Wednesday, October 31, 2007

"Happy" HalloWEIRD!


Cortinas brancas balançando esvoaçantes, janelas abertas,venezianas em varandas de madeira que se batem, ninguém tranca a porta a chave, e que venha...meu doce vampiro, filme em preto e branco, calada da noite, onde mesmo as cidades mais agitadas adormecem, mas é nos vilarejos europeus ou nórdicos que a coisa pega fogo, digo, pega frio...um frio na espinha, um frio na alma mortal.
Alguém dormindo, um sono profundo, mas por ter comido muito leitão na noite anterior e não ter mastigado o suficiente, pesadelos entram em cena.
Nosferatu, homens e mulheres vampiros,lua cheia, lobisomens, transformações, bruxas feias com suas vassouras e narizes aduncos com verrugas na ponta, mortos vivos, corpos em decomposição,pântanos, monstros da imaginação, pavor, paralisia na fuga, morcegos, vozes e correntes sendo arrastadas no calabouço, lá fora na realidade a leve brisa na escuridão se mescla entre o nevoeiro a vaga luz e as sombras, ali perto um cemitério, uma atração inexplicável, sonambulismo, um chamado de uma cova qualquer. Almas e espíritos imaturos, não conseguem enxergar a luz do túnel da nova dimensão, estão ainda aprisionados na terra, acham que estão vivos, mas sente dor, dor de não ter um corpo, dor de não estarem mais vivos, e a única forma de amainar essa dor, é atormentar as almas vivas, pregar peças, não precisamente para o mal, mas como se sentem injustiçados, querem justiça, e se apossar novamente de um corpo, usam subterfúgios para isso, bruxas, duendes, fadas, pensamentos obscuros dos humanos, pesadelos, o tormento da alma que se funde entre mortos e vivos através do sonho, através da fantasia, ou de qualquer coisa que dê forma a seus desejos, de voltar a ter um corpo.
Bom, se fosse escrever uma estória de terror, ia morrer de fome, seria melhor ser coveira, porque dizem que ninguém volta da morte, então o trabalho de coveiro é seguro, ou é muito bom "no outro lado", ou não existe outro lado, vai saber?

Sempre adorei situações de TERROR, graças a Nosferatu, o primeiro gibi que li em preto e branco, e apesar de hoje ser Halloween - uma festa historicamente celta, mas comemorada na América no Norte, comemoro o Halloween a minha maneira, muito antes sem saber que existia, talvez porque a tia Liza (minha tia)morasse na rua do cemitério, e quando íamos aos domingos visitá-los, era uma das minhas brincadeiras favoritas, visitar o cemitério, assustar os menores, ou tentar ver algo que nunca ninguém viu, um morto levantar da tumba. Hoje moro bem perto do cemitério, e adoro os portões de caveira, de crãnio, e me lembro dum conhecido PUNK o Crânio, que depois faleceu na noite de SP, como porteiro de uma boite, foi assassinado por vingança, e já namorei o punk Morto (1 mês, mas conta), e lá em SP nos início dos 80, existia uma facção "Punk da Morte", os mais temidos, da turma do Sorveteiro..que também foi assassinado.
Decansem em paz boys!

Seria eu uma antena, que tenta captar os contatos do mundo dos mortos com o dos vivos?
Seria eu uma "medium" pra isso? Por que essas coisas me interessam desde a infância.
Adoro a Emily the strange, porque sempre gosto de coisa esquisita, não sou nenhuma fã de Marilyn Manson, gosto de coisa velha, versão velha, original.
Sou quadrada, não gosto de remakes, gosto do estralar de dedos da série "Família Adams", gosto do cabelo da Lily dos "Os monstros", outra série que adorava ver na tv, comédia de coisas macabras, dormir em caixões de defuntos ao invés de camas, dormir de dia, viver a noite.
Christofer Lee, Peter Cushing, o filme Nosferatu, Return of the living deads? Os inocentes, e muitos e muitos outros filmes de terror, de mortos, espíritos que já vi.
Anne Rice, Dracula-Bram Stokler, Zé do Caixão, ratos de porão e esgoto, punks, músicas macabras, dor e depressão, melancolia da alma, escuridão, a cor PRETA - minha favorita, terror, tormento, tormento tormento da cabeça.
Olheiras, unhas grandes, a cor VERMELHA - sangue.
Temer, quase sucumbir ao medo, mas ter prazer do medo...
Sexta feira 13, Fred Kruger (joguem pedras), Nightmare on the Elmstreet...aqueles pesadelos todos,passagens secretas, punição no purgatório, purgatório, que isso?
Cabelos longos pretos (como o meu quando eram longos), e aos 12 anos passava talco na cara pra assustar meus irmãos menores, garimpava coisas pretas, véus da minha mãe de igreja, assustava-os até um limite de voltar a si, e ver que celebrava um Halloweird num dia qualquer,no estado sub tropical que tinha inverno mais rigoroso e dava, cenário perfeito parecido com os filmes que via.
Londres e o nevoeiro, Londres é uma cidade úmida, até no caça níqueis "London Dungeon"eu já fui, só falta ir na Transilvânia, mas Pelotas é a cidade mais úmida do mundo depois de ....Londres, já dizia os Pelotenses...morei por lá, mas Porto Alegre tinha inverno, e muitos cemitérios legais. A minha vó foi enterrada naquelas caixas na parede da família dos Bordas, nas galerias de mortos, vamos respeitar os mortos.

