Monday, February 19, 2007

je taime Soixante


Se há duas coisas que eu adoro entre outras mil nesta vida, é festa e a língua francesa.
Mais hilário que sou daquelas pessoas que não tem a mínima persistência à certos "hobbies", eu começo e páro, começo e páro.
Eu realmente admiro pessoas que têm poucos interesses e vão até o fim nos seus objetivos, ou se dedicam a uma única atividade, ou seja aprender a tocar um instrumento, a pintar, aprender uma língua estrangeira, de preferência uma língua exótica.
E confesso também, não tenho a mínima vergonha na cara em admitir que morro de tédio ou seria preguiça, quando não vejo a necessidade da coisa, talvez porisso que aprendi holandês, para poder sobreviver e me comunicar e também porque odeio ser analfabeta e não poder argumentar e discutir.

Pois, como não moro na França, no Congo Belga, Haiti etc...eu não falo francês, me viro e muito mal. Mas continuo achando uma língua muito interessante aos ouvidos e nem tão difícil se comparar a uma língua germânica, é uma questão de disciplina (olha estou convencendo a mim mesma, e quem sabe logo logo entre num "curso de férias" que nem os holandeses costumam fazer, ui).

Semanas atrás fui à Bruxelas visitar meus amigos Antonio e Mattia, e aproveitei de deixa e revi meu grande amigo Pier (Vegner) que também mora por lá, mas não pára num lugar só, uns o chamam de Pier outros de Vegner...enfim, tanto faz, mas revê-lo sempre é um prazer, pois somos ambos geminianos, e nossa sintonia intelectual sempre foi muito envolvente, e sendo o globetrotter que é acelera ainda mais o pensamento, e ele sabe exatamente o que eu gosto, e eu adoro gente que sabe o que eu realmente gosto, aliás somente amigos do peito sabem disso, nos fazer felizes, somos os filhos do Nation (casa noturna do final dos anos 80 em SP).

Fomos a um clubinho, chamado Soixante (Le soixante), no centro de Bruxelas, o Soixante fica na rue du Marche au Charbon, e nessa noite estava tocando um Dj chamado Smith Davis (que nome engraçado pois não sei qual o primeiro nome). O DJ e a pouca frequência- infelizmente, faziam o lugar. Eu não sei se ele era o residente do lugar ou não, mas o set dele era muito bom, porque me fez dançar e ficar feliz com a qualidade da música.
E também porque o lugar era minúsculo, mas muito mais aconchegante, hoje em dia as festas estão tão comerciais, lugares grandes, sem personalidade, frios...não gosto, sou a eterna "clubber", e serei uma vovó clubber.

Tive o privilégio de conhecê-lo e ele estará tocando no Superclub em Amsterdam
www.superclub.com, nessa próxima sexta-feira, talvez vá talvez não, espero que sim.

Soixante significa sessenta em francês pra quem não sabe, e mais hilário que eu nasci num ano que gosto muito 1960. E acho inclusive que é um número muito harmônico e também está ficando lá pra trás, hehehe, mas é bem.
E aconselho se você gosta de uma pista low profile, um DJ bacana e de bom gosto, e tiver indo pra Bruxelas, porque não....só não aconselho um bar brasileiro exatamente na frente do 60, chamado Canoa Quebrada...demos uma passada lá como warming up, mas pra mim foi definitivamente uma Canoa furada.

1 comment:

Daniel said...

Os eternos Orfãos do Nation, satã, latino, massivo, tudo se renova, novos caminhos..baccione..adorei seu blog...bacio para os sobrinhos