Sunday, February 18, 2007

E dá-lhe metadon(a)....que droga!


Estou em processo de desintoxicação. Estava(?) completamente drogada e viciada numa relação altamente destrutiva que chegou ao fim. Mas a relação chega ao fim, mas o vício continua. E como em qualquer vício sem a droga, o processo de purificação e desintoxicação é altamente frustrante e agonizante.

E assim estou passando por diferentes fases, aliás estou na fase 1. Fiquei algumas semanas no final do ano passado sem a droga, estava super confiante e pensava comigo mesmo, agora eu vou pra frente. Mas tive uma recaída absurda na primeira intempérie (havia conhecido um outro maluco e mantido contato por email por um mês, até o distinto achar que não combináva-mos) e também por se tratar de uma época do ano altamente perigosa, o mês de dezembro, o mês da harmonia familiar, do encontro, da "felicidade", o mês de pouca luminosidade aqui na Holanda...a droga me procurou neste exato momento de depressão e eu não resisti.

Pra quem já ouviu falar de metadon(a), a droga que tenta substituir a heroína para os viciados, uma das poucas drogas que nunca quis experimentar em toda a minha vida, pelo caráter assustadoramente viciante, hoje em dia temos também o crack, a internet, o chocolate, a comida, etc.
Agora estou a procura do meu próprio "metadon"...encontrar com amigos, ir a festas e também voltei a praticar recentemente o budismo pra me abrir os olhos, definitivamente, e tentar me direcionar a uma vida mais construtiva e menos destrutiva, tudo pra mim é metadon porisso que considero fase 1, até o dia que não irei mais precisar de metadon, esse é o meu objetivo, mas vamos por partes.

Lembro que após ler o livro da "Cristiane F." Fiquei interessada no uso dessa droga, eu que sempre tive interesse por esses assuntos, mas algo me fez e me protegeu a me afastar desse tipo de coisa. Mas ao longo dos anos descobri que não se precisa usar drogas convencionais para ser ou estar viciado. Meu exemplo de relacionamente altamente contaminado, concretiza isso, e essa também não foi a primeira "droga" que apareceu em minha vida.

A droga a qual estou viciada é muito poderosa, ela vem não em forma de pó, ou de líquido, ou de pílula, ou é especificamente um elemento químico viciante. É em forma de amor, e produzia tantos as endorfinas necessárias pra minha 'felicidade momentânea", como a adrenalina para me estimular a uma vida que sempre procuro, àvessa a rotina, a chatice do dia a dia, a realidade martirizante das mil pedras no caminho (por dia), era uma relação simbiótica, onde duas partes tanto causavam a felicidade ao próximo como infelicidade até se tornar uma guerra fria.

Imagino agora a vida de Elizabeth Taylor e Richard Burton...., como pessoas públicas que eram, e os infindáveis escândalos que rodeavam a vida do casal. Naquela época, as notícias privadas não eram tão acessíveis como as de hoje em dia. E acredito que a relação deles, assim como muitas outras porém anônimas passam e passaram pelo mesmo processo, o processo de desintoxicação e o processo que estou (tentando) passar agora.

Sei que estou ainda no início, num início que terá certamente uma continuação, acredito que nessas horas, o tempo sempre trabalha em nosso favor.
Mas por ter experiência de vida tenho fé que chegará o dia, que tudo fará parte do passado...

Mas por enquanto só posso dizer cuidado:

- Diga não às drogas!,,, Ou procure seu próprio metadon.

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