Monday, December 8, 2014

Uma escada para o céu vai dar no inferno



Na vida, eu achava que tinha que começar de baixo pra cima, (no trabalho por exemplo, nem se falava em carreira), assim como eram nos 'estudos' dentro de escolas/escolas faculdades, mestrados, doutourados as pós graduações, na altura também, me via crescendo e ficava contente com cada avanço milimétrico. De um bebê dependente, virei essa marmanja que vos fala, 1,65 cm, estatura mediana, e agora fica se alargando, mas ao mesmo tempo se expandindo como pessoa, o conhecimento geral e também o autoconhecimento.

Eu achava que era assim, até 'praticamente chegar lá no alto', eu sempre lia essas coisas de CHEGAR LÁ, ouvia as canções, acreditava nelas.
As pessoas ao meu redor falavam, um dia chego lá, me aguarde (você que está lá,  eu também estarei), e essas baboseiras que a gente sempre inventa, de ouvir os outros, e ir atrás, achando que sabe das coisas, que eles sabem das coisas (pertinentes à nós) melhor que nós, quando em muitos casos eles nem sabem deles.



Já comentei em algum lugar, que tinha um  querido amigo que vivia falando isso, aquilo não me irritava tanto mas me incomodava, pois eu achei que o lá dele era Londres, e ele realmente foi morar em Londres, e voltou para o Brasil, para morrer.
Ele sempre foi grande, mas se fazia pequeno, porque queria galgar um tal 'sucesso' futuro, que obviamente nunca chegou.

Nunca me saiu da cabeça essas palavras dele, eu sentia uma profunda tristeza quando pensava nele, depois da sua morte, uma pessoa tão sociável quanto ou até mais que eu, sempre rodeado de beleza, de amigos, de festas, de família, morava com a mãe e irmãs num grande apartamento no centro de São Paulo e morador de Londres, um Londoner.

Ai eu cheguei no tal 'lá' curti, mas não gostei...e resolvi mudar, sair, descer (?), porque o  em cima continuou, naquele topo, na mesma lenga lenga lenga, de me fazer acreditar que você pertence a um grupo de pessoas, que você usa as mesmas roupas, ouve as mesmas músicas, dá as mesmas risadas, e se faz importante, protegido por elas, elas estarão lá sempre pra te aparar se você cair,
Acontece também que todos somos sós.
E eu sou como uma ave migratória, preciso me alimentar em outras latitudes e altitudes para sobreviver, e vôo é solitário.


Nessa mudança radical, eu descobri que uma escada para o céu vai dar no inferno: que na verdade nem existe descida,, descida foi parada, planos de mudança, medo do futuro, medo da solidão, medo do sucesso, saco cheio de ter que sempre agradar àqueles que me empurraram para um lugar que eu sempre quis estar mas não era "mais" o meu, parada, eu sou uma pessoa de movimento.

Nesta busca do céu, eu achava que iria encontrar o paraíso, duas pessoas, dois amantes vivendo juntos, filhos, uma casinha, um ninho, um pequeno jardim. promessas eternas, pra viver mesmo como as pessoas 'normais' o fazem, até descobrir que na vida não tem essa de descer e subir, a vida, a carreira, os trabalhos, os relacionamentos, nada disso é numa ESCADA, e essas pessoas ditas como 'normais' que eu tentei ser sei lá porque cargas d'água, realmente não me interessam, não me dizem absolutamente NADA, nem existem.

Tentei porque também tentei acreditar que faria parte de um mundo de faz de conta, esses livros que a gente lê, de contos da carochinha na infância e não entende muito bem, vê uma fada boazinha, o bem contra o mal, as trevas e a luz, a princesa boa, e a bruxa má o happy end. E quem quer se dar mal, sendo bruxa má? Ninguém.

Sorte que na minha infância eu li muitas fábulas também, muitas mesmo, que exemplificam melhor, todas de Esopo eu conheço e outras estórias que apareciam na minha mão, cheias de MORAL da estória, que nem sempre eu entendia, pois muitas pareciam injustas, mas não me colocavam medo e nem me impunham a ser uma princesa loira que merecia um príncipe num cavalo branco. Descobri porém desde cedo, que existe dois mundos distintos, a realidade e o faz de conta, a dualidade, e praticamente um não existe sem o outro, e para 'ser feliz' precisamos transitar entre os dois como se passássemos por muros transparentes, casas sem paredes, como se tivéssemos asas e muitos pós de pirlimpimpins para nos tirar de situações desagradáveis, precisamos passar pelo inferno.
Só que não me contaram que ninguém passa ileso pelo inferno. Se sai de lá, como se fosse um Hércules, qual o próximo trabalho?

