxe umas figuras masculinas, para tomar um inocente chazinho comigo, curtir o meu som, depois de ter ido ao restaurante, cinema, parque, etc etc. Mas isso foi há 3 anos atrás, percebi que hoje em dia na net, e se passaram somente três anos, há muitos justiceiros da moral e bons costumes. Sofri a pouco a influência de um, que me ficou completamente fascinado por uma foto minha de bota vermelha. Tudo que ele queria, era me ver...de bota vermelha. Eu achei que tava abafando, com a tal bota, até ter uma surpresa desagradável que prefiro deixar em off.

O que fazer? Como agir para se afastar de psicopatas, supostos stalkers, e mesmo coisas piores, a aparência não quer dizer muito, quando se conhece uma pessoa no mundo virtual se sabe pouco sobre ela, tudo pode ser uma mentira, se você não tiver no seu dia de sorte, se tiver pressa, ou se ficar desesperado atrás de um corpo qualquer que não seja o seu.

Pensem comigo!

Eu acredito e inventei uma receita incompleta, você pode completar, usando sua imaginação:

Ingredientes:

- Intuição (ela nunca falha);
- sentir-se a vontade com a pessoa, e captar coisas não ditas pelos trejeitos da pessoa, intenções, body language;
- uma boa dose de otimismo que pode significar "risco" e confiança no outro
- rezar na noite anterior que ele não seja um serial killer, um junky, 171;
- dar uma de detetive (se certificar da moradia do indíviduo, do município onde mora, do sobrenome);
- se vocês marcarem encontro ao ar livre e quando ele abrir a carteira pedir para ele mostrar-lhe a carteira de motorista por exemplo), se não tiver um cartão de visita, ou cartão do banco, ou um papel qualquer...fotos das crianças também é uma boa no caso dele ter filhos;
- e se não tiver, na noite anterior rastreá-lo no google (digamos que tenha tido aqueles 15 minutos de fama confidenciados num email anterior)
- fazer uma promessa para que ele não seja o Lobo Mau, pelo menos que não queira comer(só) a vovozinha - essa peguei pesado, vou consertar:
- levar seu celular ou camera digital e tirar uma foto do infeliz (se você sobreviver ou não), a polícia terá uma pista, nos procurados morto não faz retrato falado;
- se ele estiver de carro (fotografar a placa), fala que você vai lá fora tomar um ar, que faz parte da sua religião;


etcetera etcera

Bom...aqui são apenas algumas dicas...mas riscos terão que ser tomados, anyway e quem não arrisca, não petisca.
A melhor coisa a fazer, é jamais levá-lo pra sua casa, ou pelo menos no primeiro encontro, nem no segundo, terceiro também não. Aliás fique casta, quem sabe no século
XXII, aparece algo assim mais espontâneo.

Iguais porém desiguais




Sou feminista desde que me conheço por gente, antes de ouvir falar de Betty_Friedan, "bra-burning" mito (queima de sutiã) na segunda onda do feminismo que começou nos anos 60 na EUA.

Sou feminista, sempre fui...e moderna, me identifiquei desde os primórdios tempos (de minha longa vida), sobre o conceito de independência, papéis de homens e mulheres (já que vim de uma família de moldes tradicionais, mesmo pai, mesma mãe, 8 filhos, 6 homens e 2 mulheres). E que as más línguas falem algo contra o feminismo, clichês e piadinhas masculinas, qualquer mulher emancipada e com idéias próprias sabe da importância desse movimento através da história, da nossa tragetória.

Lá pelos meus doze anos de idade, meu pai precisava trocar toda nossa calçada que era irregular, a casa era enorme, e fachada mais ainda, e embora tendo seis irmãos homens, não vi nenhum que se prontificasse a ajudá-lo, apenas eu. Claro ainda queria me provar, sempre achei muito chato, lidas domésticas, e sempre fugi da cozinha e de grupos de mulheres da família.
Confesso que ele aceitou prontamente, e lá começamos pelo cimento, eu colocando água, e ele aquele pó cinza no carrinho de zinco, carregando as lajes imensas e pesadas de um lado pra outro. É claro que o serviço pesado ficou com ele, mas me senti vitoriosa por ajudá-lo, me senti útil, porque não entendi também como aquele homem mais velho, tinha que fazer sozinho aquele trabalho todo nos seus dias de folga. A calçada ficou um primor, e valeu o esforço, e eu claro, devo ter ganho alguns pontos com o papai.

Anos depois, num almoço em família (e que família gigantesca era a nossa),  ouvi no ar que as crianças e mulheres comeriam primeiro, e depois viria a mesa dos homens - todos em separado. Gaúcho tem fama de ser macho, muito macho e mandão...e não se fala(va) mais no assunto.

Ai, aquilo me doeu, apesar de pensar nas vantagens individuais como no filme Titanic, mulheres e crianças primeiro..., senti imediatamente um ar de que as mulheres e crianças tinham que ficar juntos, só para mudar um pouco,  senti que não havia troca, mulher e criança senta primeiro, e homem depois.
Onde estaria a troca? o diálogo? Sempre fui diferente (por não tolerar o imposto)...e bati o pé, afinal não era só por ter cabeça dura, queria questionar o estabelicido, juntar, mulheres, crianças, adultos, jovens, deixar fluir. Talvez até fosse interessante dividir em dois blocos (facilidade física), afinal a mesa não era grande o suficiente, mas a estrutura separatista me chamou atenção, e resolvi questionar a coisa toda.

