Friday, May 3, 2013

Mãe à beira de um ataque de nervos

Mais um filme de Almodóvar em cartaz.
Pois então, cá estou eu novamente, para mais uma conversa nesse bloguinho, nesse espaço, o texto é grande, e se você está com preguiça, siga ao próximo blog, talvez tenha algo bem mastigadinho esperando por você.
O desafio é erá que vou conseguir acabar esse texto, digo publicar no blog? Seja o que o ex-deus quiser, o deus que pode ser com letra minúscula.
Idéias é que não me faltam, criatividade, variedade de assuntos, e os infindáveis rascunhos...e as pessoas no Facebook pedindo livro sobre a noite, sobre minhas experiências em relacionamentos afetivos, sobre meu olhar nos anos 90.
Uns dizem: Faz um blog! Mas eu já tenho um blog. Meu blog, pode ser o que for, mas é meu. Está lá. Blog de Bebete, nem é desses blogs que tem 'reclame'.
Aqui eu não vendo nada. Aqui eu sou.
Se eles soubessem atrás dos bastidores, como é realmente a minha vida agora, como o palco mudou. Talvez eles se contentem depois de minha morte, com psicogravuras, é assim que fala? De uma noite ilustrada, cheia de cores, nuances, 5000 tons de todas as cores do arco-íris, que se transforma em cinzas, pois serei cremada, e só sobrarão cinzas, que tenho que pensar onde serão jogadas, em que rio. No Guaíba? No Reno? Nilo? E quem jogará, jogarão mesmo...volto pra puxar os pés, de quem não o fizer.

Se eu conseguir acabar esse texto furtacor aqui estarei muito feliz, imagina um livro? Esse povo bebe, se soubessem o trabalho que deve dar. A dedicação, a concentração, uma mente geminiana igual a minha que uma hora quer fazer curso de francês, acaba fazendo latim, quer fazer um curso de professora de yoga como não pode, faz yoga todos os dias (que dá quase no mesmo), que está a aprender piano depois de velha, que decide não pintar mais o cabelo, depois enjoa e pinta...que vive mudando...

Minha vida não é bolinho, aliás a vida das pessoas que precisam esconder algo das multidões, algo que não se pode escrever em redes sociais por exemplo, é um martírio, porque a gente sabe, que seríamos mal interpretados, povão não gosta de levar tapa na cara, povão gosta de fotonovela. Malandro não para, malandro dá um tempo. (Cidade de Deus, lembram?).
Nem em blog se pode escrever tudo, é preciso muitas metáforas, é preciso criatividade e uma boa dose de phoda-se, mais uma boa dose de humor de bom e mau humor. De paciência, de perseverança...um dia a recompensa virá, e enquanto a recompensa não vem, vivemos pois da melhor maneira possível, nos embriagando com palavras, vinho, música, cores, sex lies and videotapes. Lembram daquele filme? Nos embriagamos e sonhamos que estamos sendo compreendidos pela humanidade, e que a humanidade é boa.
Muitos H.E.L.P.S.  não têm feedback.


Que sera, sera.
É escrever realmente com sangue, não é pra qualquer um, só para os corajosos, e eu sou uma fracote.

Escrever, contar estórias é de uma forma reviver, voltar, volverrrrrrrrrrr. Será que as pessoas entendem isso?
E Almodóvar está com um novo filme, preciso ver...não me conta!
Minha vida sem música seria NADA, e sem Almodóvar mais ainda, seria muito chata, estaria faltando algo.
Ele é de longe o diretor que mais exprime o meu jeito de ser, de viver, de pensar numa película, mesmo sendo a minha vida nada longe da glamurama, apesar de viver melhor do que muita gente que conheço.
Nada é só trágico, só dramático, só melo-dramático, só sério...só cômico, só bonito, só feio, nada é só preto & branco. Há sempre as tais nuances. A temporariedade das cousas, portanto, a urgência diz: todos os problemas têm solução.