Dizem por ai que toda criança é um artista, e também acredito nisso, apenas acredito também, que muitas escolas ensinam 'coisas erradas' para essas crianças, há pais ocupados, medrosos, recalcados, frustrados com suas próprias vidas, e passam isso achando que terão um dia uma recompensa de sei lá de quê. Por pouco fui assim, apesar de não ter frustrações como pessoa nesse sentindo, realizei coisas, fiz sempre o que achei que deveria ter feito, e sou grata por isso, por seguir o meu coração, e a minha mente inquieta, e como mãe já ter tido os filhos que tenho é a recompensa. O pote de ouro é meu e ninguém me tira.
Eu sou ainda uma menina, pequena e melancólica, apesar de ser uma adulta sorridente. Descobri na minha vida adulta que a vida em si é preciosa e estava à minha frente quando criança e jovem, e agora eu estou na vida e ela em mim. No way out? Ainda não, espero...ainda quero ver meus filhos bem, eu bem, para continuar passando por todos os abalos sísmicos desta minha plena vida.

Viver é pra brilhar, gente é pra brilhar (como diz a canção), é pra dançar, é pra sair pelada na chuva, pra gritar, é pra respeitar o outro, aceitar, estender a mão, criar, viver intensamente, mas isso não quer dizer que o mundo é assim, problemas são pra serem resolvidos, desafios temos todos os dias. Há forças que só seguem a realidade, e outras que as negam. Não, as duas forças são necessárias para o bem viver. Essa é a fórmula.
Realmente para chegar no céu é preciso passar pelo tal inferno, e não há problemas com isso, pois se a base é forte, sempre encontraremos forças que se sobrepujarão à todo mal, pois é tudo mesclado, uma ilusão.

Pois dica de 'moi' para o mundo que me lê, seja sempre GRANDE, sonhe grande, sonhe alto, voe, viaje, pense GRANDE, não seja tão realista, racional, dê com a cabeça na parede, seja impulsivo de vez em quando, eu fui radical porque minha intuição disse pra eu ser assim, eu fui e quando às vezes tento pensar que agi errado me dou por conta que não, estou exatamente lá, onde devia estar, onde queria estar, apenas não sabia que o lá era aqui, e que o aqui seria ASSIM como é.

Uma das coisas que ajuda muito é ser organizado, planeje seu futuro (na sua cabeça), faça planos, viva o momento, eu por exemplo desde que sai da COVA, nunca mais voltei, tirei o que não me servia mais, dei coisas, me desfiz, comecei de novo, sempre começo de novo, todo dia é um novo dia.

Eu penso grande, até assusto os outros que estão lá no ponto morto, eu tento ficar em ponto morto, mas minha cabeça não quer, não faz parte de minha personalidade. Não me preocupo se o que eu penso é um LUGAR distante, ou algo que queira atingir, inatingível para muitos.
Eu confio, o maior compromisso que tenho nessa vida, é ser fiel à mim, é não mentir pra mim, é não travar uma batalha constante que me atormentará, pois como muitos sabem, a mente, mente.
A minha mente é uma coisa de louco (a nossa), o que eu acho ótimo, contanto que não seja insana, como já aconteceu, quando tudo lá dentro, fica pequeno, sombrio, frio. No inferno é frio, e o gelo queima.

Eu medito pra parte mentirosa e sabotadora, da minha mente me deixar em paz. Nesses últimos tempos tenho estado com  com dores no corpo, eu somatizo, (devido as circunstâncias familiares, quase 17 anos com filhos em casa todos os dias, e agora sem nenhum, como lidar, como me auto ajudar?), como 'processar' essa tristeza, e transformar o veneno em remédio? Como dizem no budismo. Eu pego devagar, respiro fundo, às vezes nem dá, já que (temporariamente não posso sentar no chão), eu sento numa cadeira, e fico lá dentro 5 e 10 minutos, nem queiram imaginar o que se passa nela, e de repente parece que eu VENÇO a minha mente, parece que eu deixo de existir.

Se você se sentir atormentado, triste, sem saída, tente fazer o mesmo, encontre o seu jeito! Se afaste da situação que lhe incomoda, se afaste da mente preocupada, dos afazeres diários, crie, pense que o mundo é muito mais colorido, muito mais feliz, muito mais completo, e o universo é perfeito, ele não está em nenhum lugar, nós somos o universo.
Há muito tempo que estou onde queria chegar. (Bebete Indarte - 28/5/2013)

É uma libertação. É também uma batalha incrível como se o troféu da vitória fosse estar flutuando no espaço, sem gravidade, totalmente sozinho, sem ser solitário, e no calor vendo aquelas luzes ao longe e se sentir completo e também por ai transitar em diferentes mundos, voando, pulando, flutuando, num mundo sem portas, sem janelas, sem passaportes, sem chão, sem limites, sem bagagens, sem escadas sem céus nem infernos.


Wednesday, November 26, 2014

Mamãe não sabe tudo



- Quanto tempo eu vou ficar lá? Ela me perguntou.

