Monday, July 28, 2008

GALINHEIRO 3 ..........as frenéticas


Foi o Mattia que inventou esse termo.
Estávamos anos atrás num restaurante italiano o Saturnino - na rua Gay de Amsterdã , numa mesa internacional, mas a maioria era brasileiro.
Brasileiro quando se encontra, e há outros estrangeiros por perto...começa a falar inicialmente a língua oficial universal: o inglês.
Mas depois de sorver algumas garrafas de vinho, cerveja, etc...e porque não nos encontramos com a frequência permitida pelos dias de hoje, descambamos no português brasileiro ultra rápido. Cada um com seu sotaque da região que provém ou sotaque pessoal adquirido pela cidadania do mundo.

Lembro-me que foi muito engraçado, Mattia é "um gringo" meio alemão/italiano...aparência italiana, grande, bonitão, loiro...e com a maneira extrovertida de ser, espontaneidade de um latino, no caso sua genética italiana, com todo o body-language latino. Uma pessoa com certeza, muito viva, não posso dizer que é um amor de pessoa, mas que ele é ele mesmo, ah! o é, e é querido e menos querido por isso.

Ele nomeou o termo Galinheiro, e nos comprometemos de vez em quando fazer um galinheiro, na casa de alguém, num restaurante, ou sei lá...
Mas as coisas não são como ou quando ou onde a gente tem a expectiva que elas ocorram, e da maneira como imaginamos, e esses encontros se tornaram escassos, ou melhor dizendo, fracassados.
Fiz uma feijoada aqui em casa anos atrás, tido como o segundo, quando todos chegaram brancos de neve, era inverno...e o terceiro, foi esquecido, no armário e ninguém mais falou no assunto.

Tanto Antonio como Mattia foram de muda pra Madrid, depois para Barcelona, e finalmente Bruxelas, até a separação corporal dos mesmos, já que formavam aqueles casais "invejados" e lindos na vista dos outros, um moreno alto, de cabelos pretos, latino, digo, brasileiro....mas mais europeu que muitos europeus, fino, de berco, e o outro alemão, querendo "ser" um pouco brasileiro, ou latino americano, ambos quando chegavam em algum evento, chamavam atencao, um colírio pros olhos. E quem nao gosta de ver coisa bonita? Eu gosto, e sei muito bem apreciar o que a visao me traz, vá que um dia aconteca que nem a personagem da Bjork no `Dancer in the dark`.
Esse mesmo garoto loiro, nao pode participar desse Galinheiro, mas telepaticamente estava entre nos, e mandou sms, desejando bom divertimento.

Homens no meu puleiro no último sábado, foram raros, fora o Antonio, Rick - marido Kátia, Wilber - marido da Janette, o Donald (holandês que morou em vários lugares do Brasil) e fala também português quase perfeito pra estrangeiro, e um francês e um holandês menino um pouco de turco.
Mas o que importa?
Número por número...sou mais qualidade.

