Saturday, February 26, 2011

Anne Frank


Pela quinta vez fui na Casa de Anne Frank, parece exagero, mas não é...dessa vez minha visita foi pra lá de  especial, porque este é o novo interesse de minha filha Dominique, e estou pela primeira vez contente com o extra interesse pelo diário de Anne e tudo o mais ao redor que ela está tendo, pois também li quando adolescente o diário em português, reli anos mais tarde, e faço questão de levar amigos, judeus ou não à histórica casa museu.  Mal sabia eu que anos depois estaria vivendo no mesmo país onde ela viveu e agora que aqui vivo, me sinto mais do que nunca fazendo parte da triste história de Anne Frank, mas orgulhosa de seu legado à humanidade, gerações, após gerações.

Na verdade, esse interesse de Dominique vai além do interesse que tive quando jovenzinha, beira à obsessão...se persistir por um ano ou mais (começou meados do ano passado), será oficialmente atribuído como obsessão, mas desta vez considero uma obsessão positiva.

Os autistas possuem obsessões, e Anne Frank e tudo em torno da vida dela, é o que povoa a ficção e realidade dos dias de Dominique, tudo no momento é sobre Anne Frank, o visual de Anne, o sorriso, o cabelo, todas suas fotos e de sua linda irmã Margot, o diário em si, campos de concentração, pensamentos de adolescentes que tinha, conhece todas as datas históricas, nomes das pessoas da casa e como passavam o tempo, quando ela nasceu, onde nasceu, quando morreu, que livros e revistas que lia, tudo que está no diário, a Dominique sabe, e não se cansa de repetir: Anne is mooi, hè? Margot is ook mooi, hè? (A Anne é bonita, né? A Margot, também é bonita, né?)

Vê filmes no Youtube, os revê, tem DVD's...tem o diário em si, um outro livro ilustrativo, um poster  com portraits em pretoXbranco de quando ela tinha 11 anos, e mais outras coisas que não me recordo.


Recentemente ganhou um diário 'de verdade' feito a mão da professora e começou a escrever no mesmo...ela já teve alguns (até com chave), mas nunca sabia o que fazer com eles, e não estava ainda preparada na disciplina de escrever num diário. No momento estou encorajando-a à esse caminho, escrever tudo o que se passa na cabeça dela, e também as experiências de seu dia na escola, na manége, e com o pouco convívio social que tem, o irmão, os coleguinhas na van da escola, na escola, os poucos que se comunicam com ela, os professores, o pai, os avós, eu, a 'moça' das terças-feiras (Ellen)..., os amigos do irmão, porque Dominique tem pouquíssimas amigas.

Sinceramente essa é a mais proveitosa e mais educativa obsessão até agora, antigamente eram os Teletubbies (Lala = vestida de amarelo) quando bebê, passou pra Calimero (pintinho da tv italiano preto com casca de ovo de chapéu), depois as princesas da Disney, depois as barulhentas Totally Spies (série de televisão), depois as fadas italianas com super poderes de Winx Club, tv também, depois het Huis Anubis (série da Tv Holandesa, livros e filmes), Amnika (cavalo branco em uma manége, outra série de Tv)...e agora Anne Frank...finalmente um livro, e ainda por cima escrito por uma menina que eu sempre admirei, e marcou muito minha juventude, além do detalhe que Anne era geminiana (12 de junho) e queria ser jornalista e escritora, assim como eu aos 12 anos, queria ser jornalista e escritora de contos.

Férias na Holanda, crocusvakantie (férias dos brotos), uma semana inteirinha sem escola, e meu filho foi pra Heerlen, fronteira da Holanda com Alemanha com o pai e sua família num hotel com jacuzzi, piscina, sauna, e voltou a tempo de nos acompanhar ao passeio em Amsterdã e finalmente pode Dominique estar no mesmo lugar onde ela viveu escondida por mais de dois anos, era uma promessa que fiz, vou te levar no museu.


Dia cinza,, lá fomos nós  3 de trem, e como as crianças quase não pegam  trem, foi um passeio bem divertido, felizmente não choveu, mas o dia estava  deveras cinzento (típico holandês) de muita neblina, com os vidros sujos das janelas do trem, foi impossível apreciar a paisagem lá fora, e mesmo se estivessem limpos...tanto faz porque estar dentro de um trem, possui sua magia, principalmente  quando não é rotina..., e o trem vem de Roterdã, passa por Haia, pára em Leiden, depois no Aeroporto de Schiphol e tem a estação final em Amsterdã. A viagem dura cerca de 35 minutos e quando se está acompanhado, é sempre bem rápido, normalmente as pessoas lêem no trem, e é tudo muito silencioso, cortando o silêncio apenas com o maquinista anunciando o nome da parada em holandês e em inglês, ao mesmo tempo que o visor digital anuncia o destino, nesse caso "Amsterdam CS" Centraal Station (estação central).


