Thursday, December 8, 2011

Y o g a



Voltei a praticar yoga diariamente, aliás retomei às asanas (mais conhecidas no Ocidente como posturas/posições), pois mesmo não as praticando por longos meses, sempre soube que a prática e conhecimento sobre os assunto me daria a chave ao meu bem estar diário, físico, mental, espiritual,  algo que veio pra ficar na minha vida (em forma de cura), enquanto eu estiver pisando nesse mundo, e respirando esse ar. A continuidade que a disciplina requer, não é tarefa fácil, é preciso lutar bastante pra manter o foco, pois no meu caso, yoga é também um ritual, o meu ritual pra me manter perto de minha consciência. Pranayama eu nunca deixei de praticar, mas sem minha sequência de asanas, que considero um ritual redondinho, minha prática andava neglicenciada e incompleta, já estava mais do que na hora, de criar um momento pra mim, e felizmente consegui.

Obviamente já sinto os benefícios da prática que retomei, e um deles é...me desligar de tudo que me atrapalha, que impede meu desenvolvimento pessoal, emocional, aquelas 'desculpas' que se arranja pra continuar colocando a culpa de nossos fracassos e frustrações nos outros, de não ir atrás de nossos objetivos, sonhos,  as presepadas que a mente encontra pra colocar no destino (acomodação), nas circunstâncias (meio), a responsabilidade de nossa felicidade autêntica, do nosso bem estar, do que nos faz feliz,a preocupação demasiada, problemas aumentados e por ai vai. Esses benefícios, percepção de que nossa vida deve ser desenhada por nós mesmos e independe de pedras, tijolos, concreto, jogados diariamente em nossas cabeças que nos trava, vêm do treino, estudo, aprendizado, e como já frisei bem, lições não aprendidas são repetidas ao longo da vida, problemas vêm e vão, e a chave é solucioná-los e ter mais qualidade de vida, sorrir mais, ser mais leve, não levar a vida a sério demais, mas mesmo assim ir a fundo.

Parece simples demais, ou talvez eu coloque a coisa simples demais, mas ter disciplina já que o ritual é diário, não é lá tarefa simples, arrumar tempo, ter espaço, a idéia de parar (a correria do dia-a-dia) e mexer o corpo, tem na preguiça pra qualquer atividade física mascarada nas formas mais sutis, a preguiça é a vilã, vencer a preguiça é um grande feito, a recompensa é um corpo mais flexível, o óleo na engrenagem e todos os benefícios que citei acima, e uma força fantástica.

Uma mente alerta e saudável, um coração aberto, um corpo flexível, qualquer pessoa quer ter, porque é possível e é a chave pra vitalidade e uma pessoa feliz que prefere se acercar pelo belo, pelas artes, pela verdade, percebe mais as ilusões e armadilhas que aparecem no caminho, e separa mais as coisas (nesse caso a sujeira não pode ser colocada pra debaixo do tapete), não existe tapete, temos que varrer as imundícies, temos que cuidar de nossa casa, de nosso corpo, todos os dias, cada dia é um novo dia, um papel em branco a ser desenhado) e ninguém pode fazer isso pela gente, ninguém pode respirar pela gente. Sabendo o que já não funciona mais em nossas vidas, o que é cópia, não corremos mais riscos de repetição de experiências ruins do passado, nossa mente se fixa mais no presente, e não precisamos temer o futuro (que ainda não existe).

No meu caso pessoal, eu sou e sempre fui uma pessoa de natureza questionadora, uma estudante, apesar de ter me permitido errar e me perdoar por isso, eu sempre tento aprender a lição pois quero aprender coisas novas (não ficar martelando na mesma pedra), viver intensamente, me alegrar com as coisas que faço, me orgulhar de minha pessoa, de minhas façanhas, me apreciar e me conhecer mais a fundo, não somente apreciar a forma, pelas palavras, mas pelo conteúdo e pela energia e maneira leve de viver a vida. Yoga ajuda a derreter a energia negativa que muita vezes fazem um ninho no nosso ser e se instala como um parasita voraz e vai virando uma cidade habitada por monstros.

As asanas (posturas) na yoga, preparam o nosso corpo, nos purificando para atingir esse (tal) nível (espiritual, o nível meditativo, o nível abstrato e metafísico, o nível da alma) mais alto/elevado, que até seria melhor dizer: mais profundo, nos proporcionando uma energia vital, ativando essa energia vital, somos menos propensos a cair em armadilhas das distrações, ou seja a disciplina que parece ser uma palavrinha horrorosa e obrigatória, trabalha a nosso favor, como uma dependência positiva: praticar pra se sentir bem, não praticar (se por acaso acontecer algo), mas continuar no dia seguinte, sem se culpar, seguir em frente e não perder o ritmo, os ladrões nunca adormecem.