- A princípio 3 meses, respondi...mas na sexta (feira) eu vou te buscar, e se você não gostar é só me ligar que eu vou te buscar imediatamente, eu ligo pro seu pai, pegamos o carro, e vamos.
(Já tinha feito com antecedência uma agenda de endereços de A-Z dessas de capa dura mesmo, bonitinha...para anotar meu telefone celular, o fixo de casa, do irmão, do celular do pai, da casa do pai, avô...etc. Ela não tem celular, não sabe usar smartphone.) Talvez aprenda lá, um mais simples.

Depois se tudo der certo, você ficará por mais 3 meses ou prorrogados por mais 6 meses (nem usei a palavra prorrogação nem avaliação), e você ficará lá, mas em outro prédio, ou talvez teremos que procurar outro lugar pra você (se não tiver vaga), ou talvez você voltará para casa, ou vai morar lá de vez, e se não der pra morar lá será em outro lugar semelhante (não usei o termo semelhante), ou talvez uma semana em casa, outra em outro lugar. Não se preocupe, vai dar tudo certo! E blablabla...
falei demais, expliquei demais, compliquei demais.

E engulo em seco o choro porque era já a segunda, ou seria a terceira vez que ela me fazia a mesma pergunta e a insensata aqui deveria ter respondido de uma maneira mais simples, com mais clareza para realmente informar por A + B, que ela ficará a partir dessa data (24/11/2014) morando lá (temporariamente), por 3 meses, portanto, até 24 de fevereiro. E em 24 de fevereiro será marcado com todos os assistentes, médico, auxiliares, pedagogos, para uma avaliação desses três meses.
Uma das especialistas tinha feito um calendário NOVEMBRO/DEZEMBRO - para informá-la das diversas atividades nestes dois meses. Infelizmente ela não olha (esquece) não sente necessidade, não há propósito, não há interesse, cada vez mais confinada na própria mente em ebulição, cada vez mais confusa com tudo e com todos ao redor.

A resposta que eu gostaria de ter dado, seria: EU NÃO SEI, o que vai acontecer com o seu futuro, mamãe não sabe tudo.
Se dependesse de mim, você não iria, se dependesse de mim, você nem seria autista, nem estaria passando por essa fase horrível da adolescência, você não sofreria como você sofre, você teria muitas amigas, estaria saíndo agora, indo pra balada, e eu estaria me preocupando no horário que você voltasse pra casa, no telefone desligado se você se atrasasse. Ou talvez você tivesse um namorado, e algo mais íntimo estaria começando entre vocês, e a mãe te levaria no médico para pedir uma pílula, essa mesmo que você toma agora, mas porque é para regular o seu ciclo menstrual que é muito longo e muito intenso, e você entenderia o porquê de tomar uma pílula anticoncepcional. E você teria na escola, aulas sobre sexualidade para jovens, workshops, palestras.
Ou talvez você fosse como eu, nessa idade...nada de namorados, feminista, gostaria de futebol, ia querer ser, agir que nem os meninos, usaria seu cérebro mais do que maquiagens ou unicórnios cor de rosa. (Esse que você ganhou de seu único amigo, Jeroen)...ou seria uma menina dessas bem chatas, más.
Unicórnio que ganhou do Jeroen (único amigo)

Mas você não é uma menina 'normal', nem anormal...você apenas é um doce de criatura, que eles chamam de autista, e além de tudo, tem uma 'capacidade intelectual limitada', que te faz você não ver a maldade nas pessoas, você não manipula, você é quem é, e antigamente mesmo com tudo isso, você sorria e muito. Agora você chora do nada...e eu pergunto o que foi? E você diz, NADA. porque não sabe expressar o que você está sentindo, essa prisão que é o seu corpo.

E isso me corta o coração. Mas como eu sou que nem você, eu sou feliz, pois você mesmo assim, sendo quem você é, você me dá muitas alegrias, sempre deu, desde o dia em que você nasceu, o meu primeiro bebê, depois veio o 'Broertje" (Maninho), mas você sempre será meu primeiro bebê.

No mancebo (kapstok) do hall de entrada (onde se colocam os casacos, chapéus, cachecóis), o primeiro gancho é sempre pra ela, que religiosamente chega da escola, tira o casaco, o cachecol e os sapatos, entra na sala e coloca a mochila da escola na mesma cadeira, perto da cozinha (pois lá estão o tupperware do lunchbox, da fruta...alguma coisa feita na escola, uma carta, um trabalho manual), a chave dela de ursinho da KLM (quando a tia Joyce ainda trabalhava na KLM, a madrinha dela no Brasil, grande amiga que esteve presente no parto aqui na Holanda), naquele dia lindo de sol, 19 de maio de 1998. Demorou, mas ela aprendeu a abrir a porta de casa, o problema era teria que virar a chave para a esquerda, ou para a direita. Por ela, eu nunca dava duas voltas, pra facilitar, porque duas voltas complicava demais. Ela já entrava em pânico no início com uma.

