Wednesday, March 18, 2009

Tomei um porre


Tomei um porre, que de um jeito foi até planejado.
Nos dois dias antes do "porre", no almoço que aqui na Holanda chamamos de prato quente, às 6 da tarde (pra famílias holandesas comuns), digamos gente que tem filho,tinha comido só "porcarias"...digo, pizzas, e coisas ligeiras...digamos por falta de tempo.
Minha vida está uma correria gostosa, minha agenda está cheia de compromissos com hora marcada, gosto um pouco desse frenesi, de me manter ativa, participante no desenvolvimento educacional dos meus dois filhos, bem como no meu, psicológico, espiritual, prático...ou seja, me sinto útil ao universo.
Enfim, na sexta...estava com vontade de beber cerveja belga vermelha ou rosé. Comprei duas e marquei encontro com amigos num bar belga onde existem todos os tipos de cerveja possíveis e imagináveis. Cerveja rosé na verdade é uma cerveja "branca".
No bar tomei uma cerveja dessas rosadas, que me pareceu muito fraca, então pedi uma Duvel (que a quantidade de álcool é mais alta). Depois mais uma outra, e depois fomos pro LVC (um ambiente alternativo), e mais cerveja...e depois no City Hall, e mais cerveja e muitos cigarros...cigarros, cervejas.

Chegando em casa, lá pelas 5 da manhã...morrendo de fome e bêbada, fiz um sanduíche com 2 ovos fritos (que é rápido), comida ligeira de bicha pobre, umas folhas de alface, maionese light, queijo...meus 3 comprimidos (Lítio, seroque, efexor)pra ficar normal, e fui dormir.

Claro, devia ter bebido mais água, bebi uma garrafinha miniatura...menos no preço.
Fui zzzzzzzzz, acordei...completamente enjoada, e fui ao banheiro chamar o Huuuugo.
O Hugo baixou...e voltei pra cama, dormi mais um pouco...e novamente acordei e deu tempo de ir ao banheiro, e dá-lhe mais Hugo, os remédios, as cervejas, as pizzas...um milk shake nojento, ai...me senti que nem o Cazuza naquela música dos bêbados, o contato imediato com a privada, e mesmo que você estivesse com um batalhão de namorado, marido, filho, amigos...vomitar é uma atividade solitária.
Passei muito mal...mas senti que poderia voltar a deitar, dormir, sem Hugo ai que começou a dor de cabeça, absurda...muitas marteladas, dores, dor, ai.
Quero sair!!!!O Alien habitando o seu cérebro, os tais neurônios explosivos do Nei Lisboa.
E agora???
Aguenta.
Aguentei...e dormi. Dormi até às 5 da tarde e nem mensagem SMS ouvi, normalmente ouço tudo.
Acordei com um amigo ligando me convidando pra assistir DVD na casa dele, e eu disse...sorry bem...não vou, não quero, não posso.
As melhoras, mas quanto foi mesmo que você bebeu?
- Mais de cinco, perdi a conta e nem queria entrar em detalhe, que tive uma semana corrida, indo aqui e ali, conversando aqui e ali, comido pouco, e assim a resistência vai pro beleléu.

E igual estava me sentindo um rato de esgoto, mas não me culpei, até sabia que isso ia acontecer, eu bebo esporadicamente, e acho que queria me punir, inconscientemente.
Fiz duas horas de yoga, pela primeira vez na minha vida. Normalmente minha sessão é de 60 minutos em média.
Estava completamente presente, absorvi cada asana, e depois que acabou...me senti novinha em folha como se nada tivesse acontecido, como se o porre fosse apenas um pesadelo de uns dias atrás, e a energia transbordou dentro de mim.
Minha descoberta que a yoga curou o meu hangover, foi reveladora.
Descobri que estava preparada para isso, para esse estado baixo de vida, que não respeitei corpo, meus dias, e porisso me senti assim, mas consciente, consciente que conheço o meu corpo, não era a primeira vez.
Mas se não tivesse a disciplina, eu ia abostar no sofá e não fazer yoga, e a energia negativa ia ficar bloqueada, zanzando na cabeça, no estômago. Evaporou.

Até parece bobagem, mas no reveillón foi assim também, sem a dor de cabeça, e planejei pro álcool entrar no meu organismo...sim, só que champagne...não porcaria.
Todo mundo diz, beba água junto, use com moderação...mas eu acho que às vezes se bebe pra ficar bêbado mesmo, e na sexta eu falei pras minhas amigas que eu estava me sentindo uma slet (uma bitch, vaca, etc). Isso quer dizer, eu faço o que quiser, como quiser, onde quiser, liberdade total.
A tal slet entrou em confronto com a Bebete espiritual. A Bebete bipolarizada...com dois pólos distintos, mas uma ampla nuance entre eles, a nova Bebete consciente das leis como da causa e efeito.
Não me arrependo, porque me recuperei, me controlando no pós porre com a minha disciplinada nova mania que é a yoga.

O próximo, com certeza vai ter...talvez daqui a três meses.
Inferno e paraíso ao mesmo tempo.
É assim que eu sou.
Dona do próprio nariz, uma slet, um anjo, eu.

Thursday, March 12, 2009

God






God is a concept,
By which we can measure,
Our pain,
I'll say it again,
God is a concept,
By which we can measure,
Our pain,
I don't believe in magic,
I don't believe in I-ching,
I don't believe in bible,
I don't believe in tarot,
I don't believe in Hitler,
I don't believe in Jesus,
I don't believe in Kennedy,
I don't believe in Buddha,
I don't believe in mantra,
I don't believe in Gita,
I don't believe in yoga,
I don't believe in kings,
I don't believe in Elvis,
I don't believe in Zimmerman,
I don't believe in Beatles,
I just believe in me,
Yoko and me,
And that's reality.
The dream is over,
What can I say?
The dream is over,
Yesterday,
I was dreamweaver,
But now I'm reborn,
I was the walrus,
But now I'm John,
And so dear friends,
You just have to carry on,
The dream is over.