Monday, February 26, 2007

Super Supperclub


Finalmente conheci o SUPPERCLUB,foi muito fácil entrar pela primeira vez. A primeira impressão é que era um lugar desses com strickly dresscode. E é...assim digamos, pretencioso, mas assim são os melhores clubs, querendo ou não, doa a quem doer...remedos dos anos 90, anos esses mais autênticos.

Se você for com uma calça jeans normal, não se atreva, e não basta ter o jeans correto, é preciso atitude, e de prefência capriche no modelão, ser diferente é diferente, atitude club que eu bem conheço, piercings, modelão e carão, tatuagem, quanto mais feio e diferente melhor, ou se você é uma beldade,,um ser exótico tanto melhor. Um templo pros "Muuuudernos" e descolados de Amsterdã(m), turistas dessa cultura não tem vez, na verdade o Supperclub é um franchising, espalhados por várias cidades do mundo. Particularmente nunca gostei muito desses supermercados club na linha Limelight(lembram?), mas aqui funciona.

O restaurante fica na parte de cima, e não é um restaurante comum, é um restaurante todo branco, onde existe um mezzanino também e lá todo mundo tira o sapato, talvez para não sujar o branco dos estofados com o logo da Puma, dos almofadões...numa maneira bem lounge de ser, você vê misturados os Pradas, Gucci, Converses espalhados pelo chão .Chulé acho que é not done por lá, e meia furada tampouco...cuidado!

Se você não reservou um lugarzinho, tudo bem? Não, mas com sorte e se a noite não tiver bombada você pode achar um lugar pra sentar uma mesa com cinzeiro. Reserve ali na hora mesmo com a hostess magricela, muito simpática por sinal vestida de policial com várias algemas, mas se for numa noite bombada, vai morrer ficando em pé e se não for member será barrado no baile. Dá pra dançar um pouquinho mas a pista por causa de algumas mesas fica minúscula, e se tem a impressão de que todos olham pra você e paga mico até a pista de baixo ficar bombada. Então aconselho, se você não for pra jantar, não vá cedo porque vai morrer de tédio e veja a programação no site abaixo, depois não diga que não avisei.

Valeu de ter ido porque o DJ Smith Davis tava tocando, e já senti no olhar do povo carão, que se você conhece o DJ é gente como a gente, me senti enturmada, apesar de não conhecer nenhuma viva alma, fora minha companheira de balada, e o DJ...sorte que outro estava tocando, e ele fofíssimo (fiquei até apaixonada) ficava conversando comigo, falando que estava velho, detalhe: 32 aninhos.

Os banheiros são divididos entre homo e hetero, e não damas e cavalheiros, mulher/homem. No início é um pouco confuso, se você quer ir ao banheiro só tirar água do joelho, ou passar um pozinho no rosto, depois acostuma... e entra naquele que está com mais cara de limpo mesmo, ou com uma melhor frequência, são bem amplos, cheio de flyers dessa noite "Dirty Dancing".

Quando você deixa seu casaco na chapelaria, você ganha um prendedor de roupas com um nome. Faz sentido, me parece...não acreditei, mas gostei do humor.

Na parte e pista de baixo, achei muito escuro e claustrofóbico, definitivamente não gosto de pista de danças com o teto baixo, e acredito pela minha experiência a iluminação por lá é muito sem graça, e não dá pra fazer atendimento ou aquendação nenhuma. Somente no bar...porque vai que é uma drag queen discreta.
Depois de um certo momento, lá pelas duas da matina, eu e minha amiga Helen resolvemos puxar o carro prum lugar mais normal em Amsterdã, onde a gente podia ver "bofes" mesmo e suas devidas fachadas e fomos pro De Kroon...mais iluminado, já que o cute DJ belga ia tocar em outra festa na Bélgica...peninha, já sonhava com um atendimento básico.

De Kroon fica na Rembrandtplein ao lado do Scape,e uma coisa rara na Holanda - de graça, o DJ estava bom, mas pra mim hoje em dia três programas na mesma noite(havia ido a uma festa num restaurante de tapas),faz me sentir como uma velha de 100 anos com os pés presos ao chão, e dançar só com os bracinhos, é coisa de titia, prefiro a minha super super cama.

1 comment:

Beth Pinheiro said...

Bebete arrasando na night de Amsterdam, rsrrsrsrs.