Temos um corpo e não podemos negar, temos que conviver com esse corpo até o fim dos tempos, em toda nossa vida, é ele que temos, nenhum outro, cuidar bem do corpo é essencial, mens sana in corpore sano, termo batido e conhecido por todos, mas não somos só músculos, pele, somos também órgaos, glândulas, células, água, sangue, lado direito e esquerdo do cérebro, energia, e muito mais, há um universo dentro de nós. Evitar doenças, somatização, ouvir sutilmente os sinais que o nosso corpo nos manda (dores aqui ou ali)...na verdade, todos os dias envelhecemos gradativamente, é um fato e muitas vezes não percebemos esses sinais, mas há uma diferença bem grande em negligenciar os cuidados pra retardar o envelhecimento que sacrifica e aprisiona o corpo rígido, sobrecarrega e enverga a coluna vertebral, nos sugando dessa energia (renovada) vital.

Eis os componentes de meu ritual diário, mas não aconselho à ninguém praticar yoga em casa como faço, mas friso que é possível, aprender em um curso com um professor/instrutor experiente, e depois de alguns anos, ou até meses, começar por si, com ajuda de experiência (na escola/curso), e de livros, ou sites na internet como fiz, gradativamente, uma coisa puxa a outra.

- Normalmente faço yoga com o estômago vazio, jamais vazio demais, ou com sede.
- Gosto de fazer yoga pela manhã, porque me energiza o dia inteiro.
- Tenho vários tapetinhos de borracha = mat (uso 2, pra evitar o contato com o chão gelado).
- Uso uma legging (cotton/lycra) e um top (cotton/lycra), nada apertado...que se ajusta no corpo, assim posso ver bem a saliência da minha barriga, do estômago quando faço asanas de respiração, de pés descalços é melhor, mas os tapetinhos de borracha não podem escorregar no chão, pra evitar acidentes.
- Temperatura agradável (aquecimento central ligado no outono/inverno).
- Incenso...de aroma agradável (cada pessoa possui gostos diferentes, tem gente que não suporta incenso, eu procuro comprar os mais naturais possíveis, não aqueles cheio de tintas).
- Música, tenho vários CD's de música pra Yoga, Tai Chi, Zen...e 2 deles são meus favoritos, música nunca muito alta, de fundo, flui melhor.
- Não preciso de espelhos, que tira a concentração do núcleo, e cuida apenas da forma (não é o caso), pois yoga não visa perfeição (não é acrobacia nem ballet), há pessoas que são mais maleáveis qua as outras, todos os corpos são diferentes, e nunca se comparar à pessoas com mais de 20 anos de prática, é um passo pra frustração, cada pessoa começa a praticar yoga com um propósito tais como: relaxamento, auto-cura, dores no corpo,  como anti-depressivo, ponte para meditação, cura para algum mal qualquer, encontrar seu próprio eixo, ter mais contato com sua essência, ter mais qualidade de vida, etcetera.

O início da sessão: faço um aquecimento (praticamente o mesmo que aprendi no curso de Hatha Yoga), e sigo minha intuição, se tenho alguma dor nas costas ou joelhos não forço em fazer asanas que exigem um pouco mais dos joelhos e costas...o aquecimento é muito importante pra iniciar a sessão de yoga.

Depois do aquecimento faço asanas em pé (procuro variar todo dia, e não sigo sequência rígida), sigo também a intuição, a criatividade vem da experiência, faço asanas de equilíbrio, depois sento...faço torsões, e várias asanas deitadas, sentadas, inversões, medito alguns minutos (nunca conto e nem sei quanto), e continuo fazendo as asanas depois da meditação, até o final. Confesso que tenho pulado uma parte bem importante antes do final que é os 10 minutos de relaxamento (deitada na posição corpse, luz apagada, e olhos fechados e com um cobertor leve, pois a temperatura do corpo (trabalhado) declina, e o fechamento (como se fosse a despedida da sessão/ritual).

Esse é o meu ritual, acabando com a saudação Namaste.

Próxima vez que escrever sobre yoga, postarei os livros (fontes) que adquiri e fazem parte da minha pequena biblioteca de yoga, os quais considero muito importantes até hoje me inspirando a seguir sozinha essa jornada aprofundando mais meus conhecimentos nessa prática.


















1 comment:

Beth Blue said...

É isso ai Bebete, firme e forte! Quem sabe um dia eu também acabo fazendo uma yoga? Ou meditação?

Já fiz hatha yoga e meditação transcedental no Brasil há séculos, outros tempos...Tá na hora de começar de novo.

beijos e bom fim-de-semana!