Tudo era tão lindo anos atrás, eu era a grávida mais feliz desse mundo, a futura mãe cheia de sonhos, esperanças afinal pelo teste já sabia que realizaria o sonho de ter uma menina, uma amiga futura talvez...como tentava ser de minha mãe. O principal era que fosse saudável...e lá nasceu você, com todos os dedinhos, 2 olhos, um nariz, duas pernas...etc, magrinha mas perfeita.

Depois de colocar o casaco e a mochila, religiosamente também vai ao lavabo, treinada desde os 8 anos quando deixou as fraldas à noite..., em determinados momentos, incontinência urinária chama-se, o cérebro manda o sinal tarde? A parte do cérebro que funciona de outra maneira...mas o treino deu certo, apesar da pergunta ser diária, ano após ano. E às vezes nem preciso mais perguntar, ela vai por si, naqueles momentos ao toilete, pela manhã, na escola (uma ou duas vezes), ao chegar em casa, mais uma vez (antes/depois do jantar), e antes de dormir. Lavou as mãos? Aquelas perguntas de mãe.

Daqui por diante, aquele gancho será preenchido por mais um dos meus tantos casacos, os mínimos detalhes de educação de uma criança especial, que não é mais uma criancinha, mas continua a agir como uma criança, e até diferente de uma criança. O silêncio que vai imperar nessa casa, não o silêncio pela falta de música, mas aqueles ruídos de sempre, alguém chegando...que ultimamente eram cada vez menos, sobrara apenas os ruídos dos passos na escada, os 'tiques' no quarto, os pulos (lá em cima tem carpete)...o barulho debaixo do chuveiro...as raríssimas aparições no andar de baixo.
Essa casa enorme...vazia, comigo, mudança, ninguém mais pra cuidar, pra dizer...o jantar está servido, lava as mãos, bom apetite em português e holandês!
Antigamente meditávamos. Mas Dimitri se foi para o pai, de vez em quando aparece...e a casa se enche de sol, apesar dele não largar o iPhone...a presença dele enche o ambiente de calor. Ano passado o convívio estava insuportável, o menino estava indo muito mal na escola, o estresse com a irmã, ela não suportava a presença dele. E ele se enfiava mais ainda nos jogos do computador. A escolha de Sofia. Escolhi ela, ela sempre foi minha prioridade número um, e ele coitado, no segundo lugar.


Não perguntarei mais: como foi na escola hoje? Tentando pescar alguma frase. No que ela muitas vezes (nos últimos tempos respondia: leuk (legal). E tudo era 'leuk', mesmo que não era 'leuk'. A pressa para retornar à seu refúgio, o quarto, 2 garfadas na comida, prato na pia da cozinha...e ciao!
Não curtia mais nada,  eram fugas, agressões, gritos, isolamento.
Imagina o ano inteiro trancada no quarto depois da escola, se não fosse Tamara (assistente) vir 2 vezes por semana, por 2 horas, ela nem veria a cor de uma folha de árvore. Mas amigos (as) ninguém, ano após ano...solitária na rotina, estática, aliás no retrocesso.

Gostaria de não chorar, de ser forte e pensar, preciso confiar que tudo será para o bem dela, que tudo vai 'continuar bem' como era antigamente e até melhor. Quando ela mesmo com todos os impecilhos intelectuais/hormonais, era uma criança muito alegre, daquelas que vê o copo sempre cheio.

- Wat een mooie dag. (Que dia lindo).
E eu olhava pra fora e via aquele cinza holandês. Eu era feliz e não sabia...normalmente eu sempre sei se sou, ou não.

Me abasteço de lenços de papel do supermercado Albert heijn, (zakdoekjes) 4 camadas de mentol...
Embora sabendo de todas as vantagens, a manteiga derretida aqui não consegue fechar a torneira.
Se choro pelo drama alheio, como não chorar pelo meu próprio? Como não me emocionar, mesmo sabendo que a razão diz, isso é fase, vai passar, será melhor. Confie.

Ah! Como seria mais fácil se eu ainda fumasse, ou se fosse chegada num álcool, ou usasse uma droga qualquer que me levasse para o Nepal, Katmandu, nas montanhas do Himalaia, numa casinha com alguns nativos, sem comunicação verbal, assim...numa peregrinação solitária, procuraria alento, hospedagem, e a família me acolheria, me daria um canto quentinho pra dormir, me serviriam um chá, e talvez até tivesse uma comida por lá, uma sopa, um pão, para esquentar a alma e o corpo do cansaço. Poderia ir também para um lugar nos Alpes Suíços, naqueles campos floridos, com aquelas flores do campo minúsculas, aquela grama verde, aquelas roupas de propaganda de chocolate Milka...numa tarde ensolarada de verão.
Mas não, o dia "D" chegou...hoje, o dia que eu achava antigamente que seria lá depois dos anos 2020, quando eu nos altos dos meus 70 anos, mais velha e cansada, sentiria essa necessidade...