Tentei argumentar que não comeria à mesa com mulheres e crianças e sim sentaria à mesa com os homens, porque era igual a eles (na minha juventude a igualdade significa "ter os mesmos direitos") . Senti umas risadas no ar, mas ao mesmo tempo interesse pela minha atitude não apropriada. Homens gostam de desafios, brigas, lutas, guerras, jogos, competição e obviamente se sentirem vencedores.

Resultado, meu irmão Paulo (um dos mais velhos, o segundo homem dentre os 6), falou que tudo bem, se eu comesse uma PIMENTA malagueta crua, da horta de minha mãe, tirada diretamente do pé...(que ele pegou sem pestanejar) eu poderia sim sentar à mesa com os homens.
E o fiz, comi a pimenta inteira (quase morri), mas comi e sentei belamente à mesa masculina, e nem lembro o que aconteceu, mas lembro bem que todos homens e mulheres me olharam com outros olhos, a partir daquele evento.

Sempre procurei defender e entender os direitos das mulheres (aliás essa é a minha causa maior nessa vida), minha irmã quando se separou nos anos 70 (desquite, nem divórcio existia, não tinha autorização pra namorar), eu a defendia; tia Aida (minha tia favorita que nunca mais pode se casar novamente após um casamento fracassado, manipulada e sustentada pelos irmãos) eu tinha dó dessa pseudo-prisão, tecendo elogios que ela era uma mulher cheia de talentos e bonita, devia sim ter outra chance (de encontrar outra pessoa) que nunca teve; de minha mãe dona de casa  que mesmo assim tentava fazer salgados pra fora, docinhos, forrar botão, ajudar na Igreja, dar comida aos mendigos (e que antes dos oito filhos era exatamente como eu), independente, dona do próprio nariz,com 22 anos migrou de Pelotas pra Porto Alegre a procura de melhores oportunidades (afinal Porto Alegre era a capital, com mais empregos, mais moderna do que a cafona Pelotas), e os meus próprios como eterna estudante ou adolescente (não podia sair a noite com a mesma frequência que os guris), ou se saísse, tinha que ser monitorada por um irmão mais velhos (que fazia chantagens comigo) quando encontrava chauvinistas ao meu redor, eram conflitos dos mais variados, como quando trabalhava em escritório, sempre fui a diferente, quase não tinha aquela de usar roupas pra agradar homens, e mesmo na insegurança eu sempre fui de domar os leões, já como (mulher) empresária (nesse sentido fui reconhecida e respeitada, e diversas vezes homenageada na mídia de São Paulo como uma das poucas mulheres no comando da noite), e agora no dito "primeiro mundo", como estrangeira e mãe, bom, aqui sou mãe, divorciada, tudo mudou, meus papéis são outros, minha vida mudou ...sempre quis saber porque uns sim, e outros não, e o que podemos (nós mulheres) fazer para reverter o quadro da inferioridade imposta por "eles" a opressão, a submissão.

Na Holanda, as mulheres ganham salários mais baixos que os dos homens, e trabalham o tanto quanto, ou nos mesmos cargos, aqui não existe EMPREGADA,. Aqui o homem vai pra cozinha sim, cozinhar e lavar louça, e a mulher lixa, pinta paredes, pilota a furadeira, dividem a carga horária na maioria dos casos (vide intensa manifestação feminista nos anos 60), a mentalidade machista está diminuíndo muito, mas ainda existem determinadas piadinhas, sexismos, etc, mas muito menos do que no meu querido país. Enquanto que os imigrantes e refugiados políticos e principalmente as mulheres de famílias islâmicas vivem no gueto, e não possuem direitos iguais, é um mundo paralelo, de uma mulher holandesa emancipada (e mesmo assim longe da igualdade total de direitos), e uma estrangeira de países de conflitos ou problemas econômicos e políticos. Claro nem todos, mas em muitos países a mulher não tem VOZ ATIVA, como deveria ter, e países desenvolvidos ainda tem muito chão para galgar a igualdade total.

Conheço uma mãe marroquina, mais nova que eu, que veio dos Berbers - região montanhosa do Marrocos, que é analfabeta...na língua mãe, árabe. Nunca teve oportunidade de ir à escola (longe de casa), os homens tinham prioridade.
Seu sonho é(ra) aprender a ler e escrever na língua materna, me confidenciou, mas ela tem cinco filhos (teve que criar os 5 na Holanda), o que eu admiro nessa mulher, que ela aprendeu holandês, e até tirou a carta de motorista, e trabalha parttime, fazendo faxina para ajudar o orçamento familiar, uma pessoa que aproveitou as oportunidades que a Holanda oferece (quando oferece), mas já a única filha, tirou diploma, e não terá com certeza 5 filhos, e não fará faxinas (não desmerecendo a profissão).

Aqui você vê a mulher holandesa prestes a fazer aborto sem anestesia, lendo uma revista, e uma muçulmana ao lado - que esconde do marido, porque já tem um bebê...mas
não quer ter outro filho, esconde porque é proibido abortar pela religião dela, esconde porque o marido não aprova o aborto, esconde porque é uma mulher bonita e jovem, e que quanto mais filho tiver, mais estará sacrificando a sua identidade pessoal, a sua liberdade. Diferentes realidades num mesmo espaço físico, direitos calados, segredos.