Eles acham que eu tenho cacife, os amigos acham que eu tenho muitas estórias pra contar,e  tenho mesmo.
Estórias cabeludas e carecas, estórias divertidas, diversões, situações, pessoas, muita coisa na memória, quem viveu naquela época sabe, as loucuras, e conheceu meus palcos...teve gente que conheceu até os baphos mais sórdidos. Teve de tudo...anos anos 90. E se for pensar, eu nasci num dia 9.
O que é a vida de um artista? Um artista está à mercê de sua arte de sua vida de saltimbanco..., ele não programa, ele vive do jeito que sobrevive, cheio de ilusões, mentiras, dissimulações, diversos personagens, é odiado, amado, praguejado, idolatrado, ele é ele aplaudido, faz as pessoas sorrirem e chorarem. O artista de verdade se joga na vida, se joga na estrada. Eu não estou falando desses artistas de meia tigela de hoje em dia, dessa indústria que cria 'artistas' bonequinhos, robozinhos. Eu sem querer me sentia uma saltimbanca, eu era um parque de diversões, e ainda sou de vez em quando e quando quero, é preciso público. Às vezes o playcenter fecha, ou ninguém quer pagar pra ver.

Bacana, o povo querer me ler, os amigos me encorajam. Muito bacana isso, fico até comovida. Não sou muito lá dessa estória de ego, massagear o ego (acho uma besteira), egotrip, pra dizer a verdade, eu não suporto esse tal de ego, só o ego sum qui sum, e that's it.
Já nem preciso escrever mais, pra que? Pra ter louros, dinheiro? Seria só um capricho a mais, escrever, editar...ver aquele papel que nem precisa mais ser papel hoje em dia, pode ser assim, solto num espaço virtual...em PDF, não confundir com o Hermann o CDF, o colega do Dimitri que só tira 8,9, 10....ah! Ele tirou 6.7 em música coisa assim. Mas ele tira 8, 9, 10...em latim em grego, em matemática, francês.
Teria o Hermann um futuro brilhante? Como será  vida de Hermann daqui há 20 anos?
O Hermann não tem smartphone, aliás o Hermann não tem nem celular, ele não vê utilidade em celular, smartphone, está muito ocupado com os estudos, também não vê serventia na matéria "música".
O Hermann tem pouquíssimos amigos.
Dimitri, Hermann e Vladimir na foto, quem adivinhar quem é quem ganha um docinho

Sabe qual a profissão do pai do Hermann?
Fica amigo do Hermann, estudem juntos! Seja esperto filho!
Pensando bem esse Hermann é um chato de galocha.
Eu gosto desse Hermann apesar de tudo, manda ele vir aqui falar comigo, mas eu gosto mais de Vladimir, que toca Beethoven divinamente aqui em casa, e que toca desde os 4, a irmã toca Chopin. A mãe é búlgara que nem o pai da Dilma, mas mora há mais de 20 anos na Holanda, e o pai tem um cargo muito bom na Microsoft. Coisas de mãe, que adora fazer perguntas.
Meus filhos, meu tesouro...quem mandou ser mãe?


Ecrever, eu bem sei que esse é um sonho meu, ainda não realizado, e também plantar uma árvore, aliás duas, que nem a Denise amiga fez, e depois de 18 anos, as árvores estavam enormes, e no meio delas uma rede pra balançar, cor "cru". Mas eu queria ser "tipo" Bukowski, não que eu queira ser ele, mas queria escrever rasgado assim, nada muito cor de rosa, ou talvez um Bukowski de saia, mas não tenho cacife pra isso, e tirando a palavra cacife que usei várias vezes, sou uma wannabe Bukowski (daria um bom título), não tão feia quanto ele.

Sim porque ele tinha a aparência asquerosa, entortando aquela garrafa,  ele não estava nem ai pra aparência, claro, apesar de ser uma pessoa atraente, largou de mão, e eu nunca chegaria aos pés de Bukowski. Teria que ter uma metamorfose, virar uma barata asquerosa. Pessoas inteligentes são atraentes, mas não só são atraentes pela inteligência, isso também é falso, pra mim tem O PACOTE, tem que estar completo. E mais do que uma inteligência, a pessoa tem que ter LOOKS, sim, um semblante enigmático, um mistério, carisma, pois estamos em 2013, eu teria que ir pra cama com elas, assim pra dormir juntos mesmo, nem precisa de contatos imediatos.