Cena em 2014 - Robin diria...

"Foi Deus quem quis ...______________________assim...

E Batman Impaciente daria uma boa de uma bofetada no menino prodígio e responderia.

E lá você é mãe pra sentir o que ela sente?


Tutto a posto. Não quero mais ser vítima. Minha história é sempre diferente.
Desde que sai de casa naquele 1979. Antes toda a família reunida, os 8 filhos, a mesma mãe e o mesmo pai. Aquele tédio gostoso do sossego na adolescência, aquela harmonia...desde que deixei aquilo, minha vida nunca mais foi como as vidas que vejo por ai, pareço que não mereço a paz por muito tempo, parece que a escola sempre vai continuar pra mim, todas as lições de casa, uma atrás da outra, Eu tinha medo de provas na escola, mesmo estando preparada, o nervosismo me carcumia, e agora todo dia é uma prova de fogo. Ah! Essa é a vida, bem sei.
Éramos três, unidos...hoje somos 3, cada num ambiente distinto. Nada a fazer, tudo melhorou desde que Dimitri foi morar no pai, digo, o nosso relacionamento, mãe e filho.


O silêncio que essa casa vai exalar, a comida só para uma pessoa depois de anos...o ritual de acordar todo o santo dia 06:45, snooze à 7, levantar, chamá-la às 7 horas.

- Está na hora!

Queres a luz acesa ou apagada?

- Acesa ou apagada. Ela respondia...às vezes acesa, às vezes apagada.

E assim era a nossa vida, poucas perguntas e respostas, mesmas perguntas e respostas, nunca era uma novidade, era tudo tão HOJE, do momento, os rituais,

Ai ela descia, a mesa do café da manhã já posta, muesli/cornflakes, pão...leite/suco, ultimamente com lactose free (sem caseína a proteína do leite). E no lunchbox: 3 fatias de pão de centeio (diferentes recheios, num saquinho pra pães), 1 fruta, 1 biscoito muesli, ou Liga, 2 pacotes de suco (cada dia um diferente para não enjoar).
O que toda mãe holandesa ou que mora na Holanda faz...fazia desde os 4 anos, praticamente a mesma coisa, mudava a fruta, o biscoito, o suquinho de pacote.
Lembre que uma vez só, coloquei um pote de geléia do nada (dentro da mochila), acho que foi a única vez que errei.


- Dormiu bem?

Ja - pronuncia-se iá. (sim).

E no final, ela escova os dentes na pia da cozinha (um jeito holandês de ser), tem 2 pias...e sentava no banquinho para esperar a van (táxi), mas antes pegava o casaco, o cachecol, calçava as botas...e dizia:

O táxi chegou. De taxi is er (mama).

Acompanhava-a até a porta, dava um beijo e dizia: Doe je best op school! (tipo faça o seu melhor hoje na escola).

E 'corria' para a janela da cozinha, e acenava, para ela, para o educado motorista.

Até mais tarde e tenha um bom dia na escola!

Até mais tarde Dominique, no fim de semana a mãe vai te buscar! Não, nesse será seu pai.
Ah! Despedidas, ser mãe é se despedir o tempo todo das fases dos filhos, e eu ainda mais pois ela já passou por tantas escolas diferentes.

Um dia talvez será tudo como era antes, ou melhor...será tudo melhor.
Lembro da música holandesa, 'Despedidas não existem'. É uma música cafoninha, acho que de um casal que tem uma filha, o pai se foi...

E é por ai, despedidas não existem, um coração de mãe não deixa. Mamãe pode não saber tudo,
mas uma coisa eu sei. Eu te amo muito doce Dominique.

Tot ziens!










Saturday, November 22, 2014

O luto eterno



Não sei se as pessoas fizeram a egípcia pra mim na rua hoje ou não me reconheceram, na verdade um 'casal' conhecido são essas pessoas, a mulher me olhou mas evitou o contato no olhar, talvez seja porque vestia PRETO da cabeça aos pés, e o chapelão meio que tapava o meu rosto parcialmente.
Talvez sim, talvez não. Eu parecia chamar atenção no meio daquela multidão do mercado de rua.
Encontrando o Luciano (conhecido) mais tarde na frente da biblioteca pública o confidenciei.
Ele como um bom louco disse que eu estava muito elegante e talvez as pessoas tenham exatamente o medo de se aproximar.
Só que eu sei que a minha elegância, nem seria por estar magra, muito pelo contrário, os 15 quilos a mais...já estão fazendo parte do meu corpo praticamente, a minha elegância era urubótica mesmo, assusta e associa à algo negativo digamos assim.