O mundo ainda é desigual, vide os países onde o islamismo impera, sem direito a voto, casamentos escolhidos - alguns dentro da família, governos tiranos (Taliban), cultura desigual, a voz que não ouvimos e nem estamos interessados em ouvir, afinal mulher faz parte da minoria.
E também países na África, onde os pais estupram os próprios bebês (filhas), para não serem contaminados pelo vírus HIV. Camisinha...tabu, não. E joga a pedra na Geni,
Maria Madalena, sexualidade...tabu, aborto tabu, as religiões que mandam nas cabeças dos governantes (culpa) fazendo lavagem cerebral no povo ignorante,  e sempre a minoria que se ferra. Desde 1974 leio a Cosmopolitan brasileira (Nova), e sei e sabia o que era orgasmos, ponto's G, que virgindade não deve ter a importância que é dada por homens, da luta da mulher. (nos anos 70 essa revista era diferente)...pelo menos na teoria eu sabia muita coisa, de lá pra cá, a coisa mudou mas o mundo, nem tanto, é mais a aparência de que a mulher se emancipou, de que a mulher já tem direitos iguais.

Sou uma feminista, feminina (preciso me explicar? não), digo apenas, cuido da minha aparência, meu sorriso é meu cartão de visita,, e no meu corpo mando eu. Invisto em mim mesma, me sinto bem, vaidade faz parte e não vejo nada demais nisso e minhas idéias e valores pra mim são preciosos, numa conversa digamos mais apimentada, penso que o pacote e conteúdo são importantes, humor é primordial, diálogo franco, às vezes no meio das mulheres, tenho que me calar, mas não faz mal, entendo que muitas mulheres ainda não são livres, e nem podem expressar sua opinião, sempre seremos dependentes de alguma maneira, mulheres de homens, homens de mulheres, e a grande aldeia global, um depende do outro, e temos que aceitar.

É uma grande lástima, que muitas mulheres no mundo, ainda vivam em prisões, sem liberdade, sem o poder da escolha, aprisionadas, apedrejadas, maltratadas, mutiladas, torturadas, aniquiladas por uma sociedade machista, masculina, de exploração, sem voz ativa e não falo da boca pra fora não, eu sofro, mas não me calo porisso que tenho esse blog, meu cantinho.


Me orgulho de minha vitória pessoal, não somos como os homens, não podemos e nem devemos ser. Tudo que me resta é a consciência de que somos iguais, porém desiguais, e que a guerra não é dos sexos, mas sim da liberdade de expressão, do voto, da luta, da conscientização da própria mulher pra conscientizar seu semelhante abrir o diálogo (franco) na sociedade, da solidariedade entre mulheres e da reflexão como hoje: 8 de março, porque afinal, todo dia é nosso dia, e precisamos viver num mundo de paz.

Monday, February 26, 2007

Super Supperclub


Finalmente conheci o SUPPERCLUB,foi muito fácil entrar pela primeira vez. A primeira impressão é que era um lugar desses com strickly dresscode. E é...assim digamos, pretencioso, mas assim são os melhores clubs, querendo ou não, doa a quem doer...remedos dos anos 90, anos esses mais autênticos.

Se você for com uma calça jeans normal, não se atreva, e não basta ter o jeans correto, é preciso atitude, e de prefência capriche no modelão, ser diferente é diferente, atitude club que eu bem conheço, piercings, modelão e carão, tatuagem, quanto mais feio e diferente melhor, ou se você é uma beldade,,um ser exótico tanto melhor. Um templo pros "Muuuudernos" e descolados de Amsterdã(m), turistas dessa cultura não tem vez, na verdade o Supperclub é um franchising, espalhados por várias cidades do mundo. Particularmente nunca gostei muito desses supermercados club na linha Limelight(lembram?), mas aqui funciona.

O restaurante fica na parte de cima, e não é um restaurante comum, é um restaurante todo branco, onde existe um mezzanino também e lá todo mundo tira o sapato, talvez para não sujar o branco dos estofados com o logo da Puma, dos almofadões...numa maneira bem lounge de ser, você vê misturados os Pradas, Gucci, Converses espalhados pelo chão .Chulé acho que é not done por lá, e meia furada tampouco...cuidado!

Se você não reservou um lugarzinho, tudo bem? Não, mas com sorte e se a noite não tiver bombada você pode achar um lugar pra sentar uma mesa com cinzeiro. Reserve ali na hora mesmo com a hostess magricela, muito simpática por sinal vestida de policial com várias algemas, mas se for numa noite bombada, vai morrer ficando em pé e se não for member será barrado no baile. Dá pra dançar um pouquinho mas a pista por causa de algumas mesas fica minúscula, e se tem a impressão de que todos olham pra você e paga mico até a pista de baixo ficar bombada. Então aconselho, se você não for pra jantar, não vá cedo porque vai morrer de tédio e veja a programação no site abaixo, depois não diga que não avisei.

Valeu de ter ido porque o DJ Smith Davis tava tocando, e já senti no olhar do povo carão, que se você conhece o DJ é gente como a gente, me senti enturmada, apesar de não conhecer nenhuma viva alma, fora minha companheira de balada, e o DJ...sorte que outro estava tocando, e ele fofíssimo (fiquei até apaixonada) ficava conversando comigo, falando que estava velho, detalhe: 32 aninhos.

Os banheiros são divididos entre homo e hetero, e não damas e cavalheiros, mulher/homem. No início é um pouco confuso, se você quer ir ao banheiro só tirar água do joelho, ou passar um pozinho no rosto, depois acostuma... e entra naquele que está com mais cara de limpo mesmo, ou com uma melhor frequência, são bem amplos, cheio de flyers dessa noite "Dirty Dancing".

