Wednesday, February 28, 2007

"Mr. Goodbar" -evite-os!


Sempre gostei de cinema e obviamente de filmes. Nos anos 70, como era novinha, ir ao cinema era um passatempo divertido e muito esperado, e para uma escolar que esporadicamente ia ao cinema, uma diversão certa e assunto pra muitos dias na escola,
mas somente filmes permitidos, próprio para menores.

Um filme que me recordo, precisamente 1977 que me chamou a atenção, não foi visto por mim no cinema, porque não tinha idade na época, mas foi contado por minha irmã
mais velha, eu pude somente assisti-lo na TV anos depois, acho que na sessão coruja ou algo do gênero, bem tarde da noite porque o tema era pesado.

Este filme é "Looking for Mr. Goodbar", Procurando Mr. Goodbar...com a estrela da época Diane Keaton e o gatíssimo desconhecido Richard Gere.
A tragédia do filme, sempre ficou na minha cabeça, e lembro-me que na minha vida, convivi com um certo tipo de Mr. Goodbar mais à distância, com os meus amigos gays.

Era muito comum, ou é...no mundo gay, a figura do michê (garoto de programa), e mesmo um one-night-stand, você leva pra casa, o cara quebra, te enforca, te mata, ou te rouba, e por ai vai depois de alguns minutos de prazer.
Ironicamente Diane tinha uma vida dupla - adoro vidas duplas - durante o dia professora de crianças deficientes, durante a noite/madrugada...habitué de um bar noturno, no bar catava os bofes e levava-os pro seu apartamento studio (no Brasil chamamos de kitchinete.

Imagina levar uma pessoa, que você conheceu naquele dia, pra ir pra sua própria casa...realmente é corrir um risco muito grande, e não se faz, e parece até uma coisa de moralista, não aceite bala de estranhos.

Mas como é que se faz então? Quando se quer ter uma vida emancipada, e e ter aversão ao tédio, a mesmice do cotidiano como Diane.

Peguem meu exemplo estou inscrita em um dating site, e eu mesma, anos atrás já trouxe umas figuras masculinas, para tomar um inocente chazinho comigo, curtir o meu som, depois de ter ido ao restaurante, cinema, parque, etc etc. Mas isso foi há 3 anos atrás, percebi que hoje em dia na net, e se passaram somente três anos, há muitos justiceiros da moral e bons costumes. Sofri a pouco a influência de um, que me ficou completamente fascinado por uma foto minha de bota vermelha. Tudo que ele queria, era me ver...de bota vermelha. Eu achei que tava abafando, com a tal bota, até ter uma surpresa desagradável que prefiro deixar em off.

O que fazer? Como agir para se afastar de psicopatas, supostos stalkers, e mesmo coisas piores, a aparência não quer dizer muito, quando se conhece uma pessoa no mundo virtual se sabe pouco sobre ela, tudo pode ser uma mentira, se você não tiver no seu dia de sorte, se tiver pressa, ou se ficar desesperado atrás de um corpo qualquer que não seja o seu.

Pensem comigo!

Eu acredito e inventei uma receita incompleta, você pode completar, usando sua imaginação:

Ingredientes:

- Intuição (ela nunca falha);
- sentir-se a vontade com a pessoa, e captar coisas não ditas pelos trejeitos da pessoa, intenções, body language;
- uma boa dose de otimismo que pode significar "risco" e confiança no outro
- rezar na noite anterior que ele não seja um serial killer, um junky, 171;
- dar uma de detetive (se certificar da moradia do indíviduo, do município onde mora, do sobrenome);
- se vocês marcarem encontro ao ar livre e quando ele abrir a carteira pedir para ele mostrar-lhe a carteira de motorista por exemplo), se não tiver um cartão de visita, ou cartão do banco, ou um papel qualquer...fotos das crianças também é uma boa no caso dele ter filhos;
- e se não tiver, na noite anterior rastreá-lo no google (digamos que tenha tido aqueles 15 minutos de fama confidenciados num email anterior)
- fazer uma promessa para que ele não seja o Lobo Mau, pelo menos que não queira comer(só) a vovozinha - essa peguei pesado, vou consertar:
- levar seu celular ou camera digital e tirar uma foto do infeliz (se você sobreviver ou não), a polícia terá uma pista, nos procurados morto não faz retrato falado;
- se ele estiver de carro (fotografar a placa), fala que você vai lá fora tomar um ar, que faz parte da sua religião;


etcetera etcera

Bom...aqui são apenas algumas dicas...mas riscos terão que ser tomados, anyway e quem não arrisca, não petisca.
A melhor coisa a fazer, é jamais levá-lo pra sua casa, ou pelo menos no primeiro encontro, nem no segundo, terceiro também não. Aliás fique casta, quem sabe no século
XXII, aparece algo assim mais espontâneo.

4 comments:

Beth Pinheiro said...

o segredo está na castidade, hehehe.

Bebete Indarte said...

Discordo...

Não tenho o mínimo talento pro celibato.

Adeli Rigaud said...

Perfeito, é exatamente isso! É sempre um risco, mas estar vivo já é um risco. Entretanto vale a pena seguir algumas regras básicas e tomar algumas precauções.

Perdy said...

This is great info to know.