Festa raio x

Antonio / foi convidado especial vindo de um outro país vizinho, meu querido amigo com o coracao praticamente feminino, detalhes leia no blogo aqui ao lado /
Beth / ausente / sua ausencia foi sentida, mas entendida, e inclusive escreveu no seu blog sobre leia tambem ao lado
Annix / falou com antecedencia da impossibilidade de participar
Arnild / viajou praticamente da Alemanha pra vir, e ainda sai presenteada com um Amaretto Disaronno e um batom chiquérrrrrrrrrrimo do CK vermelho, mil obrigadas.
Kátia / minha nova amiga / miscigenacao da alegria e finesse em pessoa, vinda no dia de Antuerpia, haja gás e fora que o out/fit foi o mais chiquerrimo da festa, eta elegancia e sofisticao
Kátia Roterda / H_M / uma honra te/la recebido pela primeira vez em minha maison, mas nos encontrar logo para um capuccino
Maria / obrigada pelas tiradas alegres, e pelo frango com batatas preparados com muito carinho e sabor....acabou em dois segundos, tambem vamos nos encontrar brevemente para um capuccino
Karin-Diana/Yollanda ° amigas e maes da escola do Dimitri Lucas van Leyden, elas sempre prestigiam minhas festinhas, fora que fazem parte do meu dia a dia, sempre amigas, ouvidos atenciosos, na maneira holandesa de levantar o astral do outro, sem muito alarde, mas na praticidade, viajadas ° que significa mente aberta pra outras culturas, mulheres como eu maes, emancipadas, de bem com a vida
As pagodeiras Janette / agradeco pelos vinhos, batidas de coco, animacao, a eterna dona do bar Fortaleza em Leiden e o maridao Wilber introvertido, mas nao aborrecido
Adriane / a pelos gostossímos sanduíches de yogurte e pelo quiche, e por tambem animar e colorir a festa com aquela blusa verde maravilhosa, bem/vinda querida
Arietta e Iffe / uma holandesa mais brasileira de todos, temos uma longa história juntas, desde 1991 quando conheci o pai dos meus filhos, fora que ela ainda trouxe uma bolsinha so cute, so cute. so cute de mooie geschenk, a minha cara.
Rick / o mais maridao de todos da o Sr. Katia...sempre animado, e pronto pra ajudar, as mulheradas em emergencia.
Ronaldo / Turco Loco - Frances / voces pertencem a outra praia...mas souberam muito bem se integrar na nossa, sendo que deram um tom internacional pra coisa toda
Annieri querida / voce é muito meiga, sempre gostei muito disso...e é porisso que te quero por perto
Margarida / a mais carioca de todas, e pra nao dizer que ela e uma mae, é uma irma mais velha, respect
Marilia de nao Dirceu / e incrivel que cada vez te conheco mais, e quando se conhece uma pessoa melhor, se aprende a ver mais profundamente todos os lados da pessoa, e mesmo com as diferencas, nossa amizade permanece firme e forte
Helen / meu docinho / eta amiga fofa...é quase impossivel nao se apaixonar por ela, a pessoa mais leve do mundo, ainda bem que nao sou lésbica senao ia te infernizar
Dudu / fofa a juventude em pessoa, animacao, figurinha imprescindível em qualquer tipo de festa e mae de dois filhos, entao nao pense que a vida sao so morangos

Os ausentes como Nancy / mandou email explicando, fofa nao precisa pedir perdao
e Zozo / estava de aniversario no domingo e o bofe tava chegando de viagem
e Hiran - Lou ...que pelo menos responderam ao convite, meu vizinho Gert Jan, agora ele tem namorada, porque na outra festa ficou passado com tanta mulher.
Joao que foi pra Portugal...etc etc etc.

Quem viveu, viu...vivenciou.


Obrigada
*desculpa que meu teclado mudou, e eu nao consigo colocar acentos.

Monday, July 21, 2008

Girls wanna have fun


De novo não sei se foi um avião ou o superman, que passou assim voando pelo céu.
Nesse finde e agora os meus findes são todos livres, leves e soltos. Opa...leve não.
Pelo menos nesse.
No sábado fui no aniversário de duas brasileiras, Janete e Margarida.
E no domingo no aniversário da minha amiga Marília em Amsterdã. Já tinha me colocado no sábado, e ela disse, não traz nada que tenho champagne pra nós, duas.
Ficamos lá batendo papo, eu ela a Esperança e a namorada Branca, comi o salmão, a salada, o bolo de chocolate e a champagne. Baseado não gosto, ainda bem. Também tomei um paracetamol...a minha cabeça doia tanto, quem mandou beber assim, sei que não posso, o efeito comigo sempre é contrário.

Saimos pra comemorar a festa no TRUT (que significa um xingamento de bitch) vaca, nada muito educado...é a melhor tradução. Uma boite gay diferente, cheia de segredos, não faz flyer com propaganda, com programa, e faz parte de uma Associação, ou seja, não é um negócio com fins lucrativos, e todos os que trabalham lá são voluntários, mas se dedicam da mesma maneira, ou até mais.
Sim, aqui na Holanda se trabalha muito de graça.

Se você não tem cara ou atitude de lésbica ou de gay, não entra mesmo, é barrado, pode estar vestido de Dolce&Gabbana da cabeça aos pés, a gorda da porta é uma divine bizzara sem peruca.
Lá dentro é bem underground, a decoração é uma mistura de um porão caindo as pedaços, mas tudo dentro das regras holandesas, de banheiro, saída de incêndio emergência, extintor. O som, digo qualidade, é uma porcaria, muito ruim mesmo, só se dança porque se conhece a música, ou porque é legal ficar se mexendo pra lá e pra cá. A bicharada é toda lesada, de salto, moderninha, meio drag meio nada, bebem muito de canudinho, muita camiseta hilária como a da NINTENDO 'Entiendo", e as filhores de Putra Madre.