Quando você deixa seu casaco na chapelaria, você ganha um prendedor de roupas com um nome. Faz sentido, me parece...não acreditei, mas gostei do humor.

Na parte e pista de baixo, achei muito escuro e claustrofóbico, definitivamente não gosto de pista de danças com o teto baixo, e acredito pela minha experiência a iluminação por lá é muito sem graça, e não dá pra fazer atendimento ou aquendação nenhuma. Somente no bar...porque vai que é uma drag queen discreta.
Depois de um certo momento, lá pelas duas da matina, eu e minha amiga Helen resolvemos puxar o carro prum lugar mais normal em Amsterdã, onde a gente podia ver "bofes" mesmo e suas devidas fachadas e fomos pro De Kroon...mais iluminado, já que o cute DJ belga ia tocar em outra festa na Bélgica...peninha, já sonhava com um atendimento básico.

De Kroon fica na Rembrandtplein ao lado do Scape,e uma coisa rara na Holanda - de graça, o DJ estava bom, mas pra mim hoje em dia três programas na mesma noite(havia ido a uma festa num restaurante de tapas),faz me sentir como uma velha de 100 anos com os pés presos ao chão, e dançar só com os bracinhos, é coisa de titia, prefiro a minha super super cama.

O mundo de Bebete, a verdadeira...não eu


Os apelidos fazem parte da minha longa vida, sempre dei apelidos pras pessoas, Cacá Palito, Coelhinho, Mr Medo, atualmente conheci um branquinho na net e o nome dele ficou "Bleeketje"(branquinho em holandês), Calico pro meu irmão Horácio...e por ai vai.
Desde pequena tive vários apelidos dados pela minha família. Como meu nome católico era longo "Maria Bernadete", e eu sempre achei-o antiquado. Na minha infância as meninas estava deixando de se chamarem Maria.

Lá "em casa", meu apelido nunca foi Bebete e sim Dedete, e se você pensar bem é bem mais lógico que Bebete, depois pelo meu grande amor "Berna", e até "Pernadete" por causa de minhas pernas que abalavam Paris eu eu nem sabia.

Bebete(o meu) apareceu exatamente no ano de 1974, quando minha família se mudou da Visconde Duprat 68 para a Felipe de Oliveira 551/5, no mesmo bairro de Petrópolis em Porto Alegre.

A Bebete(verdadeira), era uma guria vizinha e se chamava Elizabete ou seria com "s". A ünica da rua que possuíra casa com piscina e seus encantos e peculiaridades que vou contar agora.
Tudo na Bebete a meus olhos, era melhor. A começar pelo corpo, ela mais acinturada que eu, e suas pernas mais roliças, as minhas mais magras. Ela não era mais alta, mas a mesma estatura, mas era mais nova que eu, na primeira comunhão o vestido foi mais bonito que o meu, o cabelo mais arrumado, e as fotos do fotógrafo as mais lindas, eu tive foto feito em casa, porque meu irmão era fotógrafo.

Ela cantava no mesmo coral da igreja São Sebastião, e a voz dela, era mais forte do que a minha. Possuía cabelos encaracolados, mas a mãe dela tinha mais tempo e menos filho para fazer coques bonitinhos, tranças. E ela tinha mais roupas que eu, e nos concursos de beleza a volta da piscina, era ela que sempre ganhava o primeiro lugar, e eu e as outras crianças tínhamos que ficar safisfeitos por serem convidados, como expectadores do seu circo hedonista, argh! Eu odiava a Bebete porisso.

Foi num belo dia pra meu desespero, que descobri que Bebete havia beijado na boca, um menino que aparecia de vez em quando por lá e que eu havia me apaixonado a primeira vista. O Alexandre...primo ou tio do Fernando Barra Pires, um amigo da rua, sim meu coração partiu pela primeira vez, e por causa de quem? Alexandre? Não...Bebete. Eu gostaria que ela sumisse do mapa, fosse fazer visita pra alguém da família, nunca mais voltasse, e que sua mãe resolvesse se mudar daquela casa, mas nada, ela continua lá.

Bebete, tinha um problema...os pais eram separados, e ela tinha um pai loiro, ela era morena, e esse pai parecia um banana, porque desde pequena Bebete já beijava na boca, e assim encontrei uma boa forma de me vingar de tanta perfeição, e a difamei de galinha, sem mostrar a cara, tudo debaixo dos panos, hehehe.

Fora ter matado meu jacaré Zezé (sim, tínhamos uma jacaré), foi uma de minhas maiores maldades na minha infância. O misto de obsessão, ciúme, inveja, admiração fez da pequena "Dedete" com fama de boazinha e tímida, um monstrinho mascarado, porque nunca ninguém descobriu meu plano mirabolante, é nessas horas que é bom ser inteligente e criativa.

Chamei todas as crianças da rua, e foi muito fácil convencê-las que a presença de Bebete era uma ameaça ao pudor e que ela tinha aquela atitude, porque era uma desmiolada, morena burra, e que ia roubar namorado de todo mundo, porque as notas delas na escola eram baixa pra desespero da pobre mãe.

Uns até contestaram, mas ai ela não vai nos convidar mais pra tomar banho de piscina.
E eu disse, quem quer ir numa piscina vazia...porque nos últimos tempos a meia irmã dela, estava crescendo, uns três aninhos, e a mãe tinha medo de encher a piscina.

