Wednesday, October 31, 2007

"Happy" HalloWEIRD!


Cortinas brancas balançando esvoaçantes, janelas abertas,venezianas em varandas de madeira que se batem, ninguém tranca a porta a chave, e que venha...meu doce vampiro, filme em preto e branco, calada da noite, onde mesmo as cidades mais agitadas adormecem, mas é nos vilarejos europeus ou nórdicos que a coisa pega fogo, digo, pega frio...um frio na espinha, um frio na alma mortal.
Alguém dormindo, um sono profundo, mas por ter comido muito leitão na noite anterior e não ter mastigado o suficiente, pesadelos entram em cena.
Nosferatu, homens e mulheres vampiros,lua cheia, lobisomens, transformações, bruxas feias com suas vassouras e narizes aduncos com verrugas na ponta, mortos vivos, corpos em decomposição,pântanos, monstros da imaginação, pavor, paralisia na fuga, morcegos, vozes e correntes sendo arrastadas no calabouço, lá fora na realidade a leve brisa na escuridão se mescla entre o nevoeiro a vaga luz e as sombras, ali perto um cemitério, uma atração inexplicável, sonambulismo, um chamado de uma cova qualquer. Almas e espíritos imaturos, não conseguem enxergar a luz do túnel da nova dimensão, estão ainda aprisionados na terra, acham que estão vivos, mas sente dor, dor de não ter um corpo, dor de não estarem mais vivos, e a única forma de amainar essa dor, é atormentar as almas vivas, pregar peças, não precisamente para o mal, mas como se sentem injustiçados, querem justiça, e se apossar novamente de um corpo, usam subterfúgios para isso, bruxas, duendes, fadas, pensamentos obscuros dos humanos, pesadelos, o tormento da alma que se funde entre mortos e vivos através do sonho, através da fantasia, ou de qualquer coisa que dê forma a seus desejos, de voltar a ter um corpo.
Bom, se fosse escrever uma estória de terror, ia morrer de fome, seria melhor ser coveira, porque dizem que ninguém volta da morte, então o trabalho de coveiro é seguro, ou é muito bom "no outro lado", ou não existe outro lado, vai saber?

Sempre adorei situações de TERROR, graças a Nosferatu, o primeiro gibi que li em preto e branco, e apesar de hoje ser Halloween - uma festa historicamente celta, mas comemorada na América no Norte, comemoro o Halloween a minha maneira, muito antes sem saber que existia, talvez porque a tia Liza (minha tia)morasse na rua do cemitério, e quando íamos aos domingos visitá-los, era uma das minhas brincadeiras favoritas, visitar o cemitério, assustar os menores, ou tentar ver algo que nunca ninguém viu, um morto levantar da tumba. Hoje moro bem perto do cemitério, e adoro os portões de caveira, de crãnio, e me lembro dum conhecido PUNK o Crânio, que depois faleceu na noite de SP, como porteiro de uma boite, foi assassinado por vingança, e já namorei o punk Morto (1 mês, mas conta), e lá em SP nos início dos 80, existia uma facção "Punk da Morte", os mais temidos, da turma do Sorveteiro..que também foi assassinado.
Decansem em paz boys!

Seria eu uma antena, que tenta captar os contatos do mundo dos mortos com o dos vivos?
Seria eu uma "medium" pra isso? Por que essas coisas me interessam desde a infância.
Adoro a Emily the strange, porque sempre gosto de coisa esquisita, não sou nenhuma fã de Marilyn Manson, gosto de coisa velha, versão velha, original.
Sou quadrada, não gosto de remakes, gosto do estralar de dedos da série "Família Adams", gosto do cabelo da Lily dos "Os monstros", outra série que adorava ver na tv, comédia de coisas macabras, dormir em caixões de defuntos ao invés de camas, dormir de dia, viver a noite.
Christofer Lee, Peter Cushing, o filme Nosferatu, Return of the living deads? Os inocentes, e muitos e muitos outros filmes de terror, de mortos, espíritos que já vi.
Anne Rice, Dracula-Bram Stokler, Zé do Caixão, ratos de porão e esgoto, punks, músicas macabras, dor e depressão, melancolia da alma, escuridão, a cor PRETA - minha favorita, terror, tormento, tormento tormento da cabeça.
Olheiras, unhas grandes, a cor VERMELHA - sangue.
Temer, quase sucumbir ao medo, mas ter prazer do medo...
Sexta feira 13, Fred Kruger (joguem pedras), Nightmare on the Elmstreet...aqueles pesadelos todos,passagens secretas, punição no purgatório, purgatório, que isso?
Cabelos longos pretos (como o meu quando eram longos), e aos 12 anos passava talco na cara pra assustar meus irmãos menores, garimpava coisas pretas, véus da minha mãe de igreja, assustava-os até um limite de voltar a si, e ver que celebrava um Halloweird num dia qualquer,no estado sub tropical que tinha inverno mais rigoroso e dava, cenário perfeito parecido com os filmes que via.
Londres e o nevoeiro, Londres é uma cidade úmida, até no caça níqueis "London Dungeon"eu já fui, só falta ir na Transilvânia, mas Pelotas é a cidade mais úmida do mundo depois de ....Londres, já dizia os Pelotenses...morei por lá, mas Porto Alegre tinha inverno, e muitos cemitérios legais. A minha vó foi enterrada naquelas caixas na parede da família dos Bordas, nas galerias de mortos, vamos respeitar os mortos.

Hoje é Halloween, e mais que comemorado, é falado...comentado, as crianças vão sair vestidas na rua, pedir balas, Dominique de bruxa, Dimitri de esqueleto com cara de monstro, e eu de longe de fantasma.
Um dia quase morri engasgada numa festa de Halloween. Heitor Werneck da Escola de Divinos havia me feito uma roupa maravilhosa, na cabeça uma peruca/chapéu longa de fitas cassetes, as fitas mesmos, vestido e espartilho (apertadíssimo preto).
Fui pra gaiola no início da noite, e como a ventilação era muito forte, eu dançava na gaiola e as fitas entraram na minha boca, eu não conseguia tirá-las, no pânico uma entrou na minha garganta, sai da gaiola passando mal, em questão de segundos estava quase sufocada, naquela roupa "inocente". Seria revolta das fitas cassetes, prevendo o futuro dos MP3's, a extinção?
Sai sã e salva de lá, e passei a noite toda longe do ventilador...acho que estavam fazendo um complo, aqueles espíritos que rondavam o Massivo, invejosos da alegria esfuziante farra dos boêmios.

É Halloween, happy Halloween à todos!Melhor Halloweird...
E agora deixa eu mudar de assunto porque a COPA DO MUNDO de 2014 será no Brasil e tem uma exposição do Andy Wahol(a) num museu em Amsterdã que não posso perder, é aniversário de 14 anos da Emily the strange, festival de cinema na cidade e bla bla bla.

2 comments:

Louis Alien said...

olá! Muito prazer,
halloween... nem comento...
obrigado pela força, ainda que não nos conheçamos!

Beth Blue said...

Quem é vivo sempre aparece...Espero que esteja tudo azul aí em Leiden, por aqui continuo cada dia mais apaixonada, me sentindo a própria adolescente!!! (então estou perdoada pelo sumiço, né).

Recebi um memê e passei a bola pra você, dá uma olhada no meu blog!

beijos