Friday, July 16, 2010

Italians do it better


Eu adoro roupa, moda...e tudo que ela envolve.
Eventos especiais, lá estou eu de "little black dress", tenho vários nos armários, e me sinto perfeita.

Apesar de não parecer, tenho o estilo clássico (assim na minha cabeça), até um pouco caricato, adoraria andar sempre vestida como pinup em picnic, manequim de vitrine, com penteados, delineador, piteira...estola, brincos iguais ao colar à la 50,60, ou também jeans e camiseta de chinelos de dedo (havaianas), e completamente maloqueira (em casa), mas com um bom batom, óculos...estando a pele/peso/cabelo em dia, não me importo com nada, e principalmente a cabeça. Quanto mais parada melhor, como se fosse posar pra VOGUE e muito retocada no fotoshop, claro. Movimentos caseiros, yoga, dança...estão proibidos nessa postagem.

Não sou daquelas que se tapeia nas lojas na época de liquidação (vide Zara sale), nem daquelas que compram um número de sapato maior/menor no Ebay, tampouco daquelas que ficam sabendo qual as novas tendências das passarelas dos grandes fashion designers de Milão, New York, Paris, Londres...eu gosto do que eu gosto, e tem peças que eu realmente AMO, mas que não me caem bem, e outra que eu preciso usar pra camuflar e nao mais pra aparecer e chamar atenção.

Hoje em dia, não preciso de ROUPA pra trabalhar, não uso mais UNIFORMES, uso o que tenho, o que quero...o que é possível, mas existem certas peças que estão sempre na minha cabeça, ou seja, minha cabeça é minha catwalk...que me dá o aval, de quando posso entrar em cena, e o que devo usar. Meu corte de cabelo reflete o momento, e no momento estou meio mulherzinha, porque estou com cabelão, tipo mulher das cavernas, puxa que eu gosto. Tudo na minha vida está relacionado, a roupa que uso, a música que ouço, meus filhos, meu passado, o "corte" de cabelo, minhas decisões, minhas escolhas, de "quase' tudo sairia um mini estudo antropológico, sociológico, musical, psicológico, gastronômico, temporal, espiritual.

Lógico que o mais importante nessa vida a gente ter o nosso próprio estilo e estar feliz como se é, e saber o que nos cai bem, conforme a ocasião, e ate a confusão é interessante até se achar o que se quer, o dito brainstorm, principalmente em ocasiões especiais que não estamos "mais" acostumados a ir...ou seja, entrar na PASSARELA, pode ser às vezes martirizante, melhor seria ficar no backstage, nem ter saído do atelier, afinal é no backstage que mora a realidade das pessoas e suas emoções, o trabalho duro, começa no atelier, no local de trabalho, mas às vezes a Greta Garbo tem que sair do casulo, se esconder é pra quem quer esconder algo, e eu não tenho "quase' segredos.

Recentemente uma amiga me confidenciou que foi a uma ópera, e lá chegando qual não foi a decepção de ver gente de jeans, sem compromisso com a imagem e sem glamour nenhum. Chato isso...gente mal vestida. Mas ao mesmo tempo, dane-se os outros...eu não tive o mesmo azar que ela, nunca fui em ópera na Eu ropa...só a espetáculos de dança, recitais de música clássica, concerto, e quase nem olho pro lado, se estou numa rave, danço na lama de pé no chão. Mas quando algo me chama a atenção como uma senhora anos atrás, que usa, turbante, delineador, piteira, tem a pele cheia de sardas, e a conheci com o marido num espetáculo de dança flamenca no teatro municipal de Leiden. Pensei assim, quero ser ASSIM, aliás já sou assim, porém mais nova, mas sinto uma conexão, com gente assim. Uma dessas basta por mil outros...

Ela essa senhora, tem um estilo próprio, ela é ela...e com certeza ela já percebeu que o mundo (outros) nunca vai nos louvar, portanto, melhor continuarmos a usar turbante, e usar piteira e jogar a cinzas na gentalha, hahaha...
Faz tempo que estava procurando algo pro casamento semana que vem.

Primeiro estava escrava da cor lilás, o dresscode das madrinhas. Quase entrei em pânico, porque lilás é uma cor que não me cai bem, e eu até poderia achar algo nessa cor que me sentasse, mas depois ia ficar no armário congelado pra sempre.

Sorte que algo aconteceu que fui liberada para usar o que quisesse. Tanto melhor alforria...preto a minha cor favorita estava fora de planos, branco também, cores fortes e primárias, tô fora, principalmente pra eventos pequenos de no máximo 35 pessoas. Discrição, elegância e graça nesses casos são as palavras de ordem, se sentir bem e ser o que se é. Bege, creme, nude, rosa antigo, pérolas, corsages, brocantes, adoro...


Pensei em um terno, blazer e saia justa bege (hehehe), modelagem impecável, cinturinha Dior em New look...mas o meu quadril fica largo demais, e pra dar o efeito que tinha na minha cabeça teria que ficar me equilibrando horas e horas em heels, e sinceramente...eu sou mulher, mas não aguento usar salto em trem, caminhar pelas ruas de Amsterdã, andar/caminhar mais do 4 horas num salto, não é pra mim, vai que todos resolvam dançar em algum lugar, não.



Se viesse com o salto o motorista à tiracolo seriam outros quinhentos.

Mas como nao é, e aqui não é São Paulo/NYC que se pode gritar: TÁXI...em qualquer lugar, melhor ver outra alternativa.

Desculpinha porque consegui achar o vestido que exatamente eu imaginava e claro, sem um heels ele até fica bonitinho, mas não é a mesma coisa.

Achei tudo exatamente como queria na minha cabeça, e sem gastar fortunas.

Claro nesse meio tempo, me apaixonei por um Valentinho azul marinho, mas no sale por 500 irrisórios euros, deixei pra lá. Acorda Alice!



Vou sonhar com aquele Valentino pra sempre...já faz parte de mim.

Procurei em vários, brechós, outlets, loja de departamento...loja de festas, noivas, internet, um vestido cocktail que não me deixasse com a sensação de estar atuando como a Lady Gaga, please...don't!

Esses vestidos Cindy Lauper, juro, ninguém merece, nem mesmo a Cindy Lauper.

Como é difícil achar algo quando nosso budget não é lá muito elástico. Porque afinal não é só um vestido, é também o sapato, a bolsa, o maninure, pedicure, cabelereiro, acessórios...quem ficará com as crianças (???), a lista de presentes online...a cor do esmalte/batom...e todos os detalhes, que te deixam como as celebridades no tapete vermelho, mas transparecendo que você não fez esforço nenhum pra isso...

Hahaha...a realidade é mais dura, quando você tem as crianças de férias à tiracolo, está prestes à mudar de residência (depois de longos 13 anos) e com bacons a mais e sem € 500 pra um blazer Valentino, portanto, todo o cuidado é pouco pra que a diversão, não se transforme em desespero, pânico, stress...seria mais uma saga de Valentino, mas os italianos me salvaram mais uma vez...vou de Made in Italy by Celyn, e estou tremendamente feliz e apaixonada por esse italiano.

Italians do it better...sei.


(postarei a foto, depois do evento).


















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