- Peguem pedras e ou giz, os de cor eram mais difíceis. E vamos escrever na calçada de Bebete, que ela é galinha. Porque vocês sabem muito bem, que ela é metida, chata, mandona, manipuladora, e ainda por cima beija na boca, ou seja, uma menina de 9 anos, beijar na boca...é galinha. Nos anos 60 no Rio Grande do Sul, com todo o machismo gaúcho, vocês devem imaginar a mentalidade.

As crianças estavam convencidas, e foram pra calçada de Bebete. E quando a riscalhava estava pronta, lá foi um apertar a campainha e todos sair correndo, e eu minha amiga Tina ficamos atrás de uma árvore, só observando a reação da pobre mãe.

A mãe de Bebete, ficou estupefata...e imediatamente mandou-a passar pra dentro, e que eu me lembre deu-lhe um castigo mais austero. A educação dela não era clássica. Mãe divorciada - alias desquitada, outro marido, piscina, biquinis minúsculos...beijo na boca, e na escola algumas notas vermelhas.

Meu plano surtiu efeito, apesar de ter ficado sem o Alexandre. Nem via como vingança
e sim como sobrevivência.

Em 1974, me mudo de vizinhança...e vou ter com a gurizada na esquina.
- Qual o seu nome?

respondi:

- Bebete(depois de refletir por alguns segundos, quem seria).

E em 1979 no centro de Porto Alegre, encontro-a grávida do segundo filho aos 18 anos.
E ela estava acompanhada com um garoto, talvez o pai do segundo filho e me apresenta:

- Olha essa é a Bernadete que já te falei, sempre admirei-a por sua conduta exemplar (todas as mães me amavam), bom caráter, beleza, cabelo liso(hihi), carisma, etc.


Ui.

PS- Foto em 2006 na rua Visconde Duprat, com a mãe do Luizinho ao lado da casa de Bebete

Thursday, February 22, 2007

India paraguaya online


Às vezes me pergunto, e essas vezes não são raras, se os holandeses são inteligentes ou se existe vida inteligente na Holanda, OK despeito meu, sei que inteligência e cegueira (ignorância) são duas coisas distintas, but...

A Holanda é um país rico, economia desenvolvida, o sistema social aqui funciona, os impostos são altos mas você vê claramente onde ele é investido. Na política a corrupção é uma piada, índices baixíssimos, analfabetismo zero. O respeito a privacidade impera, e mesmo a amizade com um holandês é assunto sério...mas quando eles lidam com o novo ou algo fora de sua realidade, ou seja, uma pessoa de "outra cultura" e salvo algumas exceções, eles não possuem flexibilidade nenhuma no pensamento e nas ações e continuam batendo o pé em suas idéias retrógradas e pré concebidas, principalmente o calvinismo. Para entender o histórico de outrem, é preciso mudar a massa cinzenta, a forma de pensar, e isso cria um esforço muito grande o qual não estão habituados, e nem preparados, seria uma forma de preguiça?

Já vou explicar. Quando cheguei na Holanda em meados de 1996, queria urgentemente comprar um PC, e meu ex-sogro me perguntou:
- O que você vai fazer um computador, jogar dinheiro fora(sic).
Eu respondi:
- Porque quero ter internet, e me comunicar com o mundo, interagir no cyberspace, blábláblá.

Detalhe, ele já possuia um bem potente, mas eu pobre índia paraguaya...pra quê?

E os tempos passaram, e eu continuei...nas minhas pequenas ambições materiais, e adquiri recentemente uma máquina de lavar louças.
Como o mesmo ex-sogro, hoje em dia avô dos meus filhos, e muito bom avô por sinal, me perguntou:

- Pra que uma máquina de lavar louças??? Você tem pia, etc e tal. Na sua "cabeça de queijo" como são chamados os holandeses, deve ter pensando, ela deve estar feliz por água corrente, esgoto, e uma escovinha esquisita o qual lavam a louça, mas eu nunca me habituei.

Quem pergunta o que quer, ouve o que não quer...e assim eu descorri os enes motivos
pra ter a Maria II, sabe por que?

- Porque eu acho um saco lavar louças, porque eu tenho que fazer compras, fazer a comida, e não tenho marido/namorado, porque nos Estados Unidos existem desde os anos 50 para o conforto da dona de casa, e vale dizer que aqui os homens funcionam como "lavadores de louça", mas como não tenho a máquina humana...e de vez em quando (todos os dias aliás) sou a pessoa mais feliz do mundo, porque não preciso lavar louça, posso muito bem sentar aqui no meu laptop, escrever nesse blog, me comunicar com o mundo, ao invés de ficar lá, que nem uma Maria, atrás do tanque, aliás da pia.
Posso dedicar meu tempo a coisas mais produtivas como ler com os meus filhos, e divagar sobre a vã filosofia da vida ou simplesmente ficar de pernas pro ar...ouvindo
Je ne taime plus...do Manu Chao.

Foram motivos suficientes para não aceitar um café, que estava prestes a passar...as vezes minha assertividade me faz dar boas risadas.

Mas a ignorância frequentemente me deixa irritada, eu sei que o problema é meu, mas não tenho a mínima paciência com pessoas desse tipo, e sorte que não preciso conviver o dia a dia com elas...só à distãncia e a conta gotas.

Realmente xenofobismo e calvinismo cansam a beleza dessa índia paraguaya aqui. Ui...
quebrou minha unha vou deitar na minha rede.