Hoje é Halloween, e mais que comemorado, é falado...comentado, as crianças vão sair vestidas na rua, pedir balas, Dominique de bruxa, Dimitri de esqueleto com cara de monstro, e eu de longe de fantasma.
Um dia quase morri engasgada numa festa de Halloween. Heitor Werneck da Escola de Divinos havia me feito uma roupa maravilhosa, na cabeça uma peruca/chapéu longa de fitas cassetes, as fitas mesmos, vestido e espartilho (apertadíssimo preto).
Fui pra gaiola no início da noite, e como a ventilação era muito forte, eu dançava na gaiola e as fitas entraram na minha boca, eu não conseguia tirá-las, no pânico uma entrou na minha garganta, sai da gaiola passando mal, em questão de segundos estava quase sufocada, naquela roupa "inocente". Seria revolta das fitas cassetes, prevendo o futuro dos MP3's, a extinção?
Sai sã e salva de lá, e passei a noite toda longe do ventilador...acho que estavam fazendo um complo, aqueles espíritos que rondavam o Massivo, invejosos da alegria esfuziante farra dos boêmios.

É Halloween, happy Halloween à todos!Melhor Halloweird...
E agora deixa eu mudar de assunto porque a COPA DO MUNDO de 2014 será no Brasil e tem uma exposição do Andy Wahol(a) num museu em Amsterdã que não posso perder, é aniversário de 14 anos da Emily the strange, festival de cinema na cidade e bla bla bla.

Monday, October 29, 2007

She's lost...


Fui à Antuérpia, sonhei com Edimburgo, comentamos sobre Ibiza.
She's lost control again (Joy Division).

O mundo e seus lugares, suas cidades, e viajar é sempre uma fuga dos dias normais,
mesmo sendo viagens ligeirinhas de fim de semana, sem ter controle, sem rotina, ir.
E nesse finde por causa das férias escolares de outono das crianças, fui com P2 pra Antuérpia, reservei um hotel Scandic, desses **** pra homens/mulheres de negócios, mas no final de semana, tem mais hóspedes, querendo esquecer dos negócios, preços mais amenos, porque afinal em hotéis de homens de negócios, a empresa normalmente paga, depois tira do imposto, e assim o dinheiro roda...e nós pobres mortais, tiramos os centavos do próprio bolso.
Particularmente não escolhi a cidade, porque me chama a atenção, mas pelas facilidades, proximidade da Holanda, preço, e mudar um pouco o panorama.
Há vinte anos atrás conheci a cidade dos diamantes e principalmente suas cervejas com diferentes teores alcóolicos. Desta vez fui tentar relaxar, e escolhi um hotel que tivesse sauna, piscina e banheira, amo banheiras, adoro banheiras, vivo infelizmente sem banheiras, e uma delas virou meu diamante, afinal não vi diamante nenhum por lá, achei o hotel no site.aqui , onde se encontra uma promoções bem bacanas, e tendo carro facilita as coisas, pois normalmente no centro da cidades os hotéis são mais caros e já lotados e esse ficava nas proximidades do anel rodoviário de Antuérpia, mas com elétrico por perto pra ir pro centro (10 minutos).

Adoro tomar banho de "sal grosso" com espumas, limpa o vudu, falar ao telefone, pensar em nada, ler, beber na banheira, fazer um SPA a minha moda, conheço muita gente que tem banheira, mas nem tomar banho nela gosta ou arranja tempo pra relaxar, eu quando tive sempre fiz das sextas feiras, meu ritual, telefone sem fio, sal grosso, espumas e com minha própria companhia...agora tira o telefone, só a banheira e a água me basta, mas com sal, sem pimenta, nem velas preciso.