O "Museu Anne Frank" é o museu mais visitado de Amsterdã  e estava lotado, a fila é sempre longa, mas hoje em dia se tem a possibilidade de comprar o ticket online, mas como não tenho impressora, de nada adiantou, mas pra falar a verdade, eu gosto de ficar na fila, e ver aqueles estrangeiros todos, observar seus rostos, diante da experiência e expectativa de ir visitar o Museu pela primeira vez, e como a fila anda, não há necessidade de pressa..,Vimos calmamente todos os vídeos e visitamos todas as salas,  sem correria e afobação, contudo essa foi a vez que vi o museu mais lotado, dando um certo ar de claustrofobia bem desagradável e realista à visita.

Cada vez eu descubro novidades e detalhes, desta vez podemos no final participar virtualmente remetendo um email ou fazer um vídeo pra colocar uma folha na Castanheira de Anne, capítulo a parte...a árvore é virtual, e era a árvore que Anne via pela janela quando ia no sótão, onde as janelas não eram fechadas por negras cortinas, durante o dia no cativeiro. Essa mesma árvore, criou polêmica tempos atrás, porque diziam que estava doente, e a prefeitura queria podá-la, moradores não queriam...e entre incansáveis discussões, foruns, leis contras e à favor, corta não corta...tá doente, o que fazer? Decidiram felizmente que a castanheira deveria permanecer, só que uma forte tempestade (storm) fez com que a mesma NUM BELO DIA por causa da ventania, tombasse e assim..depois de 160 anos de vida, veja o vídeo:

Aqui fragmento em português e inglês do diário sobre esse momento dela com a castanheira, não tenho como conter as lágrimas quando leio.

“Quase todas as manhãs eu subo ao sótão para soprar o ar pesado dos meus pulmões e, do meu local favorito, eu olho o céu azul e a castanheira, em cujos galhos pequenas gotas de chuva brilham, parecendo prata, e olho também as gaivotas e outros pássaros que deslizam ao vento. Enquanto isso existir, eu penso, e eu estiver viva para apreciar este brilho do sol, este céu sem nuvens, enquanto isso existir, eu não posso ser infeliz.”  (Nearly every morning I go to the attic to blow the stuffy air out of my lungs, from my favorite spot on the floor I look up at the blue sky and the bare chestnut tree, on whose branches little raindrops shine, appearing like silver, and at the seagulls and other birds as they glide on the wind. As long as this exists, I thought, and I may live to see it, this sunshine, the cloudless skies, while this lasts I cannot be unhappy.) – Diário de Anne Frank (Anne Frank Diary).




Atualmente a 'Casa de Anne Frank' abriga não somente o fato histórico como esconderijo dessas famílias na época do holocausto, mas também como fundação virou símbolo contra a discriminação, a opressão, e preconceitos de todas as formas.


Aqui neste link qualquer um pode participar simbolicamente à favor da vida, da liberdade de expressão, da compreensão e convívio em paz entre seus semelhantes, deixando uma folha na castanheira interativa de Anne.


O que mais acrescentar? Nada, apenas que eu sempre fico comovida...pela morte prematura da Anne. Mas ao mesmo tempo, sua morte jamais foi e terá sido em vão, sua vida pode ter sido curta, mas é e sempre será imortal , através de sua grande obra, seu diário, desse grande tesouro  deixado à todos nós e às futuras gerações.
















Friday, February 25, 2011

Laberinto de la soledad



"Una declaracion porque, hay un poema que dice: Amo y Odio, porque no lo se pero lo siento y me torturo, en efecto el amor es una pasion misteriosa hecha de opuestos, deceo y temor, ternura y celos, ferozidad y caricias, egoismo y desinteres, ustedes van a oir y leer una declaracion de amor."

Octavio Paz

...e virou Porto Alegre




"Se não fosse José Marcelino de Figueiredo, talvez este texto estivesse sendo escrito não em Porto Alegre, mas no Porto dos Casais. E, se não fossem os casais, talvez esta coluna fosse produzida no Porto do Dorneles. E se Jerônimo de Ornelas não tivesse vindo da ilha da Madeira, certamente vocês estariam lendo um material produzido no Porto de Viamão. Afinal esta coluna é escrita em Porto Alegre, a capital dos gaúchos, que passou por outros três nomes antes de chegar ao atual.

O primeiro nome dado à região atualmente ocupada por Porto Alegre foi o de Porto de Viamão, ainda no século XVIII. Nessa época, ainda não havia um núcleo urbano, e os estancieiros da região usavam o Guaíba como meio de comunicação com Rio Grande e Rio Pardo. A região, conhecida como campos de Viamão, ainda era um distrito de Laguna (na atual Santa Catarina). O porto, por decorrência, era o Porto de Viamão.

Em 1740, entretanto, o porto passaria a ter outro nome. A área onde está a atual Porto Alegre foi concedida como sesmaria a Jerônimo de Ornelas Meneses de Vasconcelos, português nascido na ilha da Madeira. E o Porto passou a ser conhecido como Porto do Dorneles. Segundo o historiador Walter Spalding, o Porto propriamente dito ficava na foz de um riacho, onde atualmente fica a Ponte de Pedra do Largo dos Açorianos.