Vida dupla


Eu sigo uma vida dupla, bem que gostaria de que essa mesma vida dupla contivesse o mesmo glamour do tema do filme de Buñuel, um dos meus favoritos de nome "Belle de Jour". Um dos filmes que me marcaram profundamente, na minha carreira de gostar de filmes.

Infelizmente, não sou rica, nem loira, nem jovem, nem bela como Séverine (Catherine Deneuve), não sou francesa, mas igualmente fujo do tédio e como.
Durante a semana sou mãe, e claro adoro os meus rebentos, mas sei o trabalho que eles me dão, e agora entendo quando Elis Regina proferiu aquelas palavras criticadas por todos: "cantar é o que mais amo na vida", filhos depois...(em segundo lugar), ela quis dizer, e ela conseguiu ousar em dizer isso...Maria Rita sobreviveu.

Eu talvez ficasse feliz, tendo uma ama-seca antiga, que cuidasse dos meus pimpolhos, assim poderia ter uma vida, mais condizente com a(s) minhas personalidade(s), e vê-los de vez em quando, no final do dia por exemplo e dár-lhes um beijinho de boa noite que nem o Topo Gigio, mas não, no meu caso ser mãe é um fulltime job.

Então é assim, durante a semana sou mãe, e nos finais de semana sou eu (mesma) ou quem quiser ser. E posso me dar ao prazer ou desprazer de fazer o que bem entendo, que nem Catherine entediada no seu modelão Yves Saint-Laurent, atrás dos carecas (não sexies da época) dos gordos, gordurosos, velhos, proletários homens à busca do contato físico, erótico, exótico...ou de puro sexo, intimidade, atrás de suas fantasias, whatever, era uma troca.

Acredito que out there, existem muitas Séverines como eu, os solteiros e "filhos free", que ainda estão no início da vida, nem sabem e nem precisam saber o que os esperam, quando um dia, tomarem a decisão como eu a tomei, de ter filhos, e mais ainda de...me divorciar....ainda no exílio (enough).

Graças a mim, a meu carma, minha boa estrela, o que for, escolhi por essa vida dupla, e aqueles como eu que precisam de estímulos quaisquer (em forma da palavra, da arte, cultura, anseio existencial, carência emocional), aconselho mesmo. Levem uma vida dupla!

Monday, February 19, 2007

je taime Soixante


Se há duas coisas que eu adoro entre outras mil nesta vida, é festa e a língua francesa.
Mais hilário que sou daquelas pessoas que não tem a mínima persistência à certos "hobbies", eu começo e páro, começo e páro.
Eu realmente admiro pessoas que têm poucos interesses e vão até o fim nos seus objetivos, ou se dedicam a uma única atividade, ou seja aprender a tocar um instrumento, a pintar, aprender uma língua estrangeira, de preferência uma língua exótica.
E confesso também, não tenho a mínima vergonha na cara em admitir que morro de tédio ou seria preguiça, quando não vejo a necessidade da coisa, talvez porisso que aprendi holandês, para poder sobreviver e me comunicar e também porque odeio ser analfabeta e não poder argumentar e discutir.

Pois, como não moro na França, no Congo Belga, Haiti etc...eu não falo francês, me viro e muito mal. Mas continuo achando uma língua muito interessante aos ouvidos e nem tão difícil se comparar a uma língua germânica, é uma questão de disciplina (olha estou convencendo a mim mesma, e quem sabe logo logo entre num "curso de férias" que nem os holandeses costumam fazer, ui).

Semanas atrás fui à Bruxelas visitar meus amigos Antonio e Mattia, e aproveitei de deixa e revi meu grande amigo Pier (Vegner) que também mora por lá, mas não pára num lugar só, uns o chamam de Pier outros de Vegner...enfim, tanto faz, mas revê-lo sempre é um prazer, pois somos ambos geminianos, e nossa sintonia intelectual sempre foi muito envolvente, e sendo o globetrotter que é acelera ainda mais o pensamento, e ele sabe exatamente o que eu gosto, e eu adoro gente que sabe o que eu realmente gosto, aliás somente amigos do peito sabem disso, nos fazer felizes, somos os filhos do Nation (casa noturna do final dos anos 80 em SP).

Fomos a um clubinho, chamado Soixante (Le soixante), no centro de Bruxelas, o Soixante fica na rue du Marche au Charbon, e nessa noite estava tocando um Dj chamado Smith Davis (que nome engraçado pois não sei qual o primeiro nome). O DJ e a pouca frequência- infelizmente, faziam o lugar. Eu não sei se ele era o residente do lugar ou não, mas o set dele era muito bom, porque me fez dançar e ficar feliz com a qualidade da música.
E também porque o lugar era minúsculo, mas muito mais aconchegante, hoje em dia as festas estão tão comerciais, lugares grandes, sem personalidade, frios...não gosto, sou a eterna "clubber", e serei uma vovó clubber.

Tive o privilégio de conhecê-lo e ele estará tocando no Superclub em Amsterdam
www.superclub.com, nessa próxima sexta-feira, talvez vá talvez não, espero que sim.

Soixante significa sessenta em francês pra quem não sabe, e mais hilário que eu nasci num ano que gosto muito 1960. E acho inclusive que é um número muito harmônico e também está ficando lá pra trás, hehehe, mas é bem.
E aconselho se você gosta de uma pista low profile, um DJ bacana e de bom gosto, e tiver indo pra Bruxelas, porque não....só não aconselho um bar brasileiro exatamente na frente do 60, chamado Canoa Quebrada...demos uma passada lá como warming up, mas pra mim foi definitivamente uma Canoa furada.