Sai comprando de antecedência, todos os apetrechos e melecas que encontrava, máscara pra rosto de lama quente, esfoliante pro corpo e outro pro rosto, caviar pra banheira - muito engraçado nem sabia que existia, e mais a "manteiga pro corpo", pedra pomme, máscara pro cabelo, óleo pro corpo, mousse, confeti de flores pra banheira, exagerei e rezei pra não pegar urticária de tanto mexer na derme. Sim, sou alvo fácil pras pequenas superficialidades da vida, a mundanidade que ninguém vê, e nem interessa, mas tudo que queria era relaxar, olhar ao redor, tentar me livrar de uma dor nas costas que apareceu desde que comecei a fazer yoga, teria dado "mal jeito" na coluna em algum exercício??? Fui a sauna turca (hamman e a infernal sauna filandesa) e depois parecia que a água da piscina estava gelada, mas sauna também me faz bem, ficar lá derretendo, limpando as impurezas do cigarro, e outras que estão dentro da gente, olhar o próprio corpo que sempre fica bonito com muito vapor ao redor.

Coincidentemente, um DJ belga conhecido meu, estava no lineup do club .cafe D'anversque não é um café viu?, fiz contato via myspace, e apareci por lá com P2.
O club era dos meus, underground, mas não podrão, com 18 anos de existência (quase: 31 outubro- parabéns pessoal), localizado bem no centro da Red light district (zona da prostituição legal, cheia de vitrines de neon, e mulheres de lingerie faturando seu pão de cada dia), e homens rondando ao redor, fazendo pesquisa de preço, corpos, à cata de um sossego pra testosterona pululante.

Já na fila, felizmente não muito grande, senti a simpatia do lugar, na entrada um carinha perguntou se eu estava na "guest list", odeio pedir pra ficar na guestlist, mas falei, não: mas o DJ Smith Davis é meu conhecido. Imediatamente ele me deu um cartão vip e não precisei pagar, já P2 pagou a quantia irrisória de 10 euros, precinho camarada comparando com o gabarito do lugar e da noite, fomos carimbados com o número 2, não me pergunte o porquê e entramos.

O lugar era enorme, mas não demais, o pé direito da pista principal era altíssimo, a acústica, qualidade de som, e ventilação PERFEITA, sai de lá sem cheiro de cigarros na roupa, e não vi ninguém derretendo.
Passando pela cortina que dava pro bar, enquanto P2 comprava cigarros(que na Bélgica são 60 centavos mais caros) na máquina avistei no escuro DJ SD, nos abraçamos na maior coincidência, e fiquei super feliz de vê-lo, pois seu set seria da 1 até às 3 da manhã, e jamais incomodo DJ na cabine.
Conversarmos em inglês, e apresentei P2 pra eles, falamos sobre Ibiza onde ele há 12 anos toca, todos os verões...e ele abismadíssimo que eu nunca fora a Ibiza, e lembrei-me do old-fashion cartão postal do meu banheiro, quem conhece sabe meu toilette sabe que coleciono cartões postais:
- If you are tired of Ibiza, you are tired of life, indeed, mas eu acho que nunca estou preparada pra ir a Ibiza, tipo de lugar que você tem de ir com amigos que adoram festas, xtc, e têm o mesmos interesses que você, fora a questão financeira de prioridades, raramente viajo a lugares assim, pra mim essa entusiasmo ficou no passado, no início dos anos 90.
Elis Gritaria, dançarina do Que fim levou Robin? dançou nesse ano na Pasha em Ibiza, contratada, ganhou bem e se divertiu. Bom, ela tá no início dos 30, dança bem, tem corpo e energia pra isso, e me contou resumidamente suas aventuras na Europa, mas como é mãe como eu, também teria que voltar pra vididinha nossa de cada dia em São Paulo, e por mais que tivesse se aventurado na Europa, morreria de saudades do filhinho no Brasil.
Para Smith a noite era bem especial, pois era inauguração também do novo conceito de luminárias do lugar desenhadas por ele, e também pelo DJ T que tem sua própria label, o alemão chucrute, DJ special guest da noite.