Resolvi sair de saia longa de lã (que eu comprei de segunda mão acho que por € 5 ano passado, numa 'kringloopwinkel/charity shop/brechó sem ser bonitinho). Uso muito essa saia de malha com uma pequena fenda na lateral, com sapato preto 'brogues', botas de canela e tênis... e depois aqueles casacos fluflus, nem sei o nome que nem era pra comprar, mas ano passado estava em Harlem entrei numa loja que eu adoro, e a vendedora de 16 anos estava usando um, e vendia na loja, não consegui ficar longe, é tão bom de usar quando está frio, mas não tão frio, porque dependendo do frio, depende do casaco, e de passagem tenho vários pretos, vários mesmo, de todos os tipos, modelagens, materiais, mas sempre tem os favoritos.

Esse ano vc encontra quase em qualquer esquina, digo, esses casacos peludinhos...e o meu chapeau preto (um deles), pois a coleção está aumentando, sem querer, também. Descobri aqui na Holanda que sou uma pessoa de caráter colecionador. 
Ao longo da minha vida coleciono COISAS, me desfaço, e começo a colecionar novamente...se estou com 54, acho que isso não vai acabar assim.

O visual URUBU é pra manter mesmo o povo longe (às vezes), não que seja intencional, assim só se aproxima quem realmente tiver interesse (quem vê através das aparências), é um código particular, uma maneira de comunicação, não verbal, afinal a 'moda'/roupa é uma excelente forma de expressar nossos humores, o que achamos, ou não, quem queremos na nossa vida, ou não, quem chega perto, quem fica onde está.
Claro que adoro certas padronagens e uso cores, algumas delas.

Sou 'urubu'  desde os anos 80. Um belo dia eu lembro bem, cortei o meu cabelo super curto, pintei de preto...e usava uma calça de malha (nem lembro muito bem de onde saiu, e nem usava maquiagem, não se usava calça de malha no início dos anos 80)...desde aquele momento, o preto virou uma COR QUE ME DEIXAVA MUITO FELIZ, muito mesmo, uma sensação de poder, de força.  Usar preto, não é só usar preto, querer ficar magra, ou parecer enigmática, de mal com a vida, ou sei lá o que as pessoas que não entendem esse 'statement'. É uma questão indie digamos assim, independente de qualquer coisa, de rótulos que a sociedade quer te impor. 
E cada vez mais me sinto uma pessoa 'indie', porque posso ser tudo que sempre fui, ou sou...eu.
Antigamente eu sentia uma certo desconforto em não pertencer 100% a um determinado 'grupo'. Eu gostava de determinada 'coisa', mas também gostava de outras coisas, e isso na JUVENTUDE é uma grande paranóia, pois é a fase que precisamos (pela nossa insegurança) ainda nos situar no mundo, estamos nos 'transformando' em nós mesmos, nos descobrindo.



O PRETO, usar preto, carrega em si, vários mundos, tem vários tons de preto literalmente, conforme a textura do tecido (fabric), o tipo...tem aquele preto 'russo' que a minha mãe falava, que por sinal...eu poderia usar o preto como LUTO pois hoje o mundo completa 18 anos sem a minha querida mãe, e eu acho que nunca vi a minha mãe usar preto, o preto brilhando, verniz...o preto fosco, o preto puxando pro grafite, ébano, azulado...e por ai vai...e os diferentes significados e intenções de usar preto.
O preto da viuvez e do luto, com seus simbolismos nas diferentes culturas, se aplica hoje, aniversário da morte da minha mãe, o preto da burka.

Não estou de luto pela minha mãe, acho que nunca estive, ou sempre estive.
Lembro foi a oportunidade de ver a minha mãe filha no enterro da mãe dela. Quando lá cheguei, estava minha mãe aos prantos, completamente vulnerável. "Dedeti (como era o meu apelido em 'casa') a minha mãe se foi, a minha mãezinha".) Ver a minha mãe naquele estado, me cortou mais o coração do que a morte de minha avó em si.

Pois, o interessante é que eu MORRIA de medo, que minha mãe morresse um dia, eu tinha mais medo da idéia da morte do que a morte em si. E talvez esse seja meu luto, antes do luto, sem luto. E quando ela morreu, eu estava longe e perdi o enterro (no Brasil eles enterram o morto muito rápido).
Perder a mãe, ninguém perde a mãe, também já escrevi isso.
Chorei muito, chorei o dia inteiro, enquanto o vôo para o Brasil não vinha...mas parece que lá onde 'a energia' da minha mãe está, se é que é um lugar, uma outra esfera, dimensão, pluralidade do multiverso, ela não deixa eu chorar, ela me faz sempre forte.
Talvez por eu ser mãe também, agora...e essa é a força das mães, elas sempre protegem os filhos onde quer que estejam, mesmo quando não mais
estão.
E por essas e por muitas, que uso gosto de usar preto...uma cor que conforta e colore a minha alma, 
sempre há um bom motivo para ser eu mesma. 