Sunday, February 18, 2007

E dá-lhe metadon(a)....que droga!


Estou em processo de desintoxicação. Estava(?) completamente drogada e viciada numa relação altamente destrutiva que chegou ao fim. Mas a relação chega ao fim, mas o vício continua. E como em qualquer vício sem a droga, o processo de purificação e desintoxicação é altamente frustrante e agonizante.

E assim estou passando por diferentes fases, aliás estou na fase 1. Fiquei algumas semanas no final do ano passado sem a droga, estava super confiante e pensava comigo mesmo, agora eu vou pra frente. Mas tive uma recaída absurda na primeira intempérie (havia conhecido um outro maluco e mantido contato por email por um mês, até o distinto achar que não combináva-mos) e também por se tratar de uma época do ano altamente perigosa, o mês de dezembro, o mês da harmonia familiar, do encontro, da "felicidade", o mês de pouca luminosidade aqui na Holanda...a droga me procurou neste exato momento de depressão e eu não resisti.

Pra quem já ouviu falar de metadon(a), a droga que tenta substituir a heroína para os viciados, uma das poucas drogas que nunca quis experimentar em toda a minha vida, pelo caráter assustadoramente viciante, hoje em dia temos também o crack, a internet, o chocolate, a comida, etc.
Agora estou a procura do meu próprio "metadon"...encontrar com amigos, ir a festas e também voltei a praticar recentemente o budismo pra me abrir os olhos, definitivamente, e tentar me direcionar a uma vida mais construtiva e menos destrutiva, tudo pra mim é metadon porisso que considero fase 1, até o dia que não irei mais precisar de metadon, esse é o meu objetivo, mas vamos por partes.

Lembro que após ler o livro da "Cristiane F." Fiquei interessada no uso dessa droga, eu que sempre tive interesse por esses assuntos, mas algo me fez e me protegeu a me afastar desse tipo de coisa. Mas ao longo dos anos descobri que não se precisa usar drogas convencionais para ser ou estar viciado. Meu exemplo de relacionamente altamente contaminado, concretiza isso, e essa também não foi a primeira "droga" que apareceu em minha vida.

A droga a qual estou viciada é muito poderosa, ela vem não em forma de pó, ou de líquido, ou de pílula, ou é especificamente um elemento químico viciante. É em forma de amor, e produzia tantos as endorfinas necessárias pra minha 'felicidade momentânea", como a adrenalina para me estimular a uma vida que sempre procuro, àvessa a rotina, a chatice do dia a dia, a realidade martirizante das mil pedras no caminho (por dia), era uma relação simbiótica, onde duas partes tanto causavam a felicidade ao próximo como infelicidade até se tornar uma guerra fria.

Imagino agora a vida de Elizabeth Taylor e Richard Burton...., como pessoas públicas que eram, e os infindáveis escândalos que rodeavam a vida do casal. Naquela época, as notícias privadas não eram tão acessíveis como as de hoje em dia. E acredito que a relação deles, assim como muitas outras porém anônimas passam e passaram pelo mesmo processo, o processo de desintoxicação e o processo que estou (tentando) passar agora.

Sei que estou ainda no início, num início que terá certamente uma continuação, acredito que nessas horas, o tempo sempre trabalha em nosso favor.
Mas por ter experiência de vida tenho fé que chegará o dia, que tudo fará parte do passado...

Mas por enquanto só posso dizer cuidado:

- Diga não às drogas!,,, Ou procure seu próprio metadon.

Tuesday, February 13, 2007

Bitter moon "The Oscar goes to Mimi"...mortos


Barbaridade, falamos muito no rincão de onde vim no Rio Grande do Sul, tchê. E agora digo em alto e bom tom. Mas bá! Recebi uma carta - email hoje que enfatiza o que vou decorrer aqui.


Por fatos da vida, aliás vida pessoal, sacal, real, me confronto com um filme que pra mim foi uma surpresa, acho que de 1994 ou seria 96? O filme "Bitter moon" que em português do Brasil foi traduzido "Lua de Fel".

Fã de Roman Polanski eu fiquei com o "Bebê de Rosemary"...outro triller que me deu calafrios.

Bitter moon é mais light, parece um filminho desses tipos comédia romântica da época, e você não dá nada por ele, só sabe que foi feito por Polanski, mas não é, porque começa com um boring cruzeiro marítimo de um casal inglês, altamente boring (Hugh Grant e Kristen Scott-Thomas), indo de Istambul até a India.


A esfuziante beleza inocente de "Emannuelle Seigner"(Mimi), uma das protagonistas do filme me fizeram na época me sentir uma bruxa velha, que rosto francês, que corpo francês, que francês francês, só aquela dança moderna achei uma canastrice, mas como um todo, ele foi um dos filmes que me deixaram na memória, e que agora me reavivam a memória, porque quase tive uma "Bitter moon" por mim mesma, Peter Coyote o "Oscar" tinha o papel principal, aliás que nome tem esse rapaz Peter Coyote, eu trocaria de nome.


Depois do inicinho romântico do filme, meigo e sensual - aliás sexual, começaram as pedras no caminho, e assim acontecem em muitas relações, você até sabe que os parceiros não combinam 100%, mas muitas relações começam em pleno estado da "Fome" (como falamos no Budismo de Nitiren Daishonin), Nitiren parece não combinar com o tema do filme, mas combina com a vida, e a vida é cheia de percalços, mesmo no amor. Ela a personagem bem novinha dançarina, cheia de sonhos, ele escritor americano fracassado (sem inspiração)...gastando os centavinhos em Paris...