Eu sou apaixonada pelo Fernando Pessoa, mas se vivesse naquela época, eu acho que não iria pra cama com ele, assim pra dormir ao lado dele, ele parecia ser magro, também bebum, e imagina como roncava, normalmente gente que bebe, ronca, tem bafo de onça.  Que nem aquele olho vesgo de Sartre, eu não engulo...só a Simone mesmo que era cega, e o achava lindo, a cabeça dele era linda, ela delirava em miolos, eu também mas de outra maneira, o jeito dele devia ser lindo pra ela, por causa da inteligência, da possível sagacidade dele, da eloqüência, ah! sei lá o Sartre.
Outra me diz que eu deveria escrever em inglês, pois ai muita gente ia me ler, a acessibilidade seria maior, ia atingir mais pessoas. Mas será que as pessoas sabem que escrever, não é simplesmente digitar palavras, frases? Fora que sou péssima em escrever em inglês sobre mim, e com todos essas traduções de hoje em dia, nem precisa...não preciso de multidões, tenho até medo de multidões, sou uma escritora fracassada porque não escrevo, mas sou fiel ao que escrevo. Entenda se puder!
Eu escrevi dia desses um poema muito legal, datilografei a máquina, achei no meio de um livro. Foi uma surpresa, eu até gostei, não gostei do final, faltou algo...e acho que esse negócio da falta, tá virando o meu estilo, escrever sem final...final fraco...acabar uma coisa, porque a gente tem de escrever e tem que ter um início, meio, fim...por que? Deveria lançar uma moda de escrever sem fim...ou de ter final bestas, talvez seja isso. Que nem a Tabacaria já leram, já ouviram? Estou me apaixonando por narrativas...descobri um cara ai no Canadá.

Esses dias eu ouvi uma pérola.

- "Eu não entendo nada de livros." (disse).


(Ter que fazer um desenho que o que interessa num livro é o conteúdo, pegou pesado).
Ai percebo que as pessoas têm direito de ser quem são, que é muito fácil julgar, e o quanto sou preconceituosa, pelo menos estou ficando mais consciente, a cada dia que passa, de tudo ao meu redor, e claro, tudo é muito bom, ser sábia sempre foi o meu ultimate dream. E saber que ser sábio, é um assunto beeeem complicado. Porque a sabedoria plena é só pra quem tá no corpo, só por estar, como veículo, usa o corpo que nem gente usa roupa, pra não andar pelado por ai.
Eu sou fútil, volúvel, não superficial Minha sabedoria é temporária, vale menos numa escala de valores sei lá de que. Vale claro, mas dizem que o inferno está cheio de (boas) intenções? E pro inferno eu irei? Não, digo e repito: não acredito nessas realidades inferno, céu, purgatório.
As multidões são insanas, te pisoteiam, os fãs te amam e te matam, te mandam para o inferno.
Não quero fãs, não quero ficar com rabo preso.
Pra que querer o aval de multidões, me diz pra que?
Eu quero ser eu, e essa pretensão de ser imortal, pra mim é pura ilusão. Mesmo os imortais são mortais, então tanto faz. Os que ficam são pensam que existe a imortalidade porque ainda não morreram.
Tudo que é vivo morre, mais cedo ou mais tarde. E quanto mais a idade avança, mais mortes. Eu mesmo, lá no Facebook tenho várias Dead faces...e o que acho super estranho, é quando chega o aniversário da pessoa. a gente fica assim com a boca aberta, cheia de dentes...desejar o que à um amigo morto?
Principalmente pra mim que nem acredito em vida depois da morte? Se eu me arrepender no leito de morte, será tarde demais de qualquer jeito.
O que eu quero é viver bem, e o viver bem não é beber Prosecco todos os dias com as amigas, e falar sobre bofes, sobre homens que vão te salvar, sobre futilidades, não é ser superficial o tempo inteiro, é não ter lá muitas frustrações, sobreviver, rodar à baiana. Sexo com um corpo confiável eu já tenho, um teto bacana, também tenho. Inundou a Holanda tô indo à nado pro Brasil. E essa coisa de busca, mesmo antes do Google, Yahoo...eu sempre tive esse anseios de busca, sempre busquei. De busca de tudo, de curiosidade de tudo, de experimentar, de experienciar, de ver, claro que eu não queria quebrar a cara, claro que eu nem pensava em retrocesso. Eu sempre quis avançar. Avançar, ir pra frente >>>>>FF....viver o máximo todas as possiblidades do presente PLAY. Todas as bibliotecas, todos os livros, todos as portas, sempre gostei de abrir portas, dar aquele primeiro passo. Corri muitos riscos.
Porisso que pra mim é difícil escrever sobre o passado. O passado ficou lá no passado, eu daria uma entonação atual, diferente, e isso é chato, isso seria o mesmo que prostituição, adulteração, alterar o passado, o deixando mais lírico, mais enfeitadinho, como docinho de aniversário, cupcakes...coisa chata.
Afinal eu não sou historiadora. Não são somentes fatos, realidade. Há as nuances de todas as cores do arco-íris, mesmo no passado. E fora a preguiça, e fora as distrações. Complicado esse negócio de escrever.
Parabéns pra quem consegue. Os poucos que conseguem escrever algo que preste.