Esse nome, entretanto, teria vida curta. Em 1752 começaram a chegar, ao Rio Grande do Sul, os primeiros casais vindos das ilhas dos Açores. O governo português pretendia, ao incentivar a imigração desses casais, resolver dois problemas. O primeiro era o das ilhas dos Açores - que estavam superpovoadas. O segundo era o da ocupação do solo na extremidade sul do território brasileiro, uma zona considerada vital por se tratar do ponto de encontro entre os domínios portugueses e espanhóis na América do Sul.

Inicialmente foram acomodados na região do Porto do Dorneles sessenta casais. E esse núcleo de população, que deu origem a Porto Alegre, passou a servir como uma espécie de ponto de apoio para os novos casais imigrantes que chegavam, e que seguiam para outras partes do Rio Grande. E, é claro, em função dos casais, o Porto que era do Dorneles virou dos Casais.

O pequeno povoado ia se desenvolvendo bem. Mas, em 1763, uma guerra traria sua grande chance de crescimento. Os espanhóis invadiram a vila de Rio Grande, então capital do Rio Grande. E a sede da capital foi transferida para Viamão, pertinho do Porto dos Casais.

Dez anos depois, com o desenvolvimento do Porto e a sua óbvia posição estratégica nas margens do Guaíba, o então governador da Província, José Marcelino de Figueiredo, decidiu transferir a capital de Viamão para o Porto dos Casais. E, simultaneamente, mudou o nome de Porto dos Casais para Porto Alegre.

Por que escolheu esse nome? Ninguém sabe. Gostava dele, provavelmente, e lhe lembrava alguma das várias localidades portuguesas que trazem Porto Alegre no nome: Santana de Porto Alegre, na Ilha Terceira? Portalegre, no Alto Alentejo? Esse é um mistério que não será respondido. Mas o que se sabe é que o então governador não era homem de pulso fraco, e quando estava decidido a fazer algo, não havia quem o segurasse.

(texto de Lígia Gomes Carneiro)

Quando a vida silencia


Administrar a vida? Normalmente é uma BALANÇA de pesos e medidas, dificilmente se encontra o eixo de equilíbro total. Ninguém pode negar isso, só nega quem não presta atenção à sua própria vida, quem vive em constante estado de maya...sedado, com a cabeça debaixo da terra 'sobrevivendo', horas vivendo...que não sabe que a morte é implacável, e veio pra ceifar vidas. Quem viver, verá! O momento de silêncio.

E é triste, é duro, é momento que uns choram de um lado, e outros riem, dão gargalhadas, mas todos fazem parte de um mesmo 'Baile de máscaras', no final...o que restará, será o mesmo silêncio.

A vida não precisa explicação, de modo algum, é só se manter 'busy'...e seria muito fácil se estivéssemos sempre busy, ocupados com nossa própria vida, mas a vida em si, não é nossa própria vida somente, é a vida dos outros que nos envolvemos através dos anos, o nosso círculo, o círculo mais próximo, e o mais próximo do mais próximo, envolvendo pessoas no nosso passado e presente, que voltam e vêm, que estão ali, e não estão mais, mas aparecem de vez em quando. Negar o nosso passado, é negar nossa própria vida.


A vida não pode e nem deve ser banalizada, individualizada como numa sentença no presente do indicativo, a vida é convívio, mesmo no pensamento, mesmo à distância, mesmo no silêncio das relações familiares, de amizade, e outras...mesmo na maneira talvez injusta da distância entre pessoas, no condicional, na conjunção 'se'...


A única garantia, é que seguiremos no futuro, aqui ou acolá, sobreviveremos, viveremos e ninguém entrega os pontos assim na maior, não, covarde...ninguém quer ser. Covardia é uma palavra non grata.
Desistir de tudo? não...temos amor a vida, sabemos que ela é bela demais, pra nos ser tomada assim, amamos estar aqui, e vivê-la em sua plenitude, esse é o ideal de cada ser, mas não temos o poder sob a vida dos outros, principalmente por aqueles que nos são mais gratos, filhos, pais, amados amigos, conhecidos e por ai vai.

Do pouco que conheci, conheci muito do nome, do que eu ouvi dizer da pessoa, do que ouvi falar da pessoa, mas não a pessoa em si.

Queria homenagear uma menina, chamada Greta...que se foi, e não pude ter o privilégio, a honra de ter batido um papo com ela, de tê-la conhecido melhor, pois a vi pela primeira vez, na barriga da sua mãe na pista de dança do Nation e aquela imagem, de uma mãe jovem, nunca me saiu da cabeça, e estará pra sempre enquanto tiver discernimento e sanidade.

Estou triste, uma tristeza frustrante...aquela vida lá, não existe mais, aquela vida que estava dentro daquela barriga, que nasceu, cresceu e virou uma linda e desesperada mulher.
A mãe dela, uma maluca como eu, deve estar arrasada, deve estar se debatendo...essa mãe deve estar busy agora, e que esteja, e que esteja pra sobreviver.