Dancei bastante, bebi orangina e coca cola, e fiquei observando e sentindo a vibe das viradas, e a nova música eletrônica, electro minimal house, parece uma música de metais que caem pelo céu, se batendo uns com os outros, a musicalidade é bem estranha pra ouvidos virgens, às vezes é meio acid house sem ser, um pouco techno house, sinceramente eu acho que só quem ainda sai em todos os finais de semana pode realmente decifrar os encantos dos novos beats, os produtores estão cada vez mais loucos. Eu ainda aprecio uma boa classic house music ou um techno que não seja muito hard, melodioso, música anos 80, acho que é uma questão de preferência pessoal, devoção a um DJ, meus favoritos sempre foram DJ Renato Lopes e DJ Dimitri (Amsterdã), e só os "vejo" no mySpace. P2 estava morrendo de fome, e como em lugares assim não tem comida, fomos embora às 4 da manhã tentando achar um lugar aberto pra comer, depois de dar mil voltas de carro. Achamos esses lugares que vendem Kebab e pratos árabes, mas como eu nunca confio em "churrasquinho grego", comi uma batata frita com catchup, se eu janto bem não tenho muita fome na madrugada. No centro de Antuérpia tinha muitos restaurantes, mas a maioria (dos melhores, pagáveis, comíveis) lotados. Acabamos indo num ala carte, porque sou louca por entrecote/steak/caaaaaaaaaarne bovina...mas desta vez o molho de champagnon estava melhor, o menu que escolhemos já não "tinha mais", mas não importa a carne foi a tal banheira.

Antuérpia é uma cidade de moda de rua elegante, odeio os termos tribos, mas tem pra todas, lojas, lojas e mais lojas, pra todos os gostos, bolsos, temperamentos...humores. Os belgas são muito mais fashionistas que os holandeses, aliás fora Viktor&Rolf, não conheço moda na Holanda, sim design, nisso eles aqui são bons.
Grandes labels, pequenas labels, novos fashion designers, outlets, brechós, grandes maisons, vitrines convidativas, amei.......e um dia volto, no Sale, com certeza, mas a inspiração estava em todos os lugares, e até P2 perecebeu o "corte de cabelo dos meninos belgas" divididos pro lado, batidinhos no rosto, mas mais curtos atrás, não pigmalão(Jane Fonda)...foi da estação passada, amei uma saia da loja "Who's that girl", com bordados de feltro de gato e bambi, mas o precinho de 90 euros não me animou.
Comprei a revista inglesa de música .Mojoporque queria ler um artigo sobre o filme Control, dirigido pelo fotógrafo holandês Anton Corbijn, sobre a vida breve por sinal de Ian Curtis, felizmente o filme já está em cartaz em Leiden, e tem prioridade número 1 na minha lista, amo Joy Division, amava Joy Division, New Order...and she will lost CONTROL again.
Quase nunca compro revistas sobre música, principalmente rock...mas como vinha junto o CD Cigarettes and alcohol com 15 tracks celebrando prazer da bebida e do cigarro, achei bem simbólico pelo momento que estou passando, e adorei a loja só de revistas do mundo todo, mas dei uma olhadinha na FNAC também, mas a Fnac toma tempo, so many shops so little time...

O céu estava cinza, em todo final de semana, e pra dizer a verdade algo começou a mudar dentro de mim, comecei a me deprimir, talvez porque esteja passando o que toda mulher todos os meses passa, prefiri não olhar pro céu. Um final de semana passa muito rápido, porque precisamos dormir também e esse horário de inverno europeu que começou no sábado pra domingo, me deixou um pouco tonta com tudo, ter que voltar uma hora atrás, mudar todos os relógios da casa, celular, relógio de pulso. Me dei ao luxo de ir ao toillete do Hilton Hotel em Antuérpia, sem ter cartão-chave de hóspede, mas tive sorte porque é melhor ir no WC do Hilton do que do Mac Donald's, as bundas devem ser mais sujas ou menos lavadas no Mac, e de qualquer jeito, é melhor evitar um céu cinza, mas achei o negócio dos pais de Paris Hilton tão decadente, bom era quando eu ficava em hotéis ***** na época que trabalhava em turismo, na época da gravadora Warner do Q fim, não precisava pagar, e podia mandar o room service ver.