Briguei, por causa de uma bicha nervosa...na fila do fumo, aliás ele e um outro implicaram comigo de uma forma absurda, o que é a falta de nicotina no cérebro. Desde primeiro de julho de 2008 não se pode fumar mais em nenhum lugar dentro, só fora.
E eles inventaram uma senha, que é como se fosse um pacotinho de cigarro dizendo:

- Fumar é prejudicial aos vizinhos.

Porque se os vizinhos reclamarem, eles perdem a licença.

Mas a filha às vezes é enorme, e vc só pode pegar a carteirinha, quando alguém volta lá de fora, haja paciência!

Lá dentro, não se pode tirar fotos, nem usar celular, nem fumar...claro, pode beber e dançar. O set dos DJ's é até interessante, uma mistura de tudo, 70,80,90,2000...e de vez em quando a música pára, e depois recomeça.
Nas telas de TV muitos vídeos da diva VERA SPRINGVEER, que apesar de eu não ouvir nada, achei muito interessante.

Trouxe o poster pra casa do espetáculo TRANEN & TISSUES (lágrimas e lencinhos de papel). Quando cheguei pra procurar no Google, fique bege. Ela se foi, há pouco tempo atrás.
Talvez isso que me fez sentir meio estranha por lá.
A discussão com a bicha nervosa, me fez sentir uma leve discriminação no ar:
- ele louco querendo fumar, e olhando uma amapoa (mulher) como eu...

TRUT TRUT TRUT ...sorte que existe tantas outras bichas fofas, como uma magérrima que veio se desculpar por ele. E outros dois, um casal me dando abraços, Peter(sic) and Daniel. Ficamos amigos de infância.
Não sei se vou voltar lá não, acho que não...
Apesar de achar legal, diferente dos lugares comuns, achei muito cheio de regras.
E essa nova lei anti-fumo, está me dando mais dor de cabeça do que ó álcool.

Hoje passou o dia inteiro chovendo, pareceu outono.
Voltei pra Leiden, meio zumbi, passei o dia no facebook, adicionando amigos novos e reclamando do tempo, juntos com o John da Inglaterra e a Ade da Holanda, mandando presentinhos bobos pra lá e pra cá. Uma amiga ligou, e já era pra estar na cama há muito tempo, mas não consegui ainda.
Penso nessa Vera, aliás Charles(?), nas suas performances, e creio que ele teve uma ótima vida sim e se divertiu muito. Mas uma pena que eu cheguei tarde.

Espero que melhore esse tempo, porque sábado é dia de Galinheiro aqui em casa.
E já imaginou um monte de galinhas molhadas?
Uma vez elas vieram debaixo da neve, foi muito engraçado, mas agora é verão.
Acho.

Monday, July 14, 2008

Werfpop 2008











Este ano foi o melhor Werfpop da minha vida. Não propriamente as bandas, tinha umas bobagens e muito barulho(duas bandas de heavy metal), se bem que eu dancei muito numa delas pois o vocalista me lembrou do João do Ratos de Porão, aqueles vocais guturais "Speak english or DIEEEEEEEEEEEE", ska, reggae, hip hop rap, etc.
Eu na verdade estou tão "fervida" atualmente, que danço até sem música, aliás essa sou eu de antes e de agora, pra quem está me conhecendo agora.
Minha psiquiatra com certeza se me visse aumentaria a dose do lítio pra eu ficar pastel, assim mansinha, quietinha.
Mas eu nem ai, como lembro a Gloria Gaynor I am what I am. E exploda-se o resto.

Dancei, pulei, fiz amizades, botei o pé na lama, e põe lama nisso, e até cata lixo fui, enchi junto com a Dominique um saco de lixo inteiro, espalhados pelo chão, que ninguém se habilitava, somente as crianças porque ganhavam doces.
Uns mais travados perguntavam porque eu estava fazendo aquilo...hahahaha.
E cá entre nós, a nossa turma estava muito animada, os brasileiros e agregados...
nossa, como brasileiro gosta de junção como dizia mamãe.

Uma amiga que foi pela primeira vez nesse festival de verão na Holanda, ficou sem entender aquele povo todo, jogado no chão, tipo fazendo pic nic. Eles adoram, e eu acho até bom que eles fiquem assim, porque sobra mais ferveção pra mim e pra essa minha amiga, que ficou sendo admirada pela ala holandesa. Recebi vários elogios que no fundo as pessoas deveriam falar pra ela.