Saturday, March 22, 2014

From here to Eternity - HER

Ontem à noite fui assistir HER (Ela no Brasil) Uma estória de amor (Portugal). Pra variar fui sozinha, vou de bicicleta, levo meu smartphone  meus fones de ouvido e o desligo nos últimos 3 minutos, sempre tenho a companhia virtual de meus amigos no whatsapp, no Facebook, consulto o Pinterest, meu filho (whatsapp), meus exes (pai, Jurgen = amizade colorida), minha música, tudo meu...num aparelhinho acessível, assim não preciso daquele confronto de olhares na minha direção em minha paranóia: 'ela está sozinha" não tem ninguém, síndrome de Bridget Jones. Sim tenho alguns segundos de pensamentos paranóicos em público, mesmo nos altos das minhas 53 voltas em torno do sol, até ligar o botão F. Sim, eu sou uma pessoa altamente sociável, extrovertida, mas quando estou sozinha, estou sozinha e ponto final.
Sorte a minha que hoje em dia conto com excelentes companhias nos mais inusitados lugares, graças à tecnologia, e nada mal ouvir música, sou a minha melhor DJ e música pra mim é de importância máxima, afinal a vida de 'single lady" não é bolinho, é um bom de um cupcake enfeitadinho.



Já acostumei até, mas aquele zum zum zum antes que a luz se apague pode ser um desconforto torturante dependendo do meu humor, principalmente em salas pequenas, em grandes você se mimetiza com a multidão é um mero mais um, mas em pequena você fica fisicamente muito perto do 'outro".

Há 17 anos frequento as salas de cinema e cine clubes de Leiden, e sento assim...no lugar que eu quero, e lá estou eu meio que 'autista', e ao redor os outros: com seus amigos, seus companheiros, raramente vejo pessoas sozinhas, e tem a tal PAUSA, no meio do filme as luzes se acendem e lá vão as pessoas consumir: vinho/cerveja/café/chá...et cetera, ou simplesmente ir ao WC, ninguém pega o lugar de ninguém. Ontem foi engraçado quando uma mulher foi sentar à minha frente, me olhou com aquela cara de reprovação (dela), porque por mim tudo bem...eu, com fones de ouvidos amarelos, meio 'gótica' recentemente descobri que muitas pessoas me vêem como 'gótica' pelo meu amor à cor preta, mas vou direto ao ponto, antes que seja esse mais um texto de blog, inacabado. Tá certo que me interesso pela filosofia wabi-sabi da impermanência e imperfeição, mas não quero soar nonsense.
Adoro ir ao cinema (e assim muita gente da minha geração), percebo também que as salas de cinema estão mais vazias, e não espero companhia de ninguém senão todos os filmes sairiam de cartaz antes de os ver,. Acostumei e até gosto é tudo muito cômodo de bicicleta, pois sou a minha própria companhia na maior parte do tempo, coisas de vida na Holanda, e principalmente pra mim que fico 80% do meu tempo: EM CASA. Sair é o meu grito de independência, liberdade...apesar de amar muito a minha casa.


Tenho visto bons filmes nos últimos tempos, mas nenhum que me dê realmente vontade de escrever (pelo menos nesse blog). Tenho escrito 'notes' no Facebook, que também gosto muito, afinal estou 'sempre' lá, e aqui tenho vários rascunhos, nunca acho bom o suficiente, ou quando começo a escrever, confesso que perco o foco, e vou fazer outra coisa, deixando os textos inacabados. Um dia ainda faço um blog com os textos INACABADOS, ou publique um livro.

HER me transportou ao mundo do subconsciente da ânsia por um relacionamento ideal entre as pessoas, e quero exatamente escrever sobre isso, não só sobre o filme em si,  minha visão e opinião em relação sobre o momento, humanidade...tecnologia, ficção científica, a nossa essência, o meu momento, o nosso momento 2014, século XXI, computadores inteligentes, humanos, e nossos desejos mais profundos...a combinação e influência disso, afinal ainda sou uma garota séc. XX. Conheço o antes - e o depois.


Já estamos quase lá, no filme HER, ou já estamos de certa forma lá: como se fôssemos autistas, não precisamos exatamente do outro, ou a pergunta seria? Para que precisamos do outro? O outro sempre nos decepciona, precisamos do outro pra crescer, mas crescer dói, erramos, eles nos odeiam, nos reprimem, são possessivos, querem nos controlar, nos querem bonitos, jovens, magros, cordatos, inteligentes, limpos, Primeiros nos apaixonamos o layout, mas logo a paixão se esvai, o outro tem sempre problemas, defeitos, o outro morre um dia e nos deixa: sozinhos, o outro vira um esboço, um rascuno mal feito, o outro diz uma besteira imperdoável, o outro fica chato, desinteressante, aparece um outro Amor, Amizade. O outro muda de cidade, arranja um grande amor, nos deixa: sozinhos. O outro está muito feliz envolvido nos seus próprios projetos, nas suas viagens, na sua vida, não tem mais tempo para nós, nós não temos mais tempo pra eles, nossas vidas são corridas, mas quando se vê: já se passaram 53 anos. Mas o que são 53 anos comparados com a eternidade? A imensidão e a expansão do Universo? 