Quem sabe um dia, eu escreva o que eu realmente tenho potencial (que ridículo isso, ter potencial) oque realmente sei falar, assunto que domino, se é lá que domine alguma coisa, pra começar gostaria de escrever o que gosto, escrever rasgado, não escrever bonitinho, que nem esse sol lá fora, que nem olhar para a cerca pintada de branco lá fora, que mudou muito, que trouxe mais claridade ao meu petit jardin (quintal mesmo), fundo do quintal, mas pra mim é jardim...apesar de que tudo que é meu tem um ar de imperfeição. Tudo...
Com essas casas grudadas aqui na Holanda, essas casas grudadas, essas casas geminadas, trigeminadas, essas casas silenciosas, essas ruas silenciosas. Esse silêncio que é essa Holanda.
Esse silêncio que eu gosto de interromper com gritos de vez em quando. Esse silêncio que tem hora marcada pra tudo, aliás aqui vivem em função do sol, do relógio. O que mais eu odeio, apesar de ser pontual, sempre fui, e acho que sempre serei, mas uma coisa não tem nada a ver com a outra.

- Vocês estão vivos realmente? É uma questão cultural esse silêncio contido todo? Me pergunto constantemente, estou até me acostumando, de tão camaleoa que sou.

Não que eu queira que as pessoas falem alto, cantem pneu, buzinem te matando de susto na faixa de segurança, enquanto você está absorto em seus pensamentos, o sonhar acordado.
Mas às vezes é tanto silêncio...pouco riso. Pra rir precisa de motivo, e uma coisa que eu sempre fiz foi RIR, sorrir. Comecei a mostrar os dentes depois dos 12 anos, e não parei mais, pois até os 12 eu não sabia sorrir, eu sorria aliás, mas não mostrava os dentes, era nervosa, tímida, insegura. O Smile era sem dentes :-)

Saudades do sino da Igreja São José, onde morei 14 anos, na Ververstraat. Fazendo barulho.
Aquele mesmo sino que já escrevi aqui nesse blog, o sino que me deixava MALUCA DA SILVA no domingo pela manhã, e baladava por mais de 15 minutos, me torturando. Eu que adoro dormir até mais tarde. Uma vez da noite, pra sempre da noite.
Venham para missa, rezar, pedir sei lá o que.
Venham dar umas moedinhas, o dízimo. As igrejas estão vazias, e os prédios estão ruíndo, e a manutenção é cara, restauração mais ainda.
E 'ela' (eu) viaja de trem e vê uma mesquita absurda no meio caminho...mas que coisa? Que coisa feia, estranha, no meio de uma cidade, aquela arquitetura de mesquita, que não combina com Europa.
Seria a minha cabeça pequena? Seria discriminação? Eu acho feio, e digo, é feia, é feia, e é feia...me deu um susto. Tira essa mesquita daí, mas o mundo também é dos muçulmanos, ok ok ok...deixa a mesquita lá, aquela coisa enfeiando a paisagem, eu gosto tanto de andar de trem, olhar pela janela. Na próxima vez, eu vou fazer de conta que aquela mesquita não significa nada. Coisa de novo rico.
Ah! Religião coisa chata, coisa de gente bitolada. Não quero falar sobre isso.