Esse momento de dor, da morte implacável...vai cessar um dia, agora é tudo luto pra todos que conheceram a Greta.
Estamos pois de luto pela Greta que faleceu domingo passado 20 de fevereiro de 2011 em Campos do Jordão.
Esteja onde estiver querida, que seu espírito esteja em paz, e encontre a luz!
Agora simplesmente: Silêncio.


Sunday, February 20, 2011

É bom voltar


Estive longe desse blog, pois achava que as coisas que fazia não eram lá dignas de vir aqui e 'me abrir' como um pára-quedas, e não só porque sou viciada e adoro o Facebook. À quem iria interessar? Continuo adorando o Facebook, e tenho contato diário com pessoas ótimas, amigos próximos e distantes, brasileiros e estrangeiros, e também as pessoas me passam uma parcela do mundo delas,  e compartilhamos normalmente a mesma linha de pensamento, as músicas, arte, cotidiano em larga escala e veloz, e assim os dias vão se passando, mais leve.

Acontece, que eu gosto de escrever, e estava escrevendo no blog do Facebook de vez em quando, mas aqui parece que é mais o meu cantinho que lá, e que as postagens ficam mais ordenadas e arquivadas, e não se perdem na poeira, e a minha intenção não é ter platéia, é escrever por escrever, por necessidade de me expressar, de mostrar ao mundo aquilo que quero e gosto, que necessito.

Há muitas postagens em rascunho,  nunca as postei; algumas de minha mudança de casa, depois de 14 anos, da experiência de pegar uma casa no zero (zero mesmo) e forrá-la praticamente toda, e deixar com aquela sensação de wow quando se vê o quanto progredi com essa mudança, pelo esforço próprio e paciência, quanta paz que isso me trouxe, junto com J., não consegui escrever nada sobre a morte de dois irmãos no período de um mês no ano passado, da mudança de minha filha que virou mulherzinha também ano passado, causando sérios transtornos de ordem psicológica e biológica, mudou de escola e fez um musical que eu chorei na escola anterior, das visitas que recebi, das fotos que tirei, dos vídeos que fiz, das poucas mas boas festas que fui, dos muitos filmes que vi, das alunas de yoga que tenho e me inspiram, dos poucos livros que li, infelizmente, das muitas músicas novas que ouvi (sempre) e sets de DJ's amigos e desconhecidos. De amigos novos que ganhei, de alguns que se afastaram (vida corrida, pra todos).

E de muitas imagens na internet, que colecionei, como essa que postei, porque imagens dizem muito, e o que eu quero passar agora é isso: pode começar a chover lá fora, nevar, seja o que for, mas aqui dentro do meu lar, do meu cantinho está bem quente e aconchegante e tudo está perfeitamente bem, assim como é.

É bom estar de volta, à casa.



Anos atrás tive uma visita de uma jornalista da revista Marie Claire clique aqui do Brasil em São Paulo. Ela veio ao meu apartamento pra fazer uma entrevista comigo, o ensaio de fotos fora feito  numa outra ocasião no belíssimo local da Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, o vestido de gala era da Escola de Divinos, e na parte dos seios tinha duas luvas longas preenchidas como se tivessem agarrando e segurando os meus seios, hilário...sempre era difícil escolher a roupa pra sair em revistas, porque normalmente eles queriam a Bebete performática, e se a gente já se confunde com o 'com que roupa eu vou'...imagina pra fotos, que te eternizam (nos arquivos), digamos assim.

A mulher chegou na minha casa e eu já soubera por antemão que ela tinha um fraco por bebidas alcóolicas, e que era pra me cuidar (como assim?...), resolvi fazer uma 'brincadeirinha'.. Como todas as entrevistas que dei, com exceção à meus amigos jornalistas, sempre me armava psicologicamente pois sentia que 'racinha' (sempre com uma certa alta auto-confiança) parecia querer me tombar, não entendiam de 'clubber, cena club, e porque chamávamos tanta atenção). Mas como sempre fui eu mesma, criava muitas vezes um laço com a pessoa, pois sabia que não tinha nada a perder, era paciente, além de não esconder, passava uma imagem do MUNDO DA NOITE, e assim a entrevista fluia mais, e muitas vezes passava quem era a Bebete como pessoa, e não só como personagem da noite, e assim o respeito e admiração mútua se firmara, com a exceção de uma única entrevista de uma 'certa revista' que eu não vou citar, que me causou muita dor de cabeça.

Pergunta vem, pergunta vai...ela acabou observando meu pé, e como uma vidente disse: no futuro você terá problemas nos pés, tem que começar a cuidar agora, parar de usar sapatos apertados e altos. Eu disse: é impossível eu não usar ...Tacones Lejanos (Almodóvar - 1991), imagina, parar assim, e usar sandália de Fulô.
Após incialmente ela dizer um "não" à bebida (nem precisei insistir muito),  sorveu até a última gota das minhas duas únicas garrafas de whisky (do bom, né?) e passou a tarde inteira e parte da  noite comigo, completamente bêbada, servi o restante que tinha de cognac, licores, e sei lá mais o que, e meu bar ficou zerado, não era lá muito de beber, já tinha os bares no meu clube, então aquele bar era mais pra inglês ver (não irlandês como a repórter).