Holandês é fervido também (com muita cerveja na cabeça), mas é jogado, muitos gostam de estar ao livre, assim, enrolando um baseado, bebendo, ou em roda (kring), conversando sobre sei lá o que, eles vão fundo naqueles modelos góticos, punks, rockabilly, vi vários Elvis, Morriseys, Nosferatus...hippies, e normais.
A turma da frente (aquele aglomerado perto do palco) manda ver na ferveção, animação e interação com os grupos, gosto muito da turma da frente, e de vez em quando ia lá fazer amizades.

Já falei aqui nesse blog sobre quem foi Van der Werf, um importante prefeito de Leiden na época da guerra de 80 anos contra os espanhóis, quando na falta de alimentos, a cidade foi rodeada por espanhóis...e o povo tinha que arriscar a vida pra trazer comida de fora, e ele ofereceu o próprio corpo, em nome da cidade.
Comam-me, eu sou gostoso, deve ter dito.
Pra mim deve ser lenda, que nem a história do Dom Pedro I dizer, as margens do Ipiranga:

- Sigam-me os que forem brasileiros!

(Eu não iria segui-lo, ele era português, e vai confiar na corte, naquele povo que matou meus antepassados indígenas?)

Bom, voltando ao Werf....bebi todas, nem queria...mas a Janette ficou bancando o tempo todo, fofíssima...e depois ela mandava os outros bancar, porque afinal de contas ela já foi dona de bar.
E o Dimitri simplesmente A-DO-ROU. E as crianças recolhiam os copos de plásticos e ganhavam saquinhos de doces. Cada 40 copos, um saquinho...ele ganhou três.Bom pro dentista dele. Depois fiquei sabendo que levando 300 copos de plástico ganhava uma camiseta do ano passado ;-(, tarde demais.

E a lama do fundão foi vergonhosa, mas eu não me intimidei, fui até lá ver várias vezes no maravilhoso parque, e com um tempinho Thanks god! Tá seco...na Holanda.
Até yoga fiz com a Dominique, só que nos asanas de equilíbrio...flopei.
Bêbada fazendo yoga pega mal pra comunidade. E no fundão ficava um DJ meio mofo, e as tendas da Anistia Internacional, e aquelas coisas de ajudar o mundo a ser melhor.

Só não dancei mais, porque chega uma idade a gente faz xixi nas calças quando ri ou pula muito, sim é um embaraço, mas uma realidade fisiológica, fisiológica(?)bexiga baixa...a anatômia dos órgãos de mulheres acima dos 40, com dois ou mais filhos então é um passo pra entrar na faca, por dentro.
Até as solteiras, ouvi falar...ou não mães.
Cala-te boca.
E vai pro trono o grupo NOISIA de drum'n bass, electro, house, techno holandês...drum n'bass sempre achei difícil de dançar, mas pulei tanto, tava muito bom, os caras são bons mesmo fiquei fã e vou correndo dar um ADD na página deles no MySpace...e como é que ninguém me falou deles antes?

Dominique minha filha não segurou muito a onda, e ficava perguntando toda hora que horas eram, e eu nem tinha levado relógio, celular dentro da bolsa.
Aliás tive que partir por causa dela, me lembrando que tinha aula no outro dia, e até começar a chorar......quero ir pra casa, buáááááá.

Ano que vem vai ficar com os avós.
Já Dimitri é dos meus, a coisa mais chata que ele achou foi...ter que ir embora, também até seu professor de judô tava por lá, fora vários coleguinhas da escola.

Até 2009.....mai godi.
Hoje repé total...claro, ninguém é de ferro.

Saturday, July 12, 2008

Sex and the City Hall


Ontem fui assistir com uma amiga o filme "Sex and the city". Muito comentado, por causa da muito comentada série.
Gostava da série, mas como de toda série americana, nunca fui muito fã, mas porque se tratava de mulheres liberadas, emancipadas, bonitas donas do próprio nariz assisti alguns episódios, e na maioria deles achava sempre algo aplicável a minha vida prática, ou me identificava com algo aqui e lá.