Era pra falar da nudez européia, da nudez que o Leandro percebeu, da morte da Gorda (periquita, companheira de Jack)...da turbulenta adolescência (puberdade) dos DDs (Dominique e Dimitri). Da depressão de Dominique, e da cabeça conturbada do Dimitri, seriam  os filhos dos astronautas também bipolares?
Preciso ir ao médico, da família, no curandeiro, no mago, consultar o oráculo, as runas, os búzios...axé babá.

Enquanto isso, preciso adotar um animal no Brasil, preciso adotar novamente o meu irmão que fica na praça Roosevelt, atuando, o Zé Contente em ação. É tanta gente doente ao meu redor, e não estou falando mal de doenças, pois todas as doenças fazem parte da vida. Eu também sou doente. Às vezes o monstro se manifesta, ele tá lá adormecido, é que eu sou uma pessoa alerta, aprendi a ser assim a yoga me ajuda também, tenho vários remédios a mão, yoga, música, vinho, meus vícios, e agora o meu piano, aos poucos estou conseguindo dar forma, aprender as ler notas musicais é uma libertação.

Já perceberam, que viver é estar doente? Há todos os tipos de doenças, vários tipos.
Viver é estar doente, e estar doente não é estar morto, estar doente [portanto], é estar vivinho da Silva.
E como devemos fazer? Devemos arrumar o remédio, que nos cai bem.

É assim que funciona, ir atrás do remédio  simplesmente uma mãe à beira de um ataque de nervos. Bel 112 a.u.b.!*
*Telefona para o número de alarme 112, alarmnummer 112, ambulância, polícia ou bombeiro mevrouw?
Só têm esses três?

Meu- pai -mandou- escolher- esse- daqui.

Ambulância.

Qual o problema mevrouw!
Vem aqui na minha casa que eu não estou passando bem porque as coisas estão fora de controle, tenho um Frankenstein à solta, quebrando tudo, uma  autista vulnerável em pânico, uma mãe desesperada arrancando os cabelos.
Mas isso é caso de polícia mevrouw.

Mas não tem ladrão por aqui, ninguém matou ninguém (ainda), ninguém roubou.
Ele precisa de uma injeção que o acalme!
Vendem xanax sem receita na farmácia? Eu vou lá comprar, e está tudo limpo, e não está mais aqui quem falou?
Não sei o que é xanax mevrouw. Mas aqui é Holanda e não o Brasil, ou EUA onde medicamento é que nem balas.
Preciso amainar o monstro, o dragão tá espirrando fogo.
Então seria melhor os bombeiros mevrouw, mas não temos diploma pra isso e não entendemos desse tipo de fogo de dragão.
Põe na água fria, no tanque, é mais barato, é isso?

Na Holanda não existe empregada, nem área de serviço, por conseguinte não tem tanque.
Dá pra colocar a cabeça da criatura no freezer?
O.K. estamos indo com a comitiva toda, menos os bombeiros, não sabemos lidar com dragões, nada a fazer.

(E não é a primeira vez, men in uniform). Ãs vezes aparecem uns bonitinhos, esses loiros de olhos azuis, criados a Toddynho, me tirando o foco do problema, entrando de sapatos no meu piso imaculado.

Contando que eu não enfarte, está tudo limpo, simbora, podescrê amizade! Podescrê!H.E.L.P.