Enfim, quando a última gota se foi.. (cogitei até sair pra comprar vinho).e já estava bem escuro, consegui finalmente que a criatura se dirigisse à porta de saída, depois de muitos olhares (quando ela vai tomar simancol??) do meu partner na época o Walter Hormann. Meses depois a revista saiu nas bancas, e gostei do resultado, tanto da foto quanto da entrevista 'família' pra revista.

Passaram-se os anos, e percebi que a broaca tinha razão. Ano passado tive uma cirurgia na planta do pé, algo havia se instalado no meu pé, me causando dores, só podia sair de casar com duas faixas de "band aid" por cima da outra pra amortecer o impacto contra o chão.
Problema resolvido, anestesia local, hospital, médico e enfermeiros simpáticos, fiquei uns dias de molho (em plena fase de mudança e reforma de casa nova) me sentindo a própria Frida Khalo, tomada por dores e com a impotência de depender dos outros, o que mais repudio.

Como algo assim, superficialmente pequeno pode causar tanta dor, mas a Reflexologia podálica explica. Minha professora de hatha yoga é formada em reflexologia (podular) pra complementar a especialização como instrutora de yoga.
O pé é um caso sério, e cada probleminha que temos nele, afeta nossos chacras (regiões do corpo, como órgãos, ossos, músculos, e sei lá mais o que...anatomia não é o meu forte.

Sapatos lindos de salto, high heels, sky high heels, acho muito lindo de olhar hoje em dia, e usar em casa, pra fazer fotos, etc e tal, ir ali de bicicleta e voltar em poucos instantes...mas como não tenho nem carro, nem motorista, numa ocasião especial era obrigada, mas sempre levava na bolsa uma versão mais baixa e confortável, e altamente estilosa, pois qual a mulher que não é doida por sapatos? Mesmo que seja pra olhar pra coleção de vez em quando, e suspirar. Parece que sapato nunca é demais, essa obsessão é ilimitada, mas pra mim tem seus dias contados, em nome dos meus santos pés.

Agora chegou o momento certo, de não comprar mais saltos, estou novamente com outro problema na sola do pé, ao lado do 'alien' anterior...e já recebi uma receita de meu médico para uma visita a um podólogo. Vamos ver o que esse professional vai me falar e como ele resolverá esse problema, com mais uma faquinha, é óbvio.

A tal jornalista, por ser uma pessoa mais velha e, portanto, mais experiente não era profeta coisa nenhuma, ela só tinha noções de reflexologia, nada mais, e tirando as conclusões de que eu como 'dama da noite' sempre usava saltos, dos mais absurdos tipos, cores, formas, havia sacrificado a juventude do meu pé, que sustenta toda a estrutura do meu corpo, e talvez esse, por tantas danças aqui e acolá, movimentos bruscos, se tornara extremamente vulnerável, porque sempre tive a energia de uma garota de 20 anos, mas nosso corpo sofre com os anos, nada a fazer, senão respeitá-lo e ter todo cuidado essencial para a saúde do mesmo, quem sabe assim um dia não percorro o Caminho de Santiago de Compostela (que está na minha bucket list) como peregrina e não de maca.




Saturday, February 19, 2011

Jardim de Luxemburgo, na próxima viagem à Paris vou lá.

Conversation in de Jardin du Luxenbourg (Vittorio Matteo Corcus - XIX century)

Comptine D'un Autre été L'après-midi - Yann Tiersen



Não consigo enjoar, mas às vezes eu ouço até enjoar...ai dou um tempo.

Stencils (syndrome)


Para quem achava que era doidinha por stencil, eles aqui me deixam no chinelo.

Hildur Guðnadóttir - Erupting Light

Mont Blanc


Ai vai a dica, dentre coisinhas que amo.caneta Montblanc Virginia Woolf, nunca tive uma Mont Blanc, mas nunca é tarde pra pedir pro Universo, né? Escrever com estilo é bem diferente.
                                       Evening at home Edward John Poynter (UK 1836 - 1919)

Longe demais

Às vezes vou longe demais, sou tão certinha, tão correta, quero ser sábia, ser boa amiga, ser boa mãe, aceitar todas as intempéries sem ficar reclamando e continuar acreditando que faço parte da 'consciência' pra acordar o mundo, e sair do "Underworld", do lodo limpinha, bonitinha e bem aprumada, sem nenhuma negatividade, arrependimentos, sem nenhuma poeirinha.

