Tuesday, February 13, 2007

Bitter moon "The Oscar goes to Mimi"...mortos


Barbaridade, falamos muito no rincão de onde vim no Rio Grande do Sul, tchê. E agora digo em alto e bom tom. Mas bá! Recebi uma carta - email hoje que enfatiza o que vou decorrer aqui.


Por fatos da vida, aliás vida pessoal, sacal, real, me confronto com um filme que pra mim foi uma surpresa, acho que de 1994 ou seria 96? O filme "Bitter moon" que em português do Brasil foi traduzido "Lua de Fel".

Fã de Roman Polanski eu fiquei com o "Bebê de Rosemary"...outro triller que me deu calafrios.

Bitter moon é mais light, parece um filminho desses tipos comédia romântica da época, e você não dá nada por ele, só sabe que foi feito por Polanski, mas não é, porque começa com um boring cruzeiro marítimo de um casal inglês, altamente boring (Hugh Grant e Kristen Scott-Thomas), indo de Istambul até a India.


A esfuziante beleza inocente de "Emannuelle Seigner"(Mimi), uma das protagonistas do filme me fizeram na época me sentir uma bruxa velha, que rosto francês, que corpo francês, que francês francês, só aquela dança moderna achei uma canastrice, mas como um todo, ele foi um dos filmes que me deixaram na memória, e que agora me reavivam a memória, porque quase tive uma "Bitter moon" por mim mesma, Peter Coyote o "Oscar" tinha o papel principal, aliás que nome tem esse rapaz Peter Coyote, eu trocaria de nome.


Depois do inicinho romântico do filme, meigo e sensual - aliás sexual, começaram as pedras no caminho, e assim acontecem em muitas relações, você até sabe que os parceiros não combinam 100%, mas muitas relações começam em pleno estado da "Fome" (como falamos no Budismo de Nitiren Daishonin), Nitiren parece não combinar com o tema do filme, mas combina com a vida, e a vida é cheia de percalços, mesmo no amor. Ela a personagem bem novinha dançarina, cheia de sonhos, ele escritor americano fracassado (sem inspiração)...gastando os centavinhos em Paris...


Pessoas que um dia se amaram e dividiram os mesmos lençóis e outras coisitas más, podem ter um final assim como o do filme......lençóis de sangue.


Bitter moon pra mim, é uma guerra peculiar que se vê todos os dias, aliás muitos não vêem, a violência não física, não aquela violência de deixar olho rouxo, mas a violência psicológica, mental. A manipulação perante o outro, dominação, e as diferentes fases de uma relação destrutiva. "Por que você me faz sofrer seu cachorro?" - "Porque eu amo você mas eu sou sádico, sua cadela"...o mesmo texto, mas em outras palavras da Blitz: "Você não soube me amar" e merece morrer...se eu não consigo ser feliz, você também não cretina"...ai.....ui.....cut!


E fica um disse me disse, "é ela..."foi ela que começou"....e por ai vai. E o mundo de fora, fica sem saber em quem acreditar, e na verdade eles nem querem acreditar nessas "Estórias de Amor", porque cada um cuida do seu próprio pudim, e às vezes muito mal também, ninguém sabe de mais nada, quem é mocinho e o bandido hoje em dia, só em filme é legal porque o sangue é de mentirinha.


Conclusão, "Bitter moon" um filme que me fez pensar, pela minha própria experiência pessoal, até onde vai uma "relação doentia" fadada ao fracasso de ambos, a destruição mútua ou até a morte..


Penso logo existo, e percebo e ainda tiro conclusões. A resposta seria nesse caso seria muito discernimento da realidade, aprender a conhecer seus próprios limites e depois impô-los, e claro com uma pitada bem grande de dignidade.

2 comments:

fernanda zanuzzi said...

bebete! que bom te ler:-)
seguirei seu blog, lindona! muitos beijos, com saudade

Beth Pinheiro said...

adorei este texto - e você nem queria me dar o link para o seu blog, rsrsrsrs.