Estamos vivendo em um momento de relações idealizadas em nossas cabeças, queremos que o outro caibam em nossas vidas, em nossas expectativas, nos compreenda, queremos o outro com o corpo forte, saudável, sempre disposto a nos dar prazer, amizade, companheirismo, nos inspire, nos ajude, nos alegre, nos diverta, preencha aquele vazio, nos ampare na queda. Queremos que o outro não nos atrapalhe quando estamos usando a internet, lendo um livro, assistindo um filme, apreciando uma xícara de café, comendo a sobremesa favorita, escolhendo uma roupa para festa, queremos que o outro leia ou decifre nossos mais profundos desejos e pensamentos, nos aceite em nossas inseguranças, nos apoie diante de nossas frustrações. 
O queremos PRESENTE, mas não o tempo todo, queremos o outro apaixonados, assim como nos apaixonados, e só temos olhos pra eles, mas quando o queremos.
Queremos nos apaixonar, e levar essa paixão para o resto dos nossos dias, mas queremos mais do que tudo é ser feliz, é hora de acordar dessa ilusão.


Precisamos o tempo inteiro do outro; interessado em nossas descobertas, o outro girando em torno de nossa órbita evolucionária, de nosso progresso, de nossa rotina diária, queremos ligar e desligar o botão quando nos convir: do outro, porque o nosso só o fazemos ao dormirmos. Que exaustão, estamos cansados, eu estou cansada, e você já se perguntou? Já parou para pensar? Eu sim, o faço praticamente todo o dia.

Seria uma maravilha ter 'um outro" HER or HIM or even IT, uma inteligência qualquer à disposição de nossas horas, de nossa rotina, pronta só pra nós, para nos manter afastados da solidão, não pra brigar com a gente (como gente de verdade faz o tempo todo), que entende nossos problemas existenciais, 'alguém' que nos dê essa sensação de intimidade, companheirismo (meu HTC One mini?), entendimento intelectual (meus amigos whatsapp/Facebook/Vida?), calor humano (?), necessidade sexual mais evoluída (Dating sites, quando alguém gosta de você, relacionamentos que vêm e que vão), alguém que realmente se importasse com a gente (mãe/pai/familiares), nosso bem-estar (nossa própria paz), nossa evolução (sabedoria), alguém ou algo que nos desse um empurrãozinho, para realizarmos nossos sonhos (a voz interior que nos mandar ir à luta para realizar esses sonhos), fosse nosso 'agente', nosso representante, soubesse de nosso talentos, soubesse vendê-los. No caso do filme o livro de cartas do moço, publicado, que vitória, mas se não fosse: Her, lá estaria ele...naquele escritório, levando uma vida de ficção, não sendo o protagonista da própria vida. 


Ando numa fase Allan Watts. AL caiu na minha mão, 'olhos e ouvidos como por encanto. Fui aceita num grupo fechado de ZEN tempos atrás, o qual aprecio e respeito muito, todos os integrantes do grupo, não que os conheça, não que não respeite todas as pessoas que apareçam no meu caminho. Tenho assistido vários vídeos de palestras dele, meditação é...
Faço yoga há anos, medito...e meditar é...

Pertencer à esse grupo equilibra meu lado zen, wabisabi, de yogini...pois isso é meditar, e meditação é... (sinal do gongo), segundo Allan Watts, e assim nesse grupo têm seus membros, pessoas que estão em sintonia com meu momento zen, sabemos que não somos importantes, ZEN. E a importância de perceber o Zen.  
Estou nesse 'caminho' digamos há muito tempo, nem lembro quando, meu foco é ser sábia muito antes do zen, algo que aprendo todos os dias, desaprender crenças antigas que não me servem mais, ter paz, procurar a paz, a natureza, seguir a minha essência, tenho vários gurus, não os uso como gurus, pois eles mesmos sabem ou sabiam, que há diversas maneiras e momentos de atingir a LUZ. 
Sabedoria palavra máxima mas sem limites, conhecimento máximo e infinito, parar, não fazer, aceitar, ter paciência, respirar fundo, respirar, calar, ouvir, perdoar, mudar, transmutar, nascer a cada dia, agradecer por tudo, por mais um dia, ...apreciar a vida, como algo grandioso,  uma vida é nos 'dada', muitas vidas e organismos lá fora, mas muita vida dentro, da nossa inteligência, da nossa energia. Uma celebração enquanto durar, equilíbrio, zen, a dádiva de respirar. 

Quando contamos com aquela companhia, aquela inteligência, aquela apreciação, aquele ouvido sincero, aquela voz compreensiva, positiva, empática, evolutiva e sábia de nós mesmos, a consciência disso tudo, encontramos HER, HIM, ITS o outro,  e o outro somos nós e nada melhor que a nossa própria companhia.

Tchau querida!

Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as gue...