Peles, sou contra...(apesar de achar casacos de peles lindos), eta contradição. 
Homofobia, abaixo...vamos nos mover.
Paz no mundo, é um pensamento sempre nobre, mas é só ouvir e ler as notícias do planeta. Parece que o mundo nunca teve paz, é guerra por todo lado desde que o mundo é mundo.

Acordar pensando em deixar de fumar, não comer mais carne, ser menos consumista, virar zen, me melhorar, beber mais água. Faça-me o favor, a quem estou tentando enganar?

Tentativas muitas vezes frustradas, o mundo não é como a gente quer, porque nem AINDA somos exatamente como queremos, a vida é um processo, o auto-conhecimento é um trabalho árduo, cheio de confrontos com nossa natureza, boa, má, neutra., humanidade anda lado à lado com a imperfeição.

Somos contraditórios, inacabados.
E eu mais do que nunca sou uma pessoa em constante mutação, transformação.
Vou pra cama no casulo e acordo borboleta,
Pregamos a paz, liberdade de expressão, mente aberta, mas temos todos os tipos de inimigos ocultos ao redor, e o nosso maior inimigo, nossa mente povoada por fracassos, frustrações, a mente "underworld" lutando com a mente "Monte Olimpo" digamos assim.
Apesar de saber que os deuses da mitologia grega estavam muito distantes da perfeição, eram tão imperfeitos quanto os mortais.

Eu sou apenas eu,  levantar 'bandeiras' o tempo todo, além de frustrante é cansativo não condiz com a realidade. Às vezes precisamos gritar: Para...chega, não, me deixa, deixa ser quem sou, esse diálogo vem de dentro da nossa cabeça, da minha, digamos, construíndo assim uma outra guerra interna, e não a paz de aceitar que as pessoas vão continuar invejosas, continuar armadas, críticas, negativas, egoístas, individualistas, tiranas, preconceituosas, esnobes,  e se a natureza delas é assim, não nos resta nada a fazer, apenas que sigamos  nossos caminhos, cada um da melhor forma possível. Combinado? Ninguém muda ninguém, ninguém melhora ninguém, somente nós podemos tentar chegar a ser quem queremos ser um dia, e ter em mente um ideal.

Esse seria um apelo. Não quero viver outra vida, quero viver a minha...conseguir levantar todo dia, unhas pintadas (nem sempre), usar meu batom escândalo (seja quase a ser parte de mim), me cuidar, cuidar da casa, aflorar minha criatividade incessante que muitas vezes fica no limbo, estagnada pelo dia-à-dia no "Exílio" da alma no underworld (de alguns dias). Ter mais energia pra fazer as minhas obrigações e me concentrar na minha 'felicidade' que compreende, fazer as grandes e pequenas coisas que adoro e que nem tão adoro mas devem ser feitas e pronto, sem precisar de dramas e reclamações, ou culpar as circunstâncias.

O tempo de hibernação está chegando ao fim, o inverno tem seus dias contados. E apesar de gostar das 4 estações, eu não aguento mais o inverno e o peso desses dias cinzas e frios, e da vida confinada a prédios quentes, casas artificialmente quentes, lugares fechados.

Quero que 2011 comece verdadeiramente pra mim, quero ainda muito de 2011...estudar, fazer cursos, viver mais fora de casa, reciclar mais minhas idéias, dar mais tarefas e responsabilidades pras crianças que estão ficando cada dia maiores, mais ainda muito dependentes de mim, quero a libertação, e não quero ouvir de mim que não vou conseguir, por causa das circunstâncias. Isso é desculpa.

Estou indo longe demais, e quero ficar por aqui...estabeleci um esqueminha que dei o nome de "Martha Stewart" (de sobrevivência na prisão). Se é pra ficar na prisão, na gaiola, que essa gaiola seja limpinha, que as receitas sejam apetitodas, que os guardanapos sejam festivos, os trabalhos manuais criativos, que as unhas estejam bem cuidadas, e que use esse tal  batom maravilhoso, que os drinks e coquetéis sejam saborosos, que eu mexa mais meu corpo, mesmo dançando sozinha, que faça experimentos com minha própria cabeleira branca, que continue fazendo vídeos, tirando fotos, escrevendo com caneta e papel, que páre de comprar sapato de salto (tenho demais e não uso), que encontre meus amigos de vez em quando pra dar boas risadas, que continue  interessada por moda, arte, cinema, encontros, viagens, vida zen, jardinagem, design, decoração, flores, livros, melhorar o mundo e talvez até ache o trabalho de meus sonhos, por que não? Que me concentre em escrever mais (passatempo preferido depois de ler, ou vice-versa) e até comece uma arte marcial, que adoro, o Kung Fu, ou seria um curso de línguas, ou seria correr uma maratona, ou seria me disciplinar pra caminhar uma hora por dia, trabalho voluntário sem precisar dizer: "Olha, estou fazendo trabalho voluntário, olha como sou legal".

Longe demais, não me interessa no momento. Eu sei que a mente vai e vem à todo instante, que assim como me sinto bem, posso me sentir mal. E não há muito a fazer a não ser me concentrar nas coisas que sei que são boas e funcionam, sem parar de mentir pra mim mesma.
Quero estar presente e criar, me re-inventar sempre.

