Wednesday, April 4, 2007

Sexualidade feminina


Dar boas risadas é uma maravilha, mas o que é bem melhor é sexo, primeiro sexo depois as risadas,  yes...let's talk about SEX e sexualidade feminina.
Ninguém é obrigado a ler isso aqui, mas hoje (dias atrás) lendo uma comunidade, aliás irmandade no Orkut a qual pertenço, de gente que fala o que quer, e tá lá pra se ajudar e ajudar os outros, trocar informações, se divertir, distrair, interessante que as pessoas discordam também, mas não sai baixaria, e olha 99% são bipers, bipolares de todas as graduações, gente como a gente, gente como eu, livres.
Sim, porque já percebi que muitos tentam fazer com que os bipolares sejam visto com maus olhos: olha lá! Tá vendo aquela louca? É bipolar.
Mas o que ninguém vê (e nem deve também), que ser bipolar é uma libertação, é ser quem se é, porque não tem outro jeito.

Pois bem, como sou a rainha do Vintage, é adoro coisa velha, adoro conversar com velhos, adoro mercado das pulgas, velharias bric a brac, carro antigo, arquitetura antiga, gosto até de homem velho, oops...muito acima de minha idade, paquero uns velhos tipo daqueles do filme Fome de Viver quando o David Bowie vai ficando velho, lembra? Fui numa postagem antiga, esse é o lado bom de uma comunidade, você procura os tópicos que te diz respeito e tira a coisa do fundo do baú, e vira novo, assim lá no topo da lista.

Um dos membros da comunidade, aliás uma mulher disse: "pior que surtar, é ficar sem sexo". (surtar ela se referia a um episódio de mania, euforia na bipolaridade). Amei, amei, amei ....queria lá, dar um beijo na boca dela. E é raro ouvir/ler, sobre mulher que fala sobre sexo, tabu sempre, não pra mim, não pra ela, que teve essa tirada, e que eu ganhei o dia. A maioria das pessoas dissimula, são os pudores gritando, como se nunca o fizessem, nunca fizeram e como se sexo fosse desimportante na vida delas.
Sexo não é prioridade para muitas mulheres (dizem as más línguas), até entendo...mas elas preferem falar de guerras, desentendimentos, pobreza de espírito, sujeiras., problemas financeiros, doenças, filhos, marido isso e aquilo...ah! isso sim é assunto? Vai lá? Até pode ser, mas o que não entendo é a relutância de falar sobre a sexualidade feminina, sexo, sem ser motivo de chacota, risadinhas nervosas, piadas clichês.

Ficar sem sexo, é muito ruim, eu sinceramente desde que comecei a minha vida sexual sou ativa? Exploda-se se você pensa diferente, eu não, e você deve me mandar explodir, que eu vou adorar, hahahaha, e não sou ninfomaníaca, nada disso, apenas sou uma pessoa que assumo que o sexo faz parte da minha 'agenda', digamos assim. Só que resumo aqui, eu fico estupefata, como o sexo é relacionado a uma coisa nojenta ou de menos valor, como se o ser humano tivesse sempre controle de tudo em sua vida, tudo pode menos sexo, principalmente falar sobre a sexualidade feminina, parece que não pode e pronto, pois se falar você será uma 'puta'.


Tem gente que não fala, eu até entendo, se inibe, inventa desculpas, não gosta e olha pro lado disfarçando, pensa na educação e nas culpas, cora, faz de conta que não ouviu, que não faz, apaga a luz. Mas está mais do que na hora de falarmos sobre o assunto, de mulher pra mulher, e de mulher para homens, na internet, nos blogs, nos encontros com amigas, na TV.
Penso que eu bem que poderia ter um programa de TV sobre, pra mostrar que é tabu que uma mulher não curte sexo, que a idéia da mulher como objeto do homem é um estereotipo criado pela sociedade.

Mas seria uma boa forma de invadir os lares das mulheres simples e normais tentando mostrar, que fazer sexo é um direito de todos, de todas as idades, e com certeza pegaria o documentário sobre o livro "O amor natural" de Carlos Drummond de Andrade, não há quem não se renda pra esse documentário, mas apenas os velhos "com uma vida sexual feliz", conseguem colocar em palavras uma coisa tão importante quanto a naturalidade de uma vida sexual desencanada, mas fazer o quê até Drummond ficou com medo da publicação do livro quando vivo. Ele fazia, e falou através da poesia, e como mineiro come quieto, ficou só na espreita...depois da morte, o livro foi publicado, e o documentário foi feito.

Com a vida sexual ativa, a gente esquece dos problemas, dos outros, do corpo "imperfeito", das mazelas do envelhecimento e limitações, até de nós mesmos esquecemos, é uma terapia, esquecemos o medo, a raiva, o ciúmes, vivemos no aqui e agora, mesmo que por alguns instantes, até começar de novo. Nas drogarias aqui na Holanda eles vendem uns vibradores "saudáveis", tá lá pra todo mundo ver, ou comprar. E inclusive há um site também avisando sobre os vibradores confiáveis, que não sai a tinta e não provoca doenças. http://www.veiligvibreren.nl


Lembro-me bem de John Lennon & Yoko, na manifestação anti-guerra...quebrando tabus, protestando nus na cama de um hotel, com muita naturalidade.

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