New York, New York...como cenário, restaurantes, discos, filas na porta, VIP's list, calçadas, carros, táxis, alcovas, apartamentos,hipotecas, morar junto, Central Park, estações do ano, animais de estimações, kids, situações constrangedoras...lições de vida, e muito amor, encontros e desencontros...claro, regado a maravilhosos outfits e um pouco de Mexico e Holywood clichés com humor.
Fui me rendendo a série, diferentemente de uma amiga minha fanática, que não perdia um episódio, e depois tinha todos os DVD's, mas o problema que ela era a Charlotte.
Não, não era judia...mas o recato era o mesmo, apesar de Charlotte ser até mais realista que esta minha amiga, que casou com o príncipe encantado, tem duas belas filhas do mesmo sangue, situação financeira estável, um marido que a ama, e vice-versa, e acredito que assim como ela, sonha pras filhas o mesmo happy end que está tendo, o que não seria problema nenhum se não fosse homofóbica.

Eu nunca me identifiquei com nenhuma das quatros particularmente, com um pouco de cada talvez, mas sempre tive uma personalidade complexa, e assistia a série como lazer.

No filme, a mesma coisa...na sala gigantesca do antigo prédio do cinema Trianon em Leiden, meu preferido, lá estávamos, junto com o público na maioria feminino, sonhando em ter um gato como o da Samantha, o discernimento e a realização profissional da Carrie que de colunista se tornou escritora, a lógica e praticidade da Miranda, a candura e meiguice vintage da Charlotte, e com um pouco do closet de cada uma.

Sempre achei a Samantha exagerada demais, looking for sex day and night...uma redundância...mas ao mesmo tempo, sempre foi ela que me ofereceu mais, até lesbian chic foi, com a nossa Sônia Braga.
Não pela sua sede de sexo, do tipo o que vier eu traço.
Mas porque apesar de ter mais de 60 (????) partners de alcovas oops perdi a conta...sempre achei que essa é a essência da mulher, e não a que fomos impostas ao longo desses anos, para ser a correta, a que não gosta de sexo ou de falar sobre, a liberada...coisa de la putana. Afinal os homens não gostam de transar com as mães deles.

Aquela mulher recatada, fiel, monogâmica, limitada, querendo ser o que os outros querem que ela seja, mesmo que no caso de Samantha a vida sexual pareça exacerbada - o gancho para o nome da série SEX...então vamos colocar sexo nisso.
Mas só séquiço, é muito superficial...(dizem as más línguas que estão a seco). Só sexo não leva a nada, como se tivesse que levar pra algum lugar...
Não, devemos seguir nossa natureza...e sexo é importante sim, assim como comer, mexer o corpo, sorrir, escovar os dentes, tomar banho, se cuidar, usar nossa massa cefálica, compartilhar nosso pensamento com os outros.

Mas o problema quando o sexo vira....o City Hall, e mais de 200 convidados nada a ver, para selar o contrato, e aquele ANEL de brilhantes lindo, mas que no dedo fica tão apertado, tão apertado...
As pessoas embestam e querem assinar aquele papel, casar...que até ai tudo bem, casamento é uma loteria, e todo mundo tem direito, mas aquelas festas pra inglês ver...às vezes mais atrapalham que ajudam, caso do filme, já que o noivo e a noiva tinham planos iniciais como, um vestido de noiva de second hands.(brechó).
O sonho da Charlotte (casar de véu grinalda forever and ever, festas pra 200, talheres folheados a prata, e toda a organização cooperando com o Complexo de Cinderela é realizado, com o sonho de menina que o príncipe jamais virará sapo), ilusão acima de ilusão, haja visto que ela tinha casado com um gato (primeiro casamento), um partidão, mas........impotente, e assim eles não viveram felizes para sempre, mas até um determinado ponto, porque tudo acaba.

E foi ai que o filme ganhou da série.
Ele aprofundou a questão (talvez porque filme é filme e série é série- há menos espaço), fidelidade, individualidade, felicidade, gratidão pelo que já se tem, perdão, sonhos realizados, desilusões, aprender com os erros, natureza humana, confiança no outro, maturidade e ir atrás dos nossos sonhos, rodeados por amizades, a melhor família que existe, questionamento em busca do auto-conhecimento e assim alcançar a essência de nós mesmos, sem rótulos como diz o filme, homem e mulher, single, married, divorced.

Gostei, e gostaria de ver novamente, porque os modelões e detalhes, são absurdamente fantásticos, o decor...me deixou tonta, apesar de serem meros coajuvantes, mas vale a pena.

Depois do filme, eu e minha amiga fomos dançar no CITY HALL, um bar em Leiden, e que depois da meia noite vira uma disco super moderno, com um decor fantástico, luzes, gente jovem e animada. O maridão grandão se reuniu a nós, dançamos, e eu fui fumar lá fora. E conheci Bas, o porteiro também grandão...e ficamos conversando sobre coisas da vida, karatê, yoga, cidades, Brasil, Holanda, nova lei de proibição do fumo em todos os lugares fechados, etc.