O primeiro passo já dei há muito tempo, só resta continuar caminhando.




Friday, February 18, 2011

philip glass: glassworks

finalmente, à Parri

Voilá...
A França me encanta, e Paris é a cidade pra cosmopolitas como eu, que adoram o velho mundo...pra quem ama e já conhece, dispensa apresentações, mas cada um tem a sua Paris.
Todos nós que amamos a França e Paris, nos sentimos um pouco franceses, e mesmo aqueles que tem sonhos de cruzar os mares, e se deixar encantar por esse país tão rico e diversificado...e nunca o fizeram, um sonho...é sempre um sonho, e pode se tornar real...é só fazer um esforcinho.

A surpresa foi que eu ganhei uma viagem dos meus sonhos de meu namorado, em comemoração a um ano de namoro e ao "Valentine's day" (dia dos namorados por aqui).

J. sabia do meu desejo de ter uns dias 'românticos' à Parri (pra ele era comer sardinha no pão baguette num parque), pra mim era estar lá, simplesmente, com a pessoa certa, nem que fosse uma vez na vida... poucos homens gostam, de realizar as fantasias das mulheres, porque nessa minha vida de muitos namorados, nenhum teve a sensibilidade de realizar esse sonho, me levar pra dias 'românticos em Paris', romantismo à la 'les amants du pont Neuf' (filme com a Juliette Binoche de 1991)...digamos assim, o romantismo na cabeça da gente, caminhadas de mãos dadas, sem pressa, sem planos, aproveitar o momento presente, sem 'vida social, sem obrigações.
E lá fomos nós,...com pouco tempo, pois é incrivelmente difícil e complicado deixar as crianças mesmo por alguns dias, mas não importa...o importante era respirar o ar parisiense, sorver a cultura maravilhosa da França de Napoleão, Voltaire, Baudelaire, Nouvelle Vague, Brigit Bardot, Catherine Deneuve, Isabelle Hupert, Juliet Binoche, Audrey Tatou, Gabrielle Coco Chanel, Christian Dior, Lanvin, Hermés, Balmain, YSL, Cartier, Montblanc, Edit Piaf, Charles Aznavour, Sartre e Simone de Beauvoir, Antoine Saint Exupéry, Balzac, família Eiffel, Matisse, Degas, Renoir, Vincent van Gogh (que morou em Paris numa pensão), os museus...os cafés e terraços, os crepes, souflés, queijos, croissants au chocolat, vinhos, champagne, os jardins et les places, o rio Sena e seus batteux, fruit de mer a atmosfera que envolve a cidade do país da Igualdade Liberdade e Fraternidade, do iluminismo, das cabeças decepadas pela Maria Antonieta e seus espíritos de Alan Kardec rolando no ar, dos queijos nossos de cada dia, do idioma mais incrível do mundo de se ouvir na minha opinião, o idioma francês.

Tenho alguns amigos que vivem por lá, mas não falei pra ninguém pois o clima era como diz meu querido Pliniô, de "pombinhos". Apenas pra ele eu avisei: "se tiveres um tempinho" vamos tomar qualquer coisa e bater um papinho, mas infelizmente num misto de alegria, contentamento (por eu estar chegando) e tristeza, palavras do mesmo, ele estaria de partida pra Berlim no dia que estaríamos chegando, sniff sniff...c'est la vie.

Num dos dias, de volta ao hotel à noite, descemos pro bar pra beber alguma coisa, e fui fumar lá fora...quando retorno novamente passo na recepção: percebo um mural de recados: Madame Bordá (colis)....blábláblá.

Bom né, perguntei pro recepcionista...já sabendo que a única madame Bordá, era eu...mas nunca se sabe, já que esse nome vem do lado francês da família do meu avô paterno, vai saber, têm vários Bordas pela área e ainda no hotel Ibis Porte D'Italie que é grande.Mas era pra mim...um pacote cheio de presentes maravilhoso, recadinhos, chazinhos, sais de banho, doce de leite, livro, cartão de visita com clips personificado, pano de prato com bordas de crochê feitos pela vizinha da avó que ainda é viva, e caixinhas de 'after morning' candies de menta, hehehe...de Pliniô, mon ami que sempre cuidadosamente havia me remetido pelo correio pra casa nova na Holanda, mas por um erro de um algarismo, ao invés de 103 (número de minha casa nova), ele colocou 102...e o pacote havia retornado infelizmente à seu endereço na França.


Atenciosamente, Plínio antes de partir havia encarregado alguém de ir até ao hotel, e entregar o pacote 'surreal'...ou ele mesmo deu um jeitinho de me fazer essa surpresa, porque temos uma 'estória' que daria um bom enredo de curta metragem, daria sim.

Eu nem ousei ir até o apartamento do hotel pra abrir, as pessoas ao redor estavam curiosas. Acho que pensaram...essa mulher vem passar 3 dias e ganha presente.