Ouço esse CD do Villa Lobos, tenho vidas paralelas, queria escrever sobre todas elas, nem é vida dupla mais, tenho várias em mim, queria escrever sobre  minhas aulas de piano, o jeito de ser da minha professora, da lição de casa, dos pianos...dos diferentes sons de piano, do sol, da primavera, das minhas tulipas (algumas plantei errado), roseiras que crescem demais, jardim, dos livros que comprei, do meu trabalho na biblioteca, do meu corte de cabelo errado (eu mato no pensamento aquela cabeleireira)...do meu futuro telefone celular (smartphone)...porque telefone não é só telefone, esses telefones de hoje em dia, vocês já pararam pra pensar nos smartphones? Já pararam pra ver, o que eles realmente significam nas nossas vidas?

Da saga do meu forno de design Smeg, que me custou os olhos da cara, e já estragou mais de 4 vezes, me dá meu dinheiro de volta, que essa PORRA é uma porcaria, tem defeito de fábrica, e eu não sou otária.
Calma Bebete, calma! Não fala palavras de baixo calão no seu blog, é proibido.
Você vai ganhar um novo, porque vai fazer a caveira do fabricante, da loja, na internet...se eles não te derem um novo sem defeitos.

Das paixonites e desapaixonites da minha cabeça, de todas essas gramas verdes artificiais, desses mayas que aparecem no meu caminho, quero escrever sobre isso. De todos esses fantasmas, dessas vozes, dessa inspiração que vem do nada, da bagunça das minhas roupas, de minhas roupas pretas. De como as pessoas tentam me mudar, o quando as deixo nervosas, ou o quanto sou amada pelos meus amigos.
Do parar de fumar e ficar gorda, e estufada, e mascar chicleta que descobri que faz mal, com a mastigação é enviado gases aos estômago, e a barriga CRESCE, ponha essa droga de chiclete no LIXO, djá!


Do novo papa que aqui na Holanda tem o nome do meu filho, o segundo nome: Franciscus o defensor dos fracuuus e oprimidus. Habemus bicho papam, nem deu pra comentar aqui no blog.Poxa quanto assunto, o tempo passa muito rápido. Já estou com quase 53 anos, minha filha com quase 15 anos...não dá pra desacelerar ai não gente? Eu ainda tenho 52, minha filha, 14 e meu filho 13. Porque essa mania tendenciosa de acelerar a idade. Diminuir também não dá, dar marcha ré.

Se pelo menos entrasse na minha cabeça que nenhum HOMEM vai me salvar, nenhum. Meu pai está MORTO, e nem ele me salvou numa certa vez aos 14 anos. Contente-se em viajar nos lindos olhos verdes do namorado, que está presente, que está sempre tentando me fazer feliz.
Que pintou a cerca do meu jardim de branco (era verde), os tamancos e as casinhas de passarinho de vermelho, tudo a pedido, pois tudo que eu peço ele faz, cantando, assoviando e comendo farofa. Não, o gringo não gosta muito de farofa.
Da despedida de meu querido amigo Antonio que vai amanhã de mala cuida, de muda pra Austrália. Da categoria nunca te vi sempre te amei, e isso funciona mesmo é com amizade.


Mas vou ficar por aqui...o problema de escrever que fica difícil de achar um fim.
Na numerologia, preciso ainda colocar a letra B ao lado do número da minha porta, melhora tudo aqui nessa casa, só esqueci se é do lado direito ou esquerdo do número, a letra B, tem que ser DOURADA...beside me, e viva a numerologia, que tenho que retomar além dos números.

Das visitas que terei do Brasil, que tive, dos presentes que ganhei...das pessoas do passado, que sempre me visitam, das pessoas que ainda quero conhecer e sei lá porque cargas d'águas gostam de mim.