Friday, July 4, 2008

É hoje

Koen*Daan*Dimitri*Denzel*Jeroen


Um dos lados maravilhosos de ter filhos, é que acompanhamos todas as fases deles.
A fase inicial de ficar grávida, ter bebê e aprender na marraa nutrir, e cuidar - porque quando eles são bebês, eles só comem, bebem e há a troca de fraldas, o resto é deixar as horas passarem, e ficar olhando pro bebê, se sentir mal quando eles choram porque pode ser cólica ou dor de ouvido.

Vão crescendo um pouquinho, e ficam doentes, se vai frequentemente ao médico, tomam vacinas, se tira fotos, aprende a lidar com as aventuras diárias de mãe, mudanças na alimentação, na mudança do tamanho de roupas, se leva pra cima e pra baixo.

Marca-se um encontro por exemplo, e tem de ser cancelado na última hora, porque ficam com febre ou sei lá o que, e se tem irmão ou irmã, o trabalho e atenção duplica.
E tudo passa, rápido...vão crescendo, se desenvolvendo, virando gentinha, com suas próprias vidas, aprendendo a fazer tudo que nós já aprendemos, caminhar, falar, cantar, ler e escrever, brincar, ficar triste e alegre. E é você acompanhar ou não...mas ai estará perdendo a única chance de ver o caráter de uma criança se formando e do retorno da sua educação, assim na retaguarda. Sim, você está indo bem.

Se olho pro meu filho, reconheço muitas coisas em mim, quando criança. A maneira de se comunicar, de fazer amigos, de manter as amizades, a fome de aprender, e de observar o mundo ao redor.
Sempre fui uma pessoa, de muitas amizades. O leque sempre esteve aberto. Ficava na minha, mas queria ser amiga de umas crianças, e ia devagar...até conseguir ser amiga.
Outras aconteciam espontâneamente, batia como se diz, as crianças podem ser tímidas, mas se comunicam com a mesma linguagem.

Essa semana, foi uma semana cheia de afazeres de mãe.
Todos os dias da semana, corri pra lá e pra cá.
Adoro isso, fico busy e não tenho agora uma profissão, mas tenho uma ocupação, e procuro fazê-la da melhor forma possível, sou mestre no assunto da minha empresa que é a minha família, e estou sempre aprendendo a administrá-la.
Felizmente foi-se o tempo que eu me sentia uma mera dona-de-casa, porque escolhi ser mãe, e dona de casa à minha maneira, criando um ambiente feliz e na maioria das vezes harmônico.

Se mamãe está bem, tudo vai bem.
Não me preocupo mais com o futuro, estou colocando em prática técnicas para viver o hoje, e aceitando que tudo está bem como está e me divirto com isso.

Na escola de meu filho Lucas van Leyden, teve um show da classe dele, música e dança, todos foram convidados, pais, avós, parentes.
As crianças eram divididas em grupos. E Dimitri tocou no grupo de instrumentos africanos, já que o pai de um coleguinha Denzel veio da Nigéria.
Foi uma improvisação interessante. Mas o que me comoveu foi um colega dele chamado Jeroen, pronuncia-se Ierun.
Jeroen tem um sintetizador (de brinquedo), e fez sua apresentação solitária...e cheia de personalidade.
Compôs a letra e a música, e quando acabou eu só pude dizer:

Bravo!
Nem a mãe dele levantou na platéia, mas ele compôs uma música que diz muito do meu momento atual.


De mooiste dag van mijn levenDe mooiste dag van mijn leven
De mooiste dag van mijn leven
De mooiste dag van mijn leven

Wat gaan
Vandaag eten patat of panekoek
Ik doe het in mijn broek Aha!!!
De meisjes zieen achter me aan (en zo)

De mooiste dag van me leven
De mooiste dag van me leven
De mmoiste dag van me leven......is vandaag.

*tradução

O dia mais bonito de minha vida

O dia mais bonito de minha vida
O dia mais bonito de minha vida
O dia mais bonito de minha vida

Aaaaaaaah.......

O que vai?
Hoje como batata frita ou panqueca
Eu faço nas minhas calças (aha)
As meninas ficam me perseguindo etc

O dia mais bonito de minha vida(3x)

É HOJE.