Pessoas que um dia se amaram e dividiram os mesmos lençóis e outras coisitas más, podem ter um final assim como o do filme......lençóis de sangue.


Bitter moon pra mim, é uma guerra peculiar que se vê todos os dias, aliás muitos não vêem, a violência não física, não aquela violência de deixar olho rouxo, mas a violência psicológica, mental. A manipulação perante o outro, dominação, e as diferentes fases de uma relação destrutiva. "Por que você me faz sofrer seu cachorro?" - "Porque eu amo você mas eu sou sádico, sua cadela"...o mesmo texto, mas em outras palavras da Blitz: "Você não soube me amar" e merece morrer...se eu não consigo ser feliz, você também não cretina"...ai.....ui.....cut!


E fica um disse me disse, "é ela..."foi ela que começou"....e por ai vai. E o mundo de fora, fica sem saber em quem acreditar, e na verdade eles nem querem acreditar nessas "Estórias de Amor", porque cada um cuida do seu próprio pudim, e às vezes muito mal também, ninguém sabe de mais nada, quem é mocinho e o bandido hoje em dia, só em filme é legal porque o sangue é de mentirinha.


Conclusão, "Bitter moon" um filme que me fez pensar, pela minha própria experiência pessoal, até onde vai uma "relação doentia" fadada ao fracasso de ambos, a destruição mútua ou até a morte..


Penso logo existo, e percebo e ainda tiro conclusões. A resposta seria nesse caso seria muito discernimento da realidade, aprender a conhecer seus próprios limites e depois impô-los, e claro com uma pitada bem grande de dignidade.

Saturday, February 10, 2007

Coisas esquisitas que eu gosto


Só pra mostrar pra quem não conhece.
Quem sabe tem alguém que se interesse.
Desde minhas descobertas via amiguinho do peito, anfitrião ***** KK de Guglielmo, me apaixonei por Mark Ryder e também por Terry Richardson, aliás não sosseguei até comprar o livro do fofo 'Terry World'. Eu que fui criada na religião católica apostólica romana, cala-te boca, faria aquelas fotinhos sem problema de modelo e até trabalhar como relógio trabalharia

http://http://www.pileup.com/babyart/_top.htm.
Mas vale a pena, se você é uma pessoa curiosa como eu, e não gosta do banal, e só boceja pro banal. Esta é a minha arte e talvez a sua.

Ladies and gentlemen com vocês Trevor Brown. Checkthisout!

A volta dos que não foram....e noite de esperas.


Pensei que ia desistir, mais uma vez, pensei que as forças malévolas me fariam desistir de continuar a escrever por aqui.
Mas parei por uns tempos, e apesar de que não tenha feito nada de especial, o que não preciso basta ter minha cabeça, e dou volta ao mundo em um dia.
Culturalmente a minha vida está pra lá de pobre.
Até no Festival de cinema de Roterdã eu fui, e não pude pelo meu schedule, assistir a nenhum filme.
Me restou comparecer numa festa com a minha amiga de balada - eta palavra ingrata, Malu.
Foi engraçado saber que para entrar na festa seria preciso ter um ticket qualquer do filme, e lá fomos nós "catar" alguém que nos desse os tais ingressos. Mas deu certo, e me senti uma estudante, me descolando, uma anônima feliz com seus 15 minutos de fama, feliz por suas travessuras.

Para entrar na tal festa, tínhamos que esperar as pessoas sairem do filme, era um local bacana com um bar enorme, e também um club....aliás Roterdã me lembra São Paulo, só lembra....mas não é.

Depois da espera, pelo amor de Deus como é chato esperar. Tivemos que esperar a disco abrir....esperamos e entramos.
O lugar era legal, deu até pra dançar no palco e se mostrar...só faltava alguém querer ver.
Tipo da coisa que me dano aqui na Holanda, o povo não paquera, não olha, não dá passagem, e nem te vê...como se você fosse transparente, invisível.

Essa minha invisibilidade, já entrou no meu cotidiano. Hoje em dia, até sei porque sorrio pouco e sou até deprimida. É porque estava acostumada com a atenção e indiscrição do Brasil. Aqui tanto faz como você se veste, os diferentes não causam nenhuma comoção. Parece que são até obrigados em aparecer, em ser assim...diferentes, fazem parte do circo, do carnaval de máscaras, da água e morna que é a Holanda.

Na volta de Roterdã para Leiden, mais uma espera de uma hora...pelo trem. Pelo amor de Deus, como odeio esperar, num lugar sujo, sem ter onde sentar e o que é o pior das punições, sem poder fumar. Aliás podia, mas lá fora na estação no frio, e era uma daquelas noites frias brrrrr e gélidas, o único consolo, um gatinho de capuz, que mesmo encoberto nas jaquetas, etc meu raio-x não me engana. 100% colírio Moura Brasil e posteriormente até minha amiga Malu concordou. No trem ele nem nos deu bola, ficou no seu MP3/celular...ouvindo música/passando sms's...e nós, transparentes.

Sobrevivemos as esperas, a gelada do garoto nas balzaquianas plus, pegamos um táxi pra casa. E nada como chegar em casa, tirar a meleca da cara, tirar as botas e se juntar ao melhor companheiro de todas as horas, Morfeu.

Bem-vinda ao por acaso BBT.