Incrível...quer coisa melhor do que receber um PACOTÃO, cheio de coisinhas ma-ra-vi-lho-sas? e ainda por cima em Paris? já não bastava o romantismo todo da viagem a dois? De ir ao Montmartre (que pra mim foi a primeira vez) ser paquerada por dois bofes "bonsoir madam", blablabla assim em plena luz do dia.. e ir na Sacre Coeur, bem na hora da missa de domingo...onde pude acender 4 velas, uma pro meu pai, outra pra minha mãe que era fervorozamente católica apostólica romana, e outra pros meus dois falecidos irmãos 'Beto e Getúlio', e ver as freiras naqueles hábitos incríveis à moda antiga, longos em preto e branco? Ver um ônibus de turismo com o nome da minha filha 'Dominique nique nique'...

Bom, as surpresas ainda continuaram e 'antiga' Bebete Indarte, como não aguenta... 'decadence avec elegance'...foi dar pelos lados da Maison Chanel na "Avenue Montaigne'...fora que estão construíndo uma loja GIGANTESCA no outro lado da rua, e assim serão duas Chanels na mesma avenida...como dizia o Mauro Borges, Chanel é soberana, Chanel vai inspirar, Chanel é soberana...Chanel vai governá(r)...áááá...

As vitrines cada uma mais linda do que a outra, criativas e maravilhosas, com as novas coleções de primavera 2011...dar uma olhadinha na Paris limpíssima é ainda melhor, a limpeza e coleta do lixo é feita todos os dias, ou seja, 7 dias por semana, e os desempregados a longo tempo, são 'obrigados' a deixar toda a "Rive Gauche + Rive Droite" nos trincos...(hmm acho que outras capitais européias deviam seguir o exemplo).

Eis que de repente, não mais que de repente, continuamente, 'batendo' uma foto de J., vejo passar por mim um rapaz vestido elegantemente com um terno moderno, corte impecável, uma echarpe encantadora discreta, enrolada no pescoço meio dandy, um óculos com uma armação carregada (exatamente parecido com armação do Tom Ford e Marc Jacobs que vi e quero pra mim, dando um caráter refinado, moderno e pessoal, típico de 'míopes' e ceguinhos como eu. Já que temos que usar 'óculos' que armação não nos use.


Ele parou, olhou pra mim...reconheci imediatamente aquele 'rosto' familiar.

ele me olhou nos olhos e disse:

- Bebete ( Indarte) sobrenome incluído? você aqui?...

Era Ricardo Costa, o 'fazedor' de chapéus, acessórios...da 'tchurma' de São Paulo, dos meus anos de Glória Massivesca, AZE 70 (Amostra Grátis) depois Latino, Latino Itinerante blablablá...no quarteirão Alameda Itu/ rua da Consolação, 'amigo' de Facebook daqueles ainda não viciados.



Criatura.. eu disse, não acredito...só podia ser nessa 'neighbourhood'...encontrar um brasileiro, e ainda por cima conhecido e tres chic. Imediatamente já saímos tricotando quando eu ouço uma das pérolas mais lindas, a que mais amo e sei que nunca foi nem será em vão.

Nossa, você ainda lembra de mim? indaguei.. puxa vida...(assim 'parando tudo no trottoir'...).

- Claro que lembro, como não vou lembrar de uma pessoa que fez a mim e a muitos felizes.





Pois é, com uma declaração dessas, não tem como não me sentir de 'volta pro lar', numa esquina (não) qualquer de Paris...fiz as apresentações de R.C. ao J), e saímos na mesma direção à Champs Élysées, batendo um papinho naquela tarde agradável da viagem, tricotamos sobre várias coisas mundanas e sérias, como 'só brasileiro' (dá licença), sabe fazer, sobre moda, morar na Europa, trabalho, criação um pouco de gossip e impressões, sobre o Mubarak acho eu, kkk







Ricardo fez um 'chapeau' pra mim na época da minha loja Amostra Grátis (no bar AZE 70), que eu vou te contar, ele devia ter seus 20 anos na época, e já era centrado, criativo, ousado...(cópia de uma foto polaroid anexa), com esse mesmo chapéu Mário Mendes fez uma entrevista com moi na revista Elle, página inteira de foto, entrevista...o chapéu andou e rodopiou.
Nos despedimos depois do tricot, crochet...e do borda-do todo.


A viagem se seguiu como eu queria, bem no clima de Valse d'Amelie, La Bohéme, La vie rose...companhia de J. agradabilíssima, encontros e desencontros, cansaço (porque a idade pega)...música, arte, história, l'amour...e assim foi um excelente presente de "Valentine's", e me pergunto será que agora não crio vergonha na cara e aprendo o idioma de vez, e sigo o meu sonho de aprender a tocar um instrumento de lambuja?




Nunca é tarde pra nada, disso eu sei...a hora a gente que faz, não é mesmo?

Mas 'tudo' sempre acontece na hora certa, no momento certo, disso eu tenho certeza.