Depois dos 50, depois do 50 a gente seca, o tempo passa voando, e a gente tem que aprender a voar junto, pra não ficar lá atrás.
A gente seca se bebe muito álcool, a gente seca se fuma, a gente seca se não bebe álcool, a gente seca se não fuma, a pele seca, os órgãos secam. E espera ai um minutinho que eu vou beber água...vou pegar uma jarra inteira, que vai me acompanhar nesse Villa Lobos que estou ouvindo.
Pronto, a jarra já está aqui. Estou sentada à mesa, na sala mesmo, numa cadeira de couro preta estofada, que é mais macia do que essas vermelhas de design italiano, mas convenhamos, é de PRÁSTICO CREUZA, é prásticoooo...Melissa também é de plástico, e plástico é plastico, e até o que parece plástico e não é, pra mim é de plástico.
Preciso cuidar e muito da postura, da minha pobre e amada coluna.
Uma coluna ereta remoça 10 anos. E quem não quer ser mais moço/mais moça?

Pausa para um gole d'água. D'água, sempre achei interessante d'água. Apóstrofo, não confundir com apostófre, apóstolos, com outros apos.
Depois dos 50, as cousas despencam. Entendo que artistas se desesperam, começam a fazer plásticas 'adoidados'...começam a se manipular, principalmente artistas que trabalham com a imagem, começam a virar Thunderbirds, porque é a única saída, ou a saída mais rápida...e que entra em outro cômodo, o cômodo pra ser olhar no espelho, e realmente gostar, daquilo que se vê...mesmo ficando ridícula toda remendada.

Entendo o desespero dessa gente. Eu aqui não tenho tanto desespero nesse sentido, sou até posso dizer, bem relax nesse ponto, porque sou pobre, e pobreza (financeira) no caso te limita...não preciso estar anoréxica, nem começar a deixar umas moedinhas aside pra manipulações, me dê viagens às Ilhas Gregas e seja mais o que for, dê-me cremes, seruns...isso sim, dê-me dinheiro pra pagar esses cremes, seruns, a conta d'água, da luz, do gás. Noite debaixo dos lençois com meu namorado.
Me dê café, me dê encontros...bons filmes, me dê boa leitura...flores no meu jardim.
Dê-me dinheiro pra férias sempre, dê-me sossego, paz interior, paz na cabeça, paz, paz, e mais paz.
Envelhecer é querer cada vez mais paz. Nem saúde se precisa tanto. Já está na hora de abrir um vinho?
O que vamos comemorar hoje? Mais um dia que me mantenho viva, mais um dia. Amen. (só porque estudei um pouco de latim).

Meus pés ficam secos, minhas mãos, a garganta, e dá uma vontade de colocar algo na boca.
Vai uma cenourinha que vale como um biscoitinho, porque eu também quero dar pro gasto, aliás...estar gatinha na minha cabeça, estar leve e saltitante, sonho meu,  ter paz, ouvir as músicas no meu HTC, pedalando, na liberdade que é pedalar uma bicicleta, ir e vir, mas claro é tudo plano, tudo fácil aqui na Holanda, o que é difícil sempre são as forças da natureza, o vento, a chuva, a neve. O que é difícl é chegar até os 50 anos, e passar dos 50 anos.
Ah! Se todos os meus amigos tivessem 50 anos.

E assim é na vida, as doenças, as fases, até o ataque de nervos passam, a Gorda morreu de ataque cardíaco disse o J. Morreu de olhos abertos, e foi enterrada perto de uma árvore na Alemanha.Ai não tem jeito...ataque que não mata, sem problemas, mas ataque que mata, é triste.

R.I.P.  Gorda, que até chegou a emagrecer por aqui, e talvez Jack sinta falta da Gorda, sim eles namoravam, e até brigavam, tentarei compensar, agora ele voltou a ficar mais solto, todos os dias fica umas horas solto, fora da gaiola, sai voando por ai, fica olhando pela janela e depois volta por si, para a casinha. Hable con ella e eu falo com ele, para ele não se sentir só.
E descobri que o pai do Hermann é pintor, não, ele não é artista plástico, ele é pintor de casas mesmo, pintor de paredes, deixa as paredes bonitas, tudo novinho. Ele mexe com tintas, com pincéis, lixadeiras, com todas as cores do arco-íris e suas tonalidades, conforme o gosto do freguês.






2 comments:

andressa said...

looved your blog!

andressa said...

looved your blog!