Voltei e sonhei com Edimburgo, que estava lá na casa de meu amigo Alexandre, junto com ele, e o namorado escocês Alex, e lá estavam também pessoas de "antes", amigos, bebíamos vinho, conversávamos, estávamos juntos, e mais a turma toda da Nação, do Nation na Augusta. Um sonho muito bom, eu não queria ir embora, queria ficar por lá, e lá era Edimburgo, até meu amigo Rogério Garcia apareceu, meu amigo de tempos de Satã, Nation, Massivo, Latino...e que ficou lá, e Alexandre "meu melhor amigo" que morou em Londres, é de Jaçanã...mas hoje é um filósofo, trabalhou na chapelaria do Nation do Massivo, teve aulas particulares de holandês em SP com a dona Rachel, amigo daqueles que a gente nunca quer ficar longe, mas acontece.
Saudades da House Nation...
Saudades das pistas, dos amigos, do Ian Curtis, do Rogério do Alê.
Tira Ibiza, bota Edimburgo...um dia eu vou lá.
She's lost control again, a música, não eu, bem que eu gostaria.

Thursday, October 11, 2007

Dimitri na barriga e agora


O tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus ......faliu e ninguém lembra mais disso.




E as pessoas começam a falar do tempo (climático) 80% dos casos....vai chover, tá frio, tá calor, esqueci a minha sombrinha em casa, blá blá blá...estava nas Seleções reader's digest, que devorava na juventude, aquele leitura tão americanizada.




E estou lendo um livro que não existe o Tempo, tempo, tempo tempo de Caetano Veloso, e de toda a população do planeta, esse tempo que estamos condicionados, ontem eu fui lá, amanhã vou começar a dieta, ano que vem vou parar de fumar, e assim vamos vivendo ou no passado ou no futuro, e esquecemos o presente...o AGORA, que na verdade é só o que existe, só o que existe é o agora, pro seu próprio bem, os argumentos são ótimos, mas gostaria de saber como vou fazer, porque na teoria é uma coisa(sempre mais fácil) e na prática...é que são elas.


Tempo, não existe.


Passado, não existe,


Futuro, não existe.




Tudo que existe é o AGORA, aqui....agora, e lembram do comentador do SBT de 500 anos atrás que tentava resolver casos policiais, aqui - agora.
Seria esse meu novo mantra??? A - g o - r a. Engraçado se for ver, quando estamos teclando a palavra A G O R A, é agora, mas depois que teclou ERA o agora, mai gódi...que nem diz a Helen, amiguinha.


Pois agora eu resolvi acabar o silêncio desse blog, que ficou com teias de areias, mas como o passado não existe...e o nome desse blog é por acaso, por acaso resolvi escrever por aqui.


Estamos em 2007, outubro, mês do aniversário do meu filho Dimitri, exatamente no meio do mês, quase, porque outubro tem 31 dias, dia 15 de outubro. Lá no Brasil eles falam que é o dia do professor, e eu não aguento essa estória dia disso, dia daquilo, porque fica tudo assim, as pessos só se lembram da "criança" no dia da criança, da mulher "no dia internacional da mulher", da AIDS "no dia da Aids"..., dia das mães, pais, namorados, amigos, animais, o índio vem em último lugar...ai, que falta do que fazer, já não chega cada dia ter um santo em países católicos, e na França um queijo pra cada dia do ano - pra vender mais queijo, quem aqui conhece 365 tipos de queijos franceses?


Admito que alguns são necessários, mas tem muita bobagem embolando o meio de campo.

Bom, continuando o meu filho fará 8 anos, e como sempre terá uma festinha na escola (traktatie em holandês-pronuncia-se trataci pra quem se animar a aprender holandês), você oferece algo pros colegas e professores, e a criança de lambuja vai pra casa com uma lembrança (brinquedinhos, balas, etc)...E cada ano, lá vou eu inventar um TEMA da festa de aniversário e lembrancinhas e o que as crianças (20 no total) gostam de levar pra casa, de comer, lembrar que os muçulmanos não comem porco e derivados, então esqueça os hot-cold-dogs. Normalmente o tema é criado conforme a idade e o sexo da criança e também os interesses, porque meu filho por exemplo não se interessa por futebol - o que eu até considero uma lástima por um ângulo, já que tem mãe brasileira, e o marketing já estaria criado, e a Holanda é um país bem desenvolvido nesse esporte.


Ele gosta de armas (sim), bonecos, dinossauros, robots, transformers, e todos os legos modernos, bichos, lesmas, ratos, lagartos, aranhas, tanto faz, filmes (desenho animado), Egito, o seu Nintendo DS e seus vários jogos, e muitos e muitos cartões do pockemon. Também gosta de skate, judô, natação, bicicleta - mas isso tudo faz parte da educação básica aqui na Holanda, ano que vem penso em colocá-lo no escotismo, porque adora fazer fogo, colocou um pouco de fogo na própria cama quando descobriu a caixa de fósforos.

Meu filho é muito inteligente, não falo isso porque sou mãe coruja, quem sou eu, tenho uma filha autista fofíssima, valorizo a individualidade de cada um, mas ele se sobressai na escola em matemática por exemplo, e apesar de estar no início do grupo 4, está indo muito bem em matemática e outro detalhe, gosta. Digo isso porque sempre fui razoável em matemática, a única parte que eu gostava era trigonometria, equações de primeiro e segundo grau....pelo amor de Buda, Maomé, Cristo....longe de mim, mas ele gosta de números, é curioso ao extremo, quer saber tudo, não suporta ficar sem resposta, o que me faz bem, coloco meu cérebro a funcionar mais e quando não sei explicar como gostaria recorro aos livros, enciclopédias, internet, imagens.
Os próprios amiguinhos comentam com suas mães sobre sua inteligência, e elas por hora comentam comigo, e eu digo que ele é uma criança curiosa, sociável ao extremo, sabe o que quer
Já sabe não só como os bebês nascem, e o que ocorre biológicamente no corpo da mulher, bom eu tinha comprado esse livro antes deles nascerem.

Mas não é chato, adora dar sustos, pregar peças na irmã - pra desespero dela e meu, é terrível para comida, mas adora sal, e de vez em quando fica mau humorado.

Farei uma festa pra 12 pockemons (pocket + monsters), em casa, e o tema será "cinema", o filme a ser assistido será "Spider man 3", que o Spider man tem um rival que é o Spider man vestido de preto.


Meu filho tem roupa de Spider man, game de spider man, albúm de lembrancinhas de amigos de Spider man, livro do Sm, e outros gadgets...(pulseira, carteira, cofre, etcetera etcetera), ano passado comemoramos no maior e único museu de história natural em Leiden, outro ano foi num grande play-ground fechado, no anterior um Halloween - eu vestida de bruxa, etc...

Tenho um clássico aqui em casa, toda a criança que vem brincar, come pipoca de microondas, e nesse dia, fora o bolo, velinhas, docinhos brasileiros, terá pipoca na hora do filme - e muitas pausas (intervalos), porque meninos não conseguem ficar parados por muito tempo, sorte que se fizer bom tempo, moro na frente de uma praça e eu mesma me considero o entretenimento em pessoa, esses monstrinhos fofos, sabem que sou uma "mãe" diferente...Dimitri's moeder, Dimitri's moeder - esse é o meu nome: Dimitri's muder.


Os convites já foram distribuídos, e as outras mães sempre perguntam sobre dicas de presentes, no que respondo GELD (rreld) $$$, centjes (centavos), ai ele compra o que quer = dinheiro.


Todas já estão acostumadas com isso.




E nessa vida de mãe percebo, que o tempo passa rápido sim, o tempo, existe sim quer o "Eckhart" queira ou não queira, 8 anos atrás (no passado do agora), lá estava eu com aquela barriga de últimos momentos, sem poder dormir direito, pensando, quando seria o nascimento, será que ele seria um criança saudável, e hoje em dia meu filho assiste o cult-movie Blade runner comigo, conversa praticamente de igual pra igual, diz que me ama todos os dias em português, que eu sou a melhor mãe do mundo e ainda por cima aprendeu a fazer uma massagem nas costas ótimas, ensinada por mim e está aprendendo a fazer exercícios de yoga.


E eu só posso me sentir feliz porisso, porque estou muito feliz em sentir finalmente que tenho valor, logo logo, ele não estará mais aqui, perto de mim, como eu não permaneci muito tempo com meus pais (sai de casa aos 19 anos e NUNCA mais voltei), estou mais participativa na vida dos meus filhos como nunca, percebi que esse caminho não tem volta mesmo, finalmente parei de reclamar, e estou até adorando talvez mais porque eles crescem rápido, e cada dia se transformam em pessoas, diga-se de passagem que possuem uma vida social, mais ativa que a minha.




Independente, assim ele será se a genética pender pro meu lado, desbravador do mundo, lá de fora e de dentro.


Mas enquanto isso, fico por aqui em 2007, um ano com certeza construído com muito aprendizado meu, aqui e agora.


Feliz aniversário Dimitri!

Tchau querida!

Não estamos alegres, é certo, mas também por que razão haveríamos de ficar tristes? O mar da história é agitado